Porque as mulheres não vem com manual de instruções
























DIÁRIO DE CASAMENTO - “O Namoro”


Autor: Eubalena ~ 17 de março de 2010. Categorias: Mona em Família.

Namorados

Vou contar lhes agora, resumidamente, o que aconteceu durante o namoro até o dia do nosso noivado.

Bom, durante o namoro foi um pouco conturbado, eu não queria apresentar aos meus pais o Jônatas e nem queria dizer que estava namorando porque não tinha certeza se daria realmente certo. Então tinha que inventar desculpas para encontrá-lo.

Uma semana depois do pedido de namoro pensei em terminar, achando que ele não tinha nada a ver comigo, que nossos gostos eram totalmente diferentes e que não me sentia bem por não contar aos meus pais, mas pensei e falei com Deus: “seja o que o Senhor quer. Se for para o meu bem, ajude-me a cultivar e conquistar esse amor, senão, por favor, mostre-me para não magoar-me mais”. E graças a Deus mostrou-me que ele é o homem da minha vida.

Chegou ao ponto que meu pai não deixou que eu saísse com o Jônatas para dançar com medo de que algo acontecesse comigo, fiquei tão chateada com aquilo que chorei de raiva. Depois de um tempo e de muita conversa com o Jônatas concordamos que eu contaria a meus pais sobre o nosso namoro. Sentei-me com meus pais no quarto e contei. Falei como Jônatas era uma pessoa bacana e que um dia iria apresentar lhes. No dia seguinte, combinei encontrar o Jônatas no shopping e meus pais foram para conhecê-lo, (detalhe: não contei ao Jônatas que ira apresentar meus pais a ele), quando nos encontramos apresentei-os.

Pense no clima chato que ficou, porque eu não contei a ele antes para preparar o espírito. Mas deu certo, graças a Deus. Minha mãe sempre ligava para saber meus passos (coisas de mãe) até pouco tempo antes do noivado. Foi muito difícil, mas vencermos essa fase.

Um belo dia recebi um scrap de uma amiga que me perguntava se o meu namorado era realmente o Jônatas. Fiquei desesperada, achando que ela tinha uma bomba para contar sobre ele. E para minha surpresa e alívio, descobri que a família dela e amicíssima da família dele, assim como é da minha também, veio em minha mente: “Ufa! Essa passou perto”. Depois que meus pais souberam que a família dele conhecia a família dessa amiga, relaxaram um pouco mais.

E o dia que conheci minha sogra. Nossa! Que medo dela não gostar de mim (acho que toda mulher passa por isso), de que eu não seria a mulher certa para o filho, tudo mais. Mas para a minha sorte deu tudo certo, nos afeiçoamos de cara. Passou-se um tempo, conheci meu sogro. Não fiquei tão preocupada como fiquei com minha sogra, porém ela já havia conquistado.

Depois de um ano e meio de namoro começamos a cogitar ficarmos noivos. Já olhando as alianças para o noivado, decidindo quem seriam os padrinhos do casamento e tudo mais.

Como sou apressadinha, os padrinhos já estavam definidos pela minha parte.  Só faltava o noivo conseguir um emprego fixo, vida de nutricionista em Brasília não é fácil. Com a convocação do Jônatas a apresentar-se no Ministério para fazer parte do quadro de funcionários e eu com meu emprego daria para levar a diante. Conversamos com nossas famílias, para anunciar que ficaríamos noivos em setembro de 2009, sem data prevista, pois aguardávamos a chegada dos meus sogros da cidade onde residem. Como dia 06/09/2009 tinha um casamento para ir e dia 07/09/2009 os sogros já estariam pegando a estrada cedo, marcamos o noivado para o dia 05/09/2009, chamamos os padrinhos e amigos mais chegados para a ocasião. Foi o momento mais feliz da minha vida, até o momento. Na hora do pedido ficamos um pouco perdidos, pois não havíamos planejado nada, mas valeu a pena. Todos falaram um pouco, meus pais, os pais dele, alguns padrinhos, fiz uma força danada para não chorar de emoção. Ouvir o apoio e o carinho que todos tinham com a gente, foi maravilhoso.

Desde o começo do namoro sempre deixei claro que o casamento não é apenas flores e que também teríamos que enfrentar tempestades (assim como enfrentamos até hoje), mas caberá a nós unirmos para superá-las. Somos criados diferentes, temos manias e jeitos diferentes de pensar e resolver algo, mesmo com tantas diferenças, conseguimos encontrar nossa igualdade.

Confesso que não sou muito de conversar, expor o que sinto ou esteja pensando (na maioria das vezes, coisas ruins), meu lado oriental faz com que pensemos melhor antes de falar e às vezes guardamos da pessoa e assim ela nunca saber. E o Jônatas tem esse lado bom, sempre me incentiva a falar o que penso, mesmo não querendo, e no fim das contas sempre entramos em um consenso. Brigas? Sempre temos e sempre tentamos resolver sem ter que lavar a roupa suja na frente dos outros. E quem não briga hoje? Só não podemos deixar extrapolar, deixar o desrespeito tomar conta de tudo. Tenho aprendido muito com ele e sei que ele também tem aprendido comigo.

Acho que casamento é isso, a cumplicidade, o respeito mútuo, o batalhar para construirmos uma família descente, entender a opinião do outro, passar por dificuldades e conseguir achar uma solução juntos. Como uma das madrinhas disse no meu noivado: “É comer um saco de sal juntos todos os dias, difícil no começo, mas você acostuma e encontra outras maneiras diferentes de saborear o sal, mas sempre juntos.” É bem por aí. Graças a Deus, temos dois casais como exemplo de um casamento em nossas vidas, nossos pais. E são neles que buscamos espelhar.

Áurea Midori, a noiva


Mães do Orkut


Autor: Eubalena ~ 3 de março de 2010. Categorias: Cantinho das Monas, Mona em Família.

Assim que engravidei entrei no Orkut e comecei a frequentar comunidades de mães.

Eu que estava sozinha em uma cidade diferente e longe da família, aprendi muita coisa por ali.
Em comunidades de mães se conversa sobre tudo. Desde o tipo de parto, pega na amamentação, até a melhor marca de fralda. Fora a fofoca que rola intensamente.

Durante esses quase 6 anos que frequento o local pude observar e classificar as mães que participam do Orkut, entre elas, posso citar:

1. Mãe Nossa Senhora: aquela que se compadece da dor dos filhos de todas as outras mães aproveitando para mostrar o quanto é uma mãe melhor que as outras.

2. Cyber Mãe: aquela que passa o dia inteiro no computador, o filho se cria praticamente sozinho e, mesmo assim, ela aproveita para mostrar o quanto é uma mãe melhor que as outras.

3. Pitmãe: a que se mete em brigas para defender toda e qualquer criança indefesa e aproveita para mostrar o quanto é uma mãe melhor que as outras.

4. Mãe médico de família: conhece todos os sintomas de todas doenças, medica, faz pejelança e aproveita para mostrar o quanto é uma mãe melhor que as outras.

5. Mãe Isso que é mulher: é uma dona de casa perfeita. Lava, passa, cozinha, faz jardinagem, tem o os filhos mais bem educados e engomados e ainda é uma mulher capaz de satisfazer todo apetite sexual do esposo, que geralmente é bonito e perfeito e claro, aproveita para mostrar o quanto é uma mãe melhor que as outras.

6. Mãe é comigo?: completamente paz e amor, os filhos são criados livres, impondo suas vontades. Ela nunca sabe o que e por que aconteceu mas sempre aproveita para mostrar o quanto é uma mãe melhor que as outras.

7. Mãe poderosa: Não importa o que acontece com o filho agora. O importante é que ele nasceu da maneira correta e aproveita para mostrar o quanto é uma mãe melhor que as outras.

8. Mãe meu pronto socorro é aqui: O filho cai da laje, de cabeça, e ela deixa o menino lá para correr pro Orkut e perguntar o que deve fazer. Fica minutos dando Up no post e perguntando: alguém? alguém? Mas, entre uma espiada no guri estatelado na laje e outra, ela aproveita para mostrar o quanto é uma mãe melhor que as outras.

9. Mãe PHD: sabe tudo de absolutamente tudo e sempre oferece os conselhos sobre o jeito certo de fazer qualquer coisa, desde amamentação até como lavar meia branca. E nunca esquece de mostrar o quanto é uma mãe melhor que as outras.

10. Mãe Barbie: corre, faz academia, lipo, limpeza de pele, se veste sempre na última moda, coloca silicone, tira costelas. O programa preferido com a filha (porque mãe Barbie não tem filhos) é fazer compras ou levar a menina para o salão. E ensinar a menina a, quando crescer, ser uma mãe melhor que as outras, assim como ela.

11. Mãe Amo Minha Kodak: posta todas as fotos da criança do que diz respeito a ela. Sempre lembrando que é mãe muito melhor que as outras.

12. Mãe São Tomé: Portadora de uma total ausência de noção, é aquela que posta e mostra. O cocô do filho ta mole? Tá lá a foto para mostrar. A cicatriz da cesária virou uma bola? Toma foto! Claro, ela também é uma mãe muito melhor que as outras.

13. Mãe Enfoderada: Que reúne todas as melhores e mais nobre qualidades. Aquela que não precisa dizer que é melhor que as outras porque ela já sabe que é e pronto! Apesar de não ouvir a torcida contra.

Qual desses tipos de mãe eu sou? Bom, eu não me encaixo em nenhuma delas… Até que inventem a categoria mãe perfeita.

Beijos Orkutianos
Euba


Diário de Casamento: Conhecendo o Pretendente


Autor: Eubalena ~ 2 de março de 2010. Categorias: Cantinho das Monas.

Ah, o amor! Esse sentimento que nos transforma e nos faz querer transformar o mundo…

Num momento explícito de paixão, o Monalisa de Pijamas tem o prazer de apresentar a mais nova coluna:
Diário de Casamento

Vamos acompanhar a preparação do casamento de Jônatas e Áurea.

Toda semana eles irão nos presentear com um pouco da sua história, seus momentos, a decisão de casar e tudo sobre os preparativos para este grande passo na vida de uma casal apaixonado!

Com vocês:

DIÁRIO DE CASAMENTO

estamos noivos

Fiquei muito feliz ao receber o convite das meninas do Monacast para partilhar com vocês sobre a trajetória do meu casamento. E como todo começo de história, vamos pelo início, “Conhecendo o pretendente”.

havia um ano que estava sem namorado, quando conheci o Jônatas de um jeito não muito convencional, mas muito comum nos dias de hoje, foi pelo orkut. Na época em questão meu orkut era liberado para todos entrarem, em busca de conhecer gente nova e quem sabe o amor da minha vida, e não é que achei. Ele me achou e entrou em contato através do scrap puxando assunto para ver se colava, e colou, hihihi… Comecei a conversar com ele só pra ver o que ele queria.

Com muita gentileza e cautela, para não espantar a moça, o Jônatas conseguiu minha atenção fazendo com que o adicionasse na minha lista de amizades para não perder contato com ele, e antes mesmo de adicioná-lo, percebi que tínhamos duas amigas em comum, com as quais tentei buscar informações sobre ele e não tive resposta imediata. No dia seguinte trocamos msn (pois é, ainda a era do msn) e não conseguimos parar de nos falar.

Eu até que gostei da conversa dele, mas eu não queria precipitar as coisas, pois sou muito impulsiva e me entrego fácil as armadilhas do coração.

Conversa vai, conversa vem, acabamos trocando telefones e continuamos a conversar depois do trabalho. No sábado daquela semana, marcamos de nos conhecermos pessoalmente e, com medo de ser um truque ou um tarado em potencial, chamei minha irmã e uma amiga para me acompanhar até o encontro com Jônatas, no Burguer King do shopping Pátio Brasil. Pedi para minha irmã ficar um pouco longe, mas não tão longe, pois ainda tinha receio. Confesso que a princípio não achei que iria dar em namoro e que nem iríamos ficar, que iria ser apenas amizade. Mas ao passear um pouco me senti a vontade com ele, infelizmente naquele dia não dava para ficar muito tempo e minha irmã estava me ligando para irmos embora, pois tínhamos outro compromisso. Fui ao encontro dela e minha amiga com o Jônatas ao meu lado nas Americanas, onde apresentei o a elas, de lá ele me puxou para a porta para despedir, relutei para beijá-lo, mas não consegui resistir, ele é muito persistente.

Pensei que iria parar por aí, quando cheguei em casa quem me liga? O Jônatas. Perguntando se eu topava ir ao cinema com ele no dia seguinte  e eu disse que sim. Pensei comigo, vamos ver o que vai dar, e seja o que Deus quiser.

Meus irmãos saíram com amigos enquanto eu saí com ele. Não conseguimos nos largar nesse dia, vimos o filme “O caçador de pipas” juntinhos e acompanhados de um casal amigos dele. No meio do filme recebi o telefonema de uma amiga, que estava com meus irmãos, querendo saber em qual cinema estava e que horas ia terminar o filme para nos encontrar ao final. E assim foi, dei um susto no Jônatas, ele nem imaginava que o povo estava lá esperando para ver quem era o cara que eu estava saindo.

Combinei com meus irmãos que o Jônatas me levaria para casa, e eles acabaram entendendo que eu ia encontrá-los na casa do meu amigo para irmos embora todos junto, uma confusão só. Mas eu queria que o Jônatas me levasse para casa para fazer um teste final, se ele agüentaria ir a minha casa, que fica uns 40 km da dele, mais vezes. Quando chegamos a minha casa ele disse: “Nossa a sua casa é longe. Pensei que não iríamos chegar.” E eu disse: agora você vai desistir de mim. E ele, “até parece que vou”. Ficamos conversando um pouco mais e de repente ele solta: Quer namorar comigo?

Fiquei pasma pensando um monte de coisa, (caramiolas para variar), mas aí parei e disse para mim, “quer saber, vou tentar. Se não der certo, amizade irá ficar”. Era o dia 03/02/2008, semana de carnaval, pensei que iria ser mais um namoro de carnaval, mas acho que me enganei, não imaginei que acharia a tampa da minha panela.

Na próxima semana irei contar o que aconteceu durante o namoro, antes do noivado.

Esperem que gostem.

E tenham uma ótima semana.

Áurea Midori - A Noiva


O Arquipélago - 2ª parte


Autor: Eubalena ~ 25 de janeiro de 2010. Categorias: Cantinho das Monas.

A Ilha do Mimimi Eterno

Também conhecida como a “ilha dos que a gente atura”, é povoada por pessoas com o dom de encontrar algo para reclamar em qualquer situação.

Alguns pesquisadores estudam a forma que o  povo mimizento utiliza para enviar sua reclamação às demais ilhas.  Sua capacidade de alcance de longas distâncias despertou interesse inclusive da NASA, que tenciona usar este dom para o envio de mensagens à povos alienígenas. Economizando assim, milhões em construções de foguetes e sondas espaciais.

O mimizento, em geral, também é conhecido por dominar todas as mais diferentes áreas de conhecimento. Ele sabe como limpar aquela  mancha de vinho tinho do tapete da sala ou como retirar uma tumor no cérebro. Mas nunca consegue realizar nenhuma das funções, já que perde parte do seu tempo reclamando da dificuldade de executá-las, ou de como aquele ali conseguiu e eu não? Ou o que ele tem melhor do que eu? Ou o meu é melhor, eu sou mais rápido… E mimimi, mimimi, mimimi…

A Ilha dos Panos Quentes e A Ilha do Espírito Natalino

A ilha Panos Quentes é vizinha da ilha do Passos Leves. Nesta ilha não há brigas, não há desavenças e não há gente feia.

Lá tudo que possa causar algum tremor que prejudique a ilha vizinha é devidamente apaziguado com panos aquecidos no vulcão que está sempre prestes a entrar em erupção.

Sua deusa Pollyana desdobra-se para encontrar sempre a palavra correta que faça seus fiéis entenderem que a história não é bem assim, que talvez aquela pessoa não seja tão chata quanto parece, ou tão feia, ou tão maldosa… Enfim, nesta ilha todos têm seu lado bom.

Na verdade, a Deusa Pollyana espera que seu povo acabe sendo transferido para a Ilha do Espírito Natalino, onde todo mundo é bom, todo mundo é amável e todos têm paz, paciência e sabedoria em seus corações. Onde doação é o lema.

Mas Pollyana sabe que o espírito natalino nunca durou muito tempo sem seus panos quentes e, inevitavelmente, muitos seguidores ficaram alguns bons anos na ilha da Tolerância Zero.

Aguardem mais notícias do arquipélago.

Beijos

Euba


O Arquipélago - 1ª parte


Autor: Eubalena ~ 3 de janeiro de 2010. Categorias: Cantinho das Monas.

Arquipélago: s.m. palavra grega que significa mar principal. Aplica-se, hoje em dia, a qualquer extensão de água contendo ilhas e, frequentemente, às próprias ilhas.

Existe, entre tantos outros espalhados pelo mundo, um arquipélago especial cujas ilhas foram povoadas por pessoas que apresentavam os mesmo sentimentos, as mesmas reações aos fatos, o mesmo modo de agir e pensar e cada uma dessas ilhas recebeu o nome que caracteriza seu povo.

Um fato curioso deste arquipélago é que novas ilhas surgem constantemente e seus habitantes podem passar a viver nesta ou naquela, dependendo do seu estado emocional. Mas todos, sem uma única exceção, procuram alcançar a graça de viver na ilha mais longínqua do arquipélago, a Ilha da Paz.

Navegando sempre a direita pelo Mar do Relacionamento, rume norte no Rochedo do Monge . Em poucas milhas poderá ser avistada a primeira ilha.

A Ilha do Primeiro Contato

Esta ilha é a maior e mais populosa de todas. Ela é a que recebe e abriga os recém chegados e é moradia eterna daqueles que não costumam aprofundar relacionamentos. Muitos ex-namorados, hoje ainda solteirões, estão por lá. Sem contar a quantidade enorme de filhinhos da mamãe que, sem decidirem se casavam com a moça ou ficavam nas saias maternas, perambulam por lá. Contam os mais velhos que em noites de lua nova é possível ouvir o resmungo de alguns deles quando suas camisas não estão bem passadas.

Na Ilha do Primeiro Contato o importante é fazer amigos, é participar de grupos. Alguns preferem grupos bem pequenos, outros adoram grupos enormes.

Analisando a convivência nessa ilha é que o Conselho do Arquipélago1decide sobre as mudanças, quem vai para onde e por quanto tempo.

1. O Conselho do Arquipélago é formado por pessoas desprovidas dos 5 sentidos, assexuadas e portadoras de um saco de proporções infinitas responsável pelas decisões mais importantes do arquipélago.

Todas as mais diferentes formas de vida podem ser encontradas por lá. Um lugar pitoresco e de grande serventia para o estudo comportamental humano.

A Ilha do Povo Marisco

O povo marisco é caracterizado pela total falta de vontade de saber da existência do próximo. Estando tudo a sua disposição e da maneira que mais lhe agrada, não importa o resto do humanidade. O lema da ilha é “Meu umbigo é meu mundo.”

Inexplicavelmente os moradores desta ilha namoram, casam e até se reproduzem.

A Ilha dos Passos Leves

Os que moram nesta ilha possuem um andar bem peculiar. Sendo o solo da ilha completamente coberto por ovos, cabe a esse pobre povo a difícil tarefa de mantê-los inteiros.

Para o Conselho, a Ilha dos Passos Leves é uma forma de evolução. Pisar em ovos é uma maneira de alcançar a paz interior e a paciência plena para desenvolver a capacidade de não mandar ninguém tomar no cu.

Conheça mais ilhas nos próximos posts.

Beijos

Euba


Não Sou Boneca Inflável


Autor: Eubalena ~ 26 de outubro de 2009. Categorias: Cantinho das Monas.

Indo direito ao ponto: sexo, para mim, só se eu estiver com vontade.

Não consigo ficar lá de boneca inflável, e tampouco quero ser daquelas mulheres que transam preparando a lista de compras ou que, quando o parceiro finalmente termina, ela pensa: off-white! Vou mandar pintar o teto de off-white.

Não! Comigo não funciona assim. Sexo tem de ser entrega total dos dois. Também não sou adepta ao sexo do eu sozinho. Não quero ser a protagonista do show. Quero ter meu parceiro comigo o tempo todo e não que ele sirva como um mero acompanhante do pênis. Quero um parceiro completo: cabeça, tronco e membros.

Sexo bom é a dois e os dois juntos, na mesma sintonia.

Sexo bom tem de ter começo, meio e fim. Começar com um beijo na nuca e terminar dormindo de mãos dadas… E continuar  te vestindo um  belo sorriso nos lábios pela manhã.

Sexo de boneca inflável não tem beijo na boca. Sexo de boneca inflável não tem calor, não tem cheiro, não tem som, não tem cor.

E sexo bom é o que te faz gargalhar e ficar com vergonha dos vizinhos no outro dia: “Será que alguém ouviu?”

Sexo bom não precisa ter posições mirabolantes, gel, mel, frutas e todo o cardápio disponível.

Sexo bom pode ser o trivial, o velho prato do dia-a-dia. Aquela comidinha caseira honesta e confiável.

Mas e o temperinho? Tempero sempre é bom e necessário. Mas devemos lembrar que pimenta demais queima a língua e acaba com a festa.

Mas isso não é regra, afinal o meu sexo perfeito pode não ser o teu. O meu pode seguir a risca o manual lacrado de sexo da revista feminina e o teu ser só o que a Santa Igreja permite.

Entretanto os dois serão ótimos desde que quem estiver nele esteja nele mesmo. Desde que os parceiros sejam realmente parceiros (mesmo sendo a primeira vez que se encontram.)

Enfim, sexo bom é aquele que te faz saber para qual cama queres voltar.

Mas nunca esqueça a camisinha!

Euba.


Ponto Gê: Paixonite aguda


Autor: Eubalena ~ 2 de setembro de 2009. Categorias: Ponto Gê.

O mal do século. A Paixonite Aguda é um remédio para muitos males, mas como todo medicamento de qualidade tem suas indicações e contraindicações, além de efeitos colaterais severos. Vide a bula.

Informações ao paciente: Sofrem de paixonite aguda todos aqueles que não sabem aproveitar a vida sem depender de alguém, aqueles acham que estão ficando para titio (a), ou aqueles que foram atingidos subitamente pelos sintomas. Esses, pegos após contatos de segundo e/ou terceiro grau em uma balada, churrasco dos amigos, entre outros eventos.

Composição: Um coração carente e um aproveitador (a)

Indicações: Paixonite aguda possui indicações restritas, mas, em último caso, pode ser utilizada para satisfazer o ego e os desejos da carne.

Contraindicações: É contraindicado àqueles que apresentam histórico de depressão, pois a hipersensibilidade à fórmula pode resultar em situações drásticas, como escândalos, cenas de ciúme, brigas e até a morte.

Precauções e advertências: Em caso de hipersensibilidade a fórmula o uso do medicamento deve ser imediatamente suspenso. Se os sintomas permanecerem procure um amigo não muito chegado, a sua antiga agenda de telefones ou um quebra-galhos.

Interações medicamentosas: Incompatível com homens e mulheres casados, irmãos e parentes próximos, grandes amigos e longas distancias.

Reações adversas: Festas legais perdem a graça, sono e cansaço se tornam frequentes, seu programa preferido será Tela Quente, você será cercado por outros casais com assuntos comuns, as confraternizações serão almoços e aniversários.

Posologia: Utilize sem criar laços ou grandes vínculos. O uso moderado contribui ao bom humor, disposição e pele sedosa.

Superdosagem: Seus amigos podem tornar-se fúteis e você acaba não se identificando com mais ninguém, somente com o ser apaixonado. Fisicamente pode causar sérias dores nas costas e aumento de peso, devido ao alto do consumo de jantares românticos e sessões de cinema, seguidos por rodízios de pizza.

Modo de usar: Seguindo as recomendações da bula, use Paixonite Aguda sempre que julgar necessário. Estabeleça padrões de qualidade e medidas e vá a luta.

Mas atenção:

Sempre se informe sobre o prazo de validade, número do lote e a data de fabricação.

A versão genérica é sempre recomendada como válvula de escape.

Não desaparecendo os sintomas, esteja livra para procurar ajuda profissional.

Beijos,


CARRAPATINHO DO PAI


Autor: Eubalena ~ 15 de abril de 2009. Categorias: Mona em Família.

Nada como um feriadão de sexta a domingo para poder descansar um pouco. Afinal, trabalhando direto nos últimos tempos, caiu como uma luva para mim esses três dias livres.

Nos meus planos, estava previsto colocar a leitura de alguns livros e o sono em dia, ir no shopping comprar uma calça nova, convidar a esposa para assistir a estreia da semana no cinema, entre outras coisas mais. Só que, depois de uns cinco minutos pensando em tudo isso, a minha esposa vem com aquele jeito de que vai pedir algo, chega e convida - na realidade é uma intimação - para passarmos o feriado de Páscoa na casa da mãe dela! Nessa hora, os meus planos, que estavam se organizando dentro do balão de pensamentos em cima da minha cabeça, igual aos dos desenhos animados, se evapora: PUFF!!!!

Então vamos lá! Combinamos de sair na sexta de manhã. Mas como homem e mulher não se comunicam, já começamos bem: quando disse que sairíamos na sexta de manhã, para ela, era sete da manhã já estar na estrada! Para mim, era acordar às nove, até as onze horas ter tudo arrumado e partir até o meio dia! Era feriado, oras! Bem, onze horas saímos. Eu emburrado porque ela estava me pressionando para ir logo e ela brava porque queria já estar na casa da mãe dela! O ponto positivo de tudo isso é que a viagem foi um sossego só: dois emburrados nos bancos da frente e a minha filha dormindo no banco de trás. Ela é assim mesmo. Andou cinco quilômetros, já dorme.

A estrada estava lotada de carros. Mas com um pouco de paciência, chegamos. Eu vim armado para passar o fim de semana sem internet (só o do celular, mas não conta), sem televisão (desculpa, mas estou em um nível que assistir em tv de 29 polegadas de tubo e sem home theater, me irrita muito), e sem minha cama macia.

Juntei tudo o que pude para distrair minha filha: pipas, bicicletas, patinete, kit de pintura, máquina de fotografar, bonecas, jogos (cai não cai, pula macaco), gibis da turma da mônica para ler para ela antes de dormir e um monte de outras coisas.

Já que não tinha mesmo negociação, tentei aproveitar o máximo que pude para brincar com a minha Pititiu.

Acontece que minha esposa, quando chega na casa da mãe dela, parece que automaticamente liga um botão e o cérebro dela diz para ela mesma: “Estou em casa, como nos anos antes de casar.” e simplesmente quer saber de descansar, ler, comer e conversar - fofocar - com a mãe dela! Sabe como é: cidade pequena, quer saber tudo o que aconteceu com todos.

Daí, a Pititiu fica só para mim! Eu dou atenção, ela gruda em mim. Foi assim na sexta, no sábado e no domingo. Como eu realmente gosto de brincar com ela, levei numa boa e por mais longo que parece ser três dias, eles passaram rápido. Brincamos muito.

Tentei falar com a minha esposa para que ela aproveitasse mais o momento e brincasse com a Pititiu. Confesso que ela até tenta. Mas são só cinco miutos e perde a paciência. Não consegue entrar na brincadeira. Já disse para ela que irá um dia olhar para trás e se arrepender. Pois o tempo passa muito rápido. Outro dia minha pititiu nasceu. Hoje já tem cinco anos.

Pois então, o feriadão que era para ser de descanso, foi de canseira. Mas valeu o esforço, pois quando chegamos em casa no fim do domingo, cheios de tanto chocolate, ela me disse:

- Pai! Foi muito divertido esse final de semana. Eu adorei.

P.S.: Agora que descobri de onde veio tanta energia! Dá-lhe chocolate!


Ponto Gê: Mudança


Autor: Eubalena ~ 14 de abril de 2009. Categorias: Ponto Gê.

Sempre me perguntei e perguntei aos outros, por qual motivo algumas pessoas, toda ou pelo menos uma vez na vida, insistem em relacionar-se em histórias findadas ao fracasso. Por unanimidade a resposta de todos é sempre a mesma: mudar. As pessoas permanecem em relacionamentos infelizes porque acreditam que irão mudar o parceiro.

E tanto homens quanto mulheres, ou sofrem porque não conseguem mudar o parceiro ou desistem fácil depois que mudam.

Já disse isso uma vez, acredito cegamente que cada pessoa tem o relacionamento amoroso que deseja. Seja ele feliz, ou não. É impossível mudar alguém, para que a pessoa torne-se aquilo que sempre sonhamos.

Mas muita gente não se cansa de tentar.

Sem generalizar, sei que quando começamos relacionamentos sofremos mudanças inevitáveis. Nosso comportamento e jeito se adaptam ao outro. Mas sou a favor de uma recíproca sincera nesses casos e, totalmente contra, a exigências de mudanças radicais. O que é muito comum, principalmente entre as mulheres.

Mesmo com toda independência conquistada por nós ao longo dos anos, muitas mulheres ainda possuem uma mania feia de esquecer a todos e, assim que iniciam um relacionamento, colocam o namorado como centro de sua vida. E nesse ponto, os homens se saem melhor. Sabem arrumar tempo para o amor e da mesma forma preservar os amigos (os amigos homens). Não que eu ache que as duas coisas não possam conviver juntas em harmonia, pelo contrário, isso é o ideal. Mas não acontece com freqüência.

Não concordo quando ouço por aí, que a amizade do homem é mais verdadeira que a da mulher. No entanto, tenho que admitir que a amizade masculina é valorizada entre eles, enquanto nós, muitas vezes, descartamos com facilidade.

Isso não nos torna menos amigas, apenas idiotas. Com todo carinho. Até porque, sabemos que, caso as coisas não terminem muito bem, nossas amigas estarão sempre prontas a nos estender o famoso ‘ombro’.

Quando não termina bem, e é fato em relações do tipo, juras e mais juras de que isso não se repetirá. Mas é só o coração bater mais forte, que tudo se repete. Tenho algumas amigas assim, que somem quando namoram. Mas também tenho vários amigos que desaparecem quando estão namorando. Isso porque os homens têm a tendência deixar de lado as amigas mulheres e evitar conflitos com a atual namorada.

O segredo é se adaptar aos poucos, não exigir que o outro mude e jamais deixar de lado aqueles que sempre estarão do seu, os amigos.

Beijão a todos,





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