Porque fazer humor e podcast é uma arte

































Respeito!


Autor: Eubalena ~ 16 de março de 2012. Categorias: animais, Mona em Família.


Nunca pensei em morar numa casa, mas resolvi que era hora de passar por esta experiencia por causa da minha filha e de seu amigo, o cachorro.

Sabe felicidade? Era isso que minha filha de 6 anos exalava. Ter um quintal para correr com seu cachorro, um viralatas de pouco menos de 2 anos adotado em um abrigo, era o paraíso para ela.

Um dia a menina brincava com seu vizinho na calçada em frente a casa sob a vigilância dos pais. Segundos depois de entrarem em casa, enquanto o pai fechava o portão da casa, o cachorrinho fugiu e atravessou a rua correndo. Uma van, em alta velocidade, atropelou e matou o cachorro instantaneamente e não parou para ver o que atropelou. “Porque um cachorro é só um cachorro…”

Claro, muitos dirão, não foi culpa da van, já que o cachorro fugiu. Sim, não existe culpa por ter atropelado o animal, o cão realmente fugiu por descuido de um adulto. Mas o motorista foi culpado por ter matado o cão. A velocidade na qual este motorista dirigia o impediu de parar o carro e também o impediria caso não fosse um animal (como se isso diminuísse a importância da vida e o amor que uma criança sentia por seu cão), o impediria se fosse uma criança, um ciclista, um cadeirante, se fosse eu, se fosse você.

E não pense que isso jamais acontecerá com você. Ninguém está livre de aparecer, do nada, uma criança na frente do seu carro, correndo atras de uma bola. Veículos são pesados. Imagine o que fez uma van em alta velocidade em um cão de 6kg? Não teria sido menos pior se fosse uma criança de 20kg.

Não adianta ficar triste, chorar, pedir desculpas. O importante é não desrespeitar o as leis de trânsito. Podemos não acabar com os acidentes, mas eles podem ser mais leves, menos graves e serem acidentes realmente, aquilo que acontece inesperadamente. Quando se corre, quando se bebe antes de dirigir, quando não se respeita as normas de trânsito, assume-se o risco de matar alguém, de morrer.

Segundo o DENATRAN – Departamento Nacional de Trânsito, a velocidade
máxima permitida para cada via é indicada por meio de placas. Onde não
existir sinalização, vale o seguinte:

Em vias urbanas:
•80 km/h nas vias de trânsito rápido.
•60 km/h nas vias arteriais.
•40 km/h nas vias coletoras.
•30 km/h nas vias locais.

A punição ao motorista não serve para nada se não existir a conscientização de todos. Os “pequenos” desrespeitos as leis de trânsito transformam os veículos em armas.

A palavra-chave para o trânsito é RESPEITO, respeito ao próximo, respeito às leis, respeito à sua vida. Só assim poderemos todos viver em paz: veículos, bicicletas e pedestres.

Divulgue, compartilhe! Vamos lutar por um trânsito melhor!


Momento Eu que fiz, posso babar!


Autor: Eubalena ~ 4 de novembro de 2011. Categorias: Cantinho das Monas, Mona em Família, Tiras.

Coró, (meu pequeno gênio de 6 anos) adora as tirinhas da Mafalda (também conhecida como Raquel Gompy) e do Flávio Soares ( A Vida com Logan). Daí que a menina passa os seus dias fazendo desenhos e tirinhas por culpa dos dois.

Como toda boa mãe babona, acho que todo mundo tem o direito de ver a obra prima de Coró.

 

Euba


Para Beatriz


Autor: Eubalena ~ 9 de fevereiro de 2010. Categorias: Cantinho das Monas, Mona em Família.

Uma vez eu ganhei um presente. Um presente muito especial. Ganhei uma menina!

Quem me deu essa menina foi uma irmã. Não irmã de sangue, mas uma irmã dessas que a vida coloca no nosso caminho.

Um pouco depois que ela nasceu eu a peguei no colo. Ela era linda. Miudinha, quentinha, fofinha, cheirosa. Mas depois a gente se distanciou e essa menina e eu nos vemos muito pouco. Nos conhecemos mesmo no ano passado. Mas eu sempre fui apaixonada por ela.

Agora ela está grande. Está começando a ler e a escrever. Tem seus amigos, as suas coisas favoritas e as que não gosta. E eu ainda continuo apaixonada por ela.

Algumas pessoas me chamam pelo nome, outras por apelidos, mas essa menina me chama de uma palavra mágica. Uma palavra que me fez derreter quando a ouvi me chamando pela primeira vez. Apesar dela não me chamar assim em público muitas vezes. Essa menina me chama de madrinha.  E eu continuo cada vez mais apaixonada por ela.

Essa menina é exatamente o que o nome dela significa: aquela que faz os outros felizes.

E é por isso que eu sei que vou amá-la para sempre.

Feliz Aniversário, Bia.

Beijos
Madrinha


OS RISCOS DO CONJUNTO “CRIANÇAS x TELEVISÃO”


Autor: luizcarlosdacosta ~ 1 de julho de 2009. Categorias: Mona em Família.

Nesta terça feira, 30 de junho, acordo e assistindo o noticiário vejo o repórter dar detalhes sobre mais um desastre aéreo. Pois é, queda de mais um avião e no mar novamente. Confesso que fico me imaginando no lugar de quem esteve dentro do avião, o que passou pela cabeça de cada um, como começou, como sucedeu, o que daria para ver e tudo mais. Imaginar tudo isso me trás um aperto no coração. Agora realize o que assistir essa noticia na televisão pode significar para uma criança? Ver noticiários de violência pode espantar a criança, de formas variadas dependendo da sua idade. A criança fica particularmente assustada.

È por essas e por outras razões que em casa, não vejo noticiários, novelas ou qualquer outra programa que traga aspectos negativos do ser humano que habita a terra. Ou seja, a TV funciona quase que exclusivamente sintonizada no Discovery Kids. Praticamente todas as informações que julgo necessário eu busco na Internet. Hoje, falando em notícias, tem-se tudo que passa na televisão e com a vantagem de se ter muito mais detalhes.

Agora fica a dúvida que me vem à cabeça todas as vezes que a minha filha assiste ou toma conhecimento de uma noticia que diz a respeito da violência:

• Tem sua razão tentar esconder esses fatos para a minha filha, como um acidente do avião ou uma noticia qualquer de seqüestro, roubo ou assassinato?

Na minha opinião, ela não precisa saber que essas barbaridades existem. Ou a realidade nua e crua exposta fará com que ela tenha uma visão mais realista da vida e com isso ter alguma vantagem futuramente? Alguém conseguiu captar o meu dilema?

Bem, de qualquer forma, a principio eu continuo acreditando que ela não deve tomar conhecimento desse lado do mundo por enquanto e continuo regulando o que ela assiste rigorosamente. Tenho até arrepios quando preciso deixar ela na casa do meu pai: ele passa a noite assistindo um jornal atrás do outro. Depois ela vem com um monte de perguntas para mim sobre os acontecimentos que ela viu na televisão. Inclusive, ela anda me falando todo dia que não quer ir viajar de avião nessas férias do meio do ano, simplesmente porque o avião vai cair.

- Você não viu no jornal o avião que caiu? Eu não quero morrer pai!

O que responder nessas horas? Que o avião é o modo mais seguro que existe para viajar? Que mais de um milhão de pessoas morrem por ano no mundo de acidentes de trânsito?

Por fim, fica aqui alguns conselhos para nós pais que querem transformar a televisão uma atividade mais segura para nossos filhos:

1) Nunca coloque a televisão no quarto das crianças. Coloque sim somente os brinquedos, jogos e alternativas de diversão. Não! O computador não se encaixa como uma alternativa.

2) Desligue a televisão na hora da refeição, tendo assim um momento privilegiado de convívio em família.

3) Selecione os programas mais adequados de acordo com a idade da criança. O ideal é que você o veja com o seu filho. Assim, é possível ter uma forma de filtrar conteúdos.

4) Veja também poucas horas de televisão: além de dar o exemplo, é mais tempo que poderá passar com o seu filho a praticar esportes, ler ou simplesmente brincar…


Músicas infantis internacionais (mas internacionais meeeesmo!)


Autor: musicmoon ~ 2 de junho de 2009. Categorias: Mona POP, Ursinho da Monalisa.

Esta semana surgiu no trabalho o tema Repertório Infantil Internacional, e acabei pesquisando a respeito do assunto. Resolvi então compartilhar com vocês essa experiência tão… interessante…?

1. Ookina kuri no ki no shita de


Ookina kuri no ki no shita de (Debaixo da castanheira) é uma canção infantil japonesa (warabe uta), com coreografia que alude ao tema. Lá no Youtube tem até a letra original pra acompanhar. Sua tradução significa: “Vamos brincar, você e eu, alegremente, debaixo da grande castanheira” (tá certo, Doduti? =D).


Savez-vous planter les choux (Sabem plantar as couves?) também é muito bonitinha! Ele vai falando partes do corpo com que se “plantam as couves”. Pés, joelhos, cotovelos, nariz… Quem sabe o seu filho não se interessa por aprender um pouquinho de francês? Detalhe pros sapinhos dançantes, lindos!

[
Tenho medo dessa menina da Indonésia. Na verdade tenho medo do que ela pode estar cantando. Alguém consegue traduzir? Ela me lembra a Maísa. Ou não, acho que a Maísa ainda me dá mais medo.

Assisti muitos desses durante a semana. Aqui ainda tem um chinês que achei muito bonitinho (por causa dos porquinhos) e um trenzinho russo.

Tudo isso pra dizer que conhecemos nosso folclore e as crianças adoram. Mas o folclore é uma forma de manifestação cultural, e é importante que elas compreendam que as expressões folclóricas estão relacionadas com a formação étnica do povo. Acho importante as crianças terem contato com a maior quantidade de culturas e folclores possíveis. Afinal, cultura é tudo na vida de um ser humano, não é? O que vocês, mães, acham?



Em Defesa da Infância


Autor: Doduti ~ 18 de maio de 2009. Categorias: Cantinho das Monas.

Dia 18 de maio é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Esse dia foi escolhido pois em 18 de maio de 1973, a menina Araceli Cabrera Sanches, então com oito anos, foi sequestrada, drogada, espancada, estuprada e morta por membros de uma tradicional família capixaba. Apesar de várias pessoas terem acompanhado o caso, ninguém denunciou o acontecido. Por causa disso, os criminosos continuam impunes até hoje.

O blog Diga não à erotização infantil organizou uma blogagem coletiva para o dia de hoje, intitulada “Em Defesa da Infância”. Você que tem blog, publique textos que alertem para a exploração sexual, abuso sexual, pedofilia e perigos na internet para crianças. Quem não tem blog, vale divulgar via twitter ou orkut, o importante é repassar as informações, alertar, protestar!

Você conhece o Disque 100? Ele foi criado pelo governo federal para receber denúncias de exploração sexual contra crianças e adolescentes. As denúncias são encaminhadas aos órgãos competentes em até 24 horas. O serviço funciona das 8h às 22h, inclusive finais de semana e feriados. Como o próprio nome já diz, é só digitar 100 no seu telefone. A chamada é gratuita.

Quem sabe e não denuncia, também é responsável!

“A criança é o princípio sem fim. O fim da criança é o princípio do fim. Quando uma sociedade deixa matar as crianças é porque começou seu suicídio como sociedade. Quando não as ama é porque deixou de se reconhecer como humanidade.

Afinal, a criança é o que fui em mim e em meus filhos enquanto eu e humanidade. Ela, como princípio, é a promessa de tudo. É minha obra livre de mim.

Se não vejo na criança, uma criança, é porque alguém a violentou antes, e o que vejo é o que sobrou de tudo que lhe foi tirado. Diante dela, o mundo deveria parar para começar um novo encontro, porque a criança é o princípio sem fim e seu fim é o fim de todos nós.”

Herbert de Souza (BETINHO) -Sociólogo


Meninas no ataque!


Autor: Phoebe ~ 13 de maio de 2009. Categorias: Cantinho das Monas, Mona em Família.

Se minha avó fosse viva, certamente diria: “Isso prova que estamos no final dos tempos”!

Acabo de voltar da reunião bimestral da escola da minha filha, tendo sido os pais da turma alertados sobre o comportamento inadequado das moçoilas, que andam agarrando os rapazes à força para tascar-lhes beijos de língua.

Seria normal caso se tratasse de uma turma do ensino médio, mas vindo de uma turminha do jardim de infância, essa história é capaz de causar arrepios. Bom, vi muitos pais de garotinhas se arrepiando nessa reunião!

Depois de suspirar aliviada ao saber que minha filha não fazia parte do grupo das mini-avançadinhas, fiquei me perguntando o que poderia levar crianças de 3 anos a esse tipo de comportamento. E nem precisei pensar muito, pois a professora da turma logo surgiu com as respostas: os pais estão colocando as carroças na frente dos bois. Ao invés de estimular a filha a brincar de boneca, tem muita mãe levando criança de 3 anos para o salão para fazer as unhas. Na sala da minha filha, segundo a professora, há crianças que não andam sem maquiagem. Carregam inclusive o batom na mochila para retocar o visual depois das refeições! Sem contar com a “brincadeira” de eleger um amiguinho para ser o namoradinho da filha. Que eu saiba, há pelo menos 3 casais imaginários na sala, formados por mães de meninos e meninas que, seguindo a moda indiana ditada pela novela das 8, elegem os futuros cônjuges de seus pimpolhos. E por falar em novela das 8, criança tem que assistir canais e DVD´s infantis, e não ficar ali pela sala, como quem não quer nada, acompanhando as cenas de amor de Raj, Maya & Cia., não é verdade?

Por isso, podem me chamar de retrógrada, antiquada, não me importo: aqui em casa, maquiagem, esmalte e namoradinhos continuarão terminantemente proibidos pelos próximos 10 anos!

Beijos da Phoebe!

P.S.: Sem querer zoar a ala masculina que acompanha o blog, mas não poderia deixar de comentar essa parte! A reunião escolar ganhou ares de conferência da ONU porque os pais dos meninos atacados estavam reclamando em massa, dizendo que os filhos não queriam mais ir à escola porque não queriam ser beijados! A mãe de um dos meninos chegou a frisar durante a reunião que o filho chorava dizendo “Eu não gosto de meninas, não gosto”! :D


Mona em Família: ESPORTE VENCEDOR


Autor: Eubalena ~ 6 de maio de 2009. Categorias: Mona em Família.

http://www.flickr.com/photos/bricolage108/233606236/

Hoje entrei no carro, depois de um dia cheio, para ir para a natação. Estava cansado, com sono e quase desistindo de comparecer a mais uma das intermináveis aulas. Já não lembro mais quando foi que comecei. Fazem alguns anos. Diferente da escola, na natação voce não passa de ano, voce não está no primeiro ou no quinto ano. Voce simplemente está na natação. Relembro que mal flutuava na água. Nadar de costas então era ter a certeza de afundar em meio metro nadado. No início eu tinha a motivação. Lembro de dizerem para eu gostar do esporte, que era algo saudável a fazer. Sem entender direito, fui começando a praticar, a nadar. Comecei também a obter e a desenvolver a disciplina, pois sabia que tinha de estar na academia duas vezes por semana durante quase uma hora. Mas o que parecia, no início, ser algo frustante por simplesmente não sair do lugar quando tentava nadar, foi sendo apresentado a mim como uma forma de diversão e brincadeira. Ou vai me dizer que o esporte não é nada mais do que uma brincadeira? Daí para frente foi tudo uma beleza, fui incentivado não a vencer, mas a me aperfeiçoar. Fui elogiado por estar praticando um esporte. Isso fez com que nas horas que quis enrolar, que desanimei, que fiquei com preguiça, que até quis desistir, fiz o que devia ser feito: recomecei e não desisiti. Assim, hoje, estou com 5 anos e já nado os quatros estilos numa boa.

Esse relato que acabam de ler, é o que diria a minha Pititiu se tivesse capacidade de expressar o que sente em palavras, a experiência dela de ter começado a nadar com dois anos. Realmente hoje ela entrou no carro, prendi ela no cinto e no caminho para a academia ela chegou a cochilar. Ela disse que não queria ir na natação, que era para dar uma folga para ela. Ela até perguntou quando iria acabar as aulas de natação. Pergunta um pouco dificil de explicar para ela. No fim ela entrou na piscina e em cinco minutos já estava toda animada e feliz.

Deveria ter dado a folga para ela? Fui muito duro com ela? Na realidade acredito que não. Como pai dela, convivendo diariamente, vou influenciar o futuro dela. Quer eu queira ou não! Não existe opção: se eu tenho a autoridade sobre ela, eu serei o espelho para o bem ou para o mal. Por isso me esforço para fazer a diferença! Certamente a criação de uma filha é um desafio muito grande e objetivo principal que trago é fazer dela alguém mais pleno e feliz. E é por isso que incentivo ela a praticar um esporte. E vocês? Já deram o primeiro passo, fornecendo aos seus filhos algum esporte para eles praticarem? Façam isso e ajudem seus filhos a se tornarem um VENCEDOR.


Um tapinha dói ou não dói?


Autor: Phoebe ~ 27 de abril de 2009. Categorias: Cantinho das Monas, Mona em Família.

Quem nunca levou uma chinelada? Na minha infância, eu era praticamente íntima dos chinelos da minha mãe. Tão íntima que – lembro-me como se fosse hoje – morri de vergonha ao devolver para a escola um questionário elaborado pela coordenadora, onde minha mãe fez o favor de responder que a “psicologia utilizada pelos pais na criação dos filhos” era a “psicologia da chinelada”. Juro que ela escreveu isso!

Como cresci e me tornei uma pessoa perfeitamente normal, sempre julguei que as chineladas eram mesmo a melhor forma de se educar um filho. Meu marido chegava a ter arrepios quando eu afirmava, ainda solteira, que nossos filhos seriam clientes da tal “psicologia da chinelada”.

Só que os filhos nascem e, pais da geração cibernética que somos, acabamos tendo acesso a todo tipo de informação sobre como educar bem nossas crianças, e então descobrimos que a nova tendência mundial é a máxima “palmada não educa, machuca”. E haja confusão nos fóruns da internet, com uma corrente de mães dizendo que bater nos filhos é crime, enquanto a outra corrente afirma que “só um tapinha não dói, um tapinha não dói, um tapinhaaa”.

Pelo sim, pelo não, optei por educar meus filhos à base de muito diálogo e muito jogo de cintura, aplicando um tipo de “sistema de recompensas” que, ao menos por enquanto, tem dado certo (cada malcriação gera uma punição, enquanto cada comportamento positivo gera uma reação positiva nossa).

Mas conheço vários pais que ainda aplicam a tal “psicologia da chinelada” e não me sinto no direito de julgá-los por isso. Condeno apenas os exageros que vejo nas ruas, com pais castigando fisicamente seus filhos por qualquer motivo, como um pai que, no mercado, deu um tapa no seu filho bebê só porque o menino pisou na caixa de pizza que ele havia colocado no carrinho. Ora, se não quer que o filho pise nas compras, então não o coloque em pé dentro do carrinho, não é verdade?

E aí? Na sua opinião, um tapinha dói ou não dói?

Beijos da Phoebe!


Volta às Aulas


Autor: Eubalena ~ 18 de fevereiro de 2009. Categorias: Mona POP.

Já que estamos em época de férias/volta às aulas, porque não falar das crianças? Ei, você que tem filhos, a primeira parte do texto é pra você. Ei, você que não tem filhos, continue lendo, a segunda parte do texto diz respeito a todos os adultos.

Então, eu comecei a estudar flauta-doce com 4 anos de idade. Aprendi a ler música antes de ser alfabetizada. Com 9 anos fui aprender piano e comecei a cantar em coro. Durante a faculdade, me voltei totalmente pro estudo da voz e um dos meus trabalhos é regendo um coro infantil.

Eu não pedi pra estudar música. Mas eu tinha 4 anos. Certamente se passasse mais tempo, teria pedido. Afinal, na minha casa sempre tivemos violões e rolava música ao invés de TV. Meu irmão não foi incentivado para a música como eu fui. Ele nunca estudou música.

Qual a diferença entre nós? Temos coisas de família, dificuldades que, mesmo também sendo obstáculos pra mim, eu venci mais facilmente. Ele não tinha coordenação motora fina (acabou indo fazer origami como terapia). Eu tenho dificuldade de coordenação até hoje, mas é só concentrar e “baixar o santo” que consigo fazer algo que a princípio parecia difícil. A única coisa que ainda não tentei por medo de ser muito, muito descoordenada é tocar bateria, hehe.

Outro ponto: nós dois somos muito, muito tímidos e com uma forte tendência anti-social. Sabe a criança que não era escolhida pra jogar vôlei/futebol/basquete? Éramos nós. Mas eu tinha algumas amigas, colegas de coral, alunas de piano. Eu cantava na frente de todo mundo nas apresentações do coral e isso me fez não ter problema com apresentações de trabalhos em sala de aula. Até hoje eu digo que palco não é problema pra mim. E, quando vou conversar com alguém que não conheço, invoco a artista pra que minha timidez não venha à tona e acabe me fazendo parecer arrogante. Já meu irmão só foi fazer amizade, meeesmo, no segundo grau. E olha lá.

Legal, ajuda na coordenação, ajuda no convívio social, mas só isso? Não. Todos sabem, é óbvio, que ajuda na criatividade, no gosto pessoal, na visão de mundo. Uma criança que aprendeu música não precisa virar um profissional disso, mas será aquele adulto de bom humor, simpático, com boas soluções para o seu dia-a-dia, com gostos variados, e que consegue não passar vergonha quando alguém insiste que ele venha jogar pingue-pongue, pelo menos uma partida.

Logo, se o filho pedir, coloque-o sem dúvida numa aula de música. Mas e se ele não pedir? Pergunte. Tente perceber se seu filho gosta e pergunte de novo. Porque todos nós sabemos que às vezes crianças não dizem o que gostariam. Por vergonha, ou qualquer outro fator.

Minha amiga Priscilla passou por isso. Ela diz: “quando eu era criança, eu amava dançar e cantar. então eu colocava minhas músicas favoritas no rádio e ficava dançando e cantando pelo quarto e inventando palco e público. Quando alguém abria a porta eu paralisava instantaneamente ou sentava aonde eu tava e fingia que eu estava apenas escutando a música como se nada tivesse acontecido. Eu morria de vergonha. E era uma vergonha estranha porque, da mesma maneira que eu inventava público pra poder cantar pra ele, eu não conseguia fazer isso na frente de um público de verdade. Eu era super tímida pra pedir coisas pra minha mãe. Eu chegava na barra da saia dela e ficava ‘mããããe….’ na esperança que ela adivinhasse o que eu tava pensando. Minha mãe já sabia que, quando eu fazia isso, eu queria alguma coisa. Aí começava a me perguntar se eu queria comer/beber/fazer/perguntar alguma coisa. Mas ela nunca me perguntou se eu queria fazer aula de música. Ela até perguntava ‘você quer fazer alguma coisa?’ eu mexia a cabeça dizendo que sim. Ela perguntava o quê e eu ficava sorrindo porque eu tinha vergonha de dizer que eu queria aula de música. Hoje penso que a vergonha deveria ser sobre ter de apresentar pra família o que eu viria a aprender na aula de música já que eu tinha vergonha do público de verdade.” Mas não, ela não fica apenas se lamentando sem tomar nenhuma atitude. Ela está correndo atrás do sonho dela.

Recentemente no MonaCast surgiu a dúvida: para aprender música, é necessário começar desde cedo? A resposta óbvia veio rapidamente: sim! Mas não se desespere. Ela é óbvia, mas eu discordo. E digo a razão.

Bom, então primeiro preciso falar que meu outro trabalho tem a ver com formação de professores de música. Depois de adultos, sim. Pra isso, muita pesquisa musicopedagógica, claro. E criação de um método para musicalização de adultos, que está funcionando muito bem, obrigada.

A questão é a seguinte: por que um adulto que tenta aprender música normalmente se frustra? Ora, qualquer um se frustraria se fosse ser alfabetizado depois de adulto e fosse tratado como criança. O método é outro. Crianças e adultos são diferentes, logo devem receber as novas informações de maneiras diferentes também. Crianças aceitam o novo mais facilmente, mas precisam que tudo seja conduzido mais ludicamente. Vou contar dois casos:

1. Quando eu era pequeninha, meu pai começou a fazer aula de violão e minha mãe, pra fazer companhia, começou a fazer aula de flauta-doce. Minha mãe chegava em casa e me ensinava tudo que tinha aprendido na aula daquele dia. Foi assim que tudo começou. Se eles não tivessem ido aprender música depois de adultos, eu não teria essa profissão hoje (e não consigo pensar em outra). Meu pai estuda violão até hoje. Não com o intuito de virar profissional, senão já o teria feito, mas sim como hobby. É o momento anti-stress dos dias dele, quando ele senta e pega o violão pra estudar. Ele vai pra cidade vizinha estudar, porque aqui não temos professores de violão, mas o faz com muito gosto. Uma vez por semana, ele pára de pensar em trabalho e se diverte com sua música.

2. Quando entrei na faculdade, entrou também uma senhora, que ao longo do tempo descobri ser uma bancária aposentada. Depois de se aposentar pelo banco, ela começou (sim, começou) a estudar piano. Ela nunca tinha tido uma aula antes disso. Quando ela se sentiu segura no piano, ela foi e fez a prova específica e o vestibular pra entrar no curso de música. E entrou, comigo. Ela está formada agora, em Licenciatura – Piano, e trabalha dando aula na sua casa. O modo como ela encarava as aulas, querendo aprender, mas sem aquela pressão de precisar aprender, era fantástico. Passava uma leveza pra toda a turma.

Conclusões?

1. Aproveite a volta às aulas. Leve seu filho a uma escola de música. Qual instrumento é melhor para começar? O que ele sentir vontade. Não o obrigue a estudar violino se ele quer estudar bateria.

2. Aproveite a volta às aulas. Vá a uma escola de música. Qual instrumento é melhor para começar? Aquele que você sempre quis aprender, mas se achava incapaz (por idade, coordenação ou falta de alguma coisa). Mas não queira aprender tudo num dia só. Uma coisa que as crianças entendem é que nada se aprende num dia só. Não sinta agonia por aprender um pouquinho por vez.

Luana





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