Porque as mulheres não vem com manual de instruções































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Hoje é aniversário da Mafalda!


Autor: Phoebe ~ 9 de julho de 2011. Categorias: Cantinho das Monas.

Mafalda,

Hoje é o seu aniversário. Pensei em homenageá-la nesse dia com um texto que falasse sobre o quão maravilhosa você é como mãe, esposa, filha e irmã. Pensei em dizer o quanto sou feliz por ter a sua amizade constante e sempre presente, e como me surpreendo cada vez mais ao ver que você consegue encurtar qualquer distância física. Pensei em escrever ainda sobre o quanto a admiro pelo seu profissionalismo, o seu progressivo aperfeiçoamento em tudo o que faz, e ainda ousaria pedir que, nos seus inexistentes tempos de folga, voltasse a rabiscar uns esboços na prancheta, pois os seus desenhos são incríveis.

Mas depois pensei melhor e vi que, ao invés de enaltecer as suas inúmeras qualidades, seria melhor se eu simplesmente dissesse o que desejo para você hoje e em todos os dias da sua vida – até porque uma das suas qualidades é justamente não ser chegada a pavonices, não é verdade?

Então deixo como presente a música que traduz tudo aquilo que eu gostaria de te dizer hoje.

AMOR PRA RECOMEÇAR – Barão Vermelho

Eu te desejo não parar tão cedo
pois toda idade tem prazer e medo
e com os que erram feio e bastante
que você consiga ser tolerante
Quando você ficar triste
que seja por um dia e não o ano inteiro
e que você descubra que rir é bom
mas que rir de tudo é desespero
Desejo que você tenha a quem amar
e quando estiver bem cansado
ainda exista amor pra recomeçar,
pra recomeçar
Eu te desejo muitos amigos
mas que em um você possa confiar
e que tenha até inimigos
pra você não deixar de duvidar
Quando você ficar triste
que seja por um dia e não o ano inteiro
e que você descubra que rir é bom
mas que rir de tudo é desespero
Desejo que você tenha a quem amar…
Desejo que você ganhe dinheiro
pois é preciso viver também
e que você diga a ele pelo menos uma vez
quem é mesmo o dono de quem
Desejo que você tenha a quem amar…

Beijos de toda a equipe do Monalisa de Pijamas!

(texto escrito pela Phoebe e ilustração por Ila Fox)


Cupcakes Nerds


Autor: Phoebe ~ 17 de junho de 2011. Categorias: Cantinho das Monas, Curtindo a Vida, Mona POP.

Eu já tinha comentado aqui sobre os cupcakes, inclusive dando umas dicas de como fazer.

E quem pensa que cupcake é bolinho afrescalhado para mulherzinha, está muitíssimo enganado!

Os homens têm aderido com tudo a essa moda. Além de deliciosos, os cupcakes podem ser também muito divertidos, especialmente para os aficcionados por games, filmes e seriados de TV.

Imagina ganhar uma caixa de cupcakes da Princesa Leia? Ou uma caixa de cupcakes que, uma vez aberta, parece a tela do jogo Pac-Man?

Para as namoradas, noivas e esposas, é uma excelente dica de presente para os amados – especialmente se eles forem meio nerds.

Beijos da Phoebe


Como acabar com um relacionamento no Dia dos Namorados


Autor: Phoebe ~ 12 de junho de 2011. Categorias: Mona em Família, Ponto Gê.

Em comemoração ao dia dos namorados, eis que a revista Quem publica uma matéria no site com os namorados/maridos/esposas contando segredinhos sobre os seus parceiros famosos.

Começa com a Guilhermina Guinle contando maravilhas sobre o seu amado Murilo Benício. Que ele é engraçado, é divertido, é carinhoso, gosta de dançar e é caseiro.

Em seguida, lá vem: Lizandra Souto, ex-atriz, falando sobre o seu marido, Tande, ex-seleção brasileira de vôlei: que o Tande gasta 80 metros de fio dental em cada dente e que passa horas no banheiro fazendo isso; que o Tande depois do almoço, todo santo dia, come um tal confeito de chocolate que ela não aguenta mais nem sentir o cheiro (“enjoada disso” é o termo que ela usa), que ele passa hoooooras no banheiro usando o iPad e que ela nem consegue ir ao banheiro por conta disso, que ele continua comprando shampoo mesmo sendo careca…

Uau! Lizandrinha já pode escrever o livro: “Como acabar com o seu casamento em uma única lição”!

Para ver a matéria da Quem, clique aqui.


E quem irá dizer que não existe razão?


Autor: Phoebe ~ 10 de junho de 2011. Categorias: Mona POP.

Nessa semana ressurgiu do fundo do baú uma música que há muito tempo não era cantarolada por nós ou nossos amigos – uma música que os mais novinhos talvez sequer conhecessem. “Eduardo e Mônica” apareceu do nada em um clipe feito para a internet por uma agência de propaganda, e também do nada foi logo indo parar nos Trending Topics do Twitter.

A música foi lançada quando eu era ainda pequena, mas como a Legião Urbana continuou lançando músicas e se mantendo no topo até os anos 90, quando o Renato Russo faleceu, “Eduardo e Mônica” ainda era bem conhecida e ouvida quando cheguei à adolescência. E como toda adolescente, desejei um dia conhecer o carinha por quem me apaixonaria perdidamente, teria filhos, brigaria e seria feliz até o último dos meus dias.

Confesso que, ao ver o clipe lançado nessa semana, não cheguei a chorar, mas me emocionei bastante. Achei que a emoção era por ter sido remetida de volta à adolescência e a todas as lembranças boas, de um tempo bom, que a música trazia. Mas depois fui vendo que o vídeo emocionou até mesmo pessoas que nem a conheciam.

Isso talvez tenha acontecido porque “Eduardo e Mônica” não é uma simples canção romântica. Canções românticas existem aos quilos, e centenas delas são infinitamente mais bonitas do que “Eduardo e Mônica”. O grande lance dessa música é porque ela relata um conto de fadas pós-beijo. Os livros de contos de fadas, e também as comédias românticas a que estamos acostumados, terminam quando o casal se apaixona. Já nessa música, não.

É quase ainda na metade do clipe que, “mesmo com tudo diferente, veio mesmo de repente uma vontade de se ver”, e “os dois se encontravam todo dia e a vontade crescia, como tinha que ser”. O que vem depois é o que toda pessoa normal deseja para a sua vida: um grande amor que estará ao seu lado em todos os momentos, sejam eles bons ou ruins. Vestibular, formatura na faculdade, primeiro emprego, a casa própria, os filhos, viagens nas férias. E também os desentendimentos, as crises financeiras e até mesmo ter que deixar de viajar para a cidade natal nas férias porque “o filhinho tá de recuperação”.

Sorte dos Eduardos que, ainda novos, conseguem encontrar as suas Mônicas – e vice-versa. Às vezes a vida nos prega umas peças e esse encontro acontece um pouco mais tarde, quando já não se é tão novo assim, muitas vezes depois de um ou mais relacionamentos mal-sucedidos. E pode ser até mesmo que, no fim, haja uma pequena mudança no roteiro desse clipe. Como uma frase que andei lendo no Twitter: “de tanto procurar pelo Eduardo, ela descobriu que a sua alma gêmea era a Mônica”.

Feliz dia dos namorados!

Beijos da Phoebe

 


Nós, os seres estranhos


Autor: Phoebe ~ 12 de abril de 2011. Categorias: Cantinho das Monas.

Cheguei à conclusão de que sou mesmo uma pessoa muito estranha. Tirando outros espécimes encontrados aqui pela internet, não conheço pessoalmente outros seres iguais a mim.

Tudo porque não gosto de reuniões sociais. Enquanto algumas pessoas são tão loucas por festas que são capazes de marcar presença sem nem mesmo terem sido convidadas, eu fujo delas. Recebo um convite de casamento e já suo frio, porque sei que o negócio vai ser tenso.

Até bem pouco tempo atrás eu não havia ainda percebido isso.  Precisou o meu marido reclamar para só então eu perceber. Só ele notava que eu tinha pelo menos dez justificativas perfeitas para não comparecer a nenhum dos eventos sociais para os quais éramos convidados. “O bebê adoeceu”, “não tenho com quem deixar a nossa filha”, “amanhã minha mãe não vai poder ficar com ela”, “está chovendo, as crianças vão adoecer”, “é muito longe, daqui que a gente chegue lá, já vai ter terminado”, “mas o convite diz pra ir de branco, eu não tenho roupa branca”. Isso quando ele me cobrava para ir ao evento – já que, em boa parte das vezes, por me conhecer tão bem, nem perdia o seu tempo.

Eu simplesmente não gosto de  ”fazer social”. Ir a um lugar, sentar e conversar com pessoas com quem não tenho intimidade, definitivamente, não é a minha praia. A propósito, também não gosto de praia!

Seria até uma característica charmosa, se não causasse tantos problemas. Afinal, soa para os “normais” um tanto antipático o fato de você faltar a todos os churrascos da turma, as festinhas da família, os casamentos dos colegas de trabalho… a solução, para a coisa não ficar tão feia para o nosso lado, é ceder vez ou outra. A cada cinco churrascos que você faltou porque alguém da família adoeceu (segundo a desculpa que você inventou), você comparece a um, nem que seja para sair depois de meia hora – já que, afinal, você agendou uma consulta de emergência com o seu dentista para logo mais. Mentira, claro, mas quem – além de nós – precisa saber? ;)

Phoebe


Crônica de um quase amor


Autor: Phoebe ~ 29 de março de 2011. Categorias: Cantinho das Monas, Ponto Gê.

Autoria desconhecida - Google images

Era romântica à sua maneira. Nunca escreveu um bilhete de amor ou planejou uma surpresa especial, mas exalava romantismo. E procurava o seu príncipe.

Então ela o encontrou. Não era exatamente como imaginava em seus devaneios, mas era, definitivamente, um príncipe.

E ele correspondeu ao seu encanto.  Sobrevieram dias de encantamento mútuo – ela não conseguia tirar os olhos dele, ele não poderia passar muitos instantes sem ouvir a voz dela.  Um sorriso, um toque, um gesto, uma confidência, um olhar.  A sequência se repetia, revolvendo a cada instante, ficando cada vez mais forte e intensa, como uma grande sinfonia chegando ao seu instante principal.

Mas de repente tudo se quebrou. Um cálice de cristal estilhaçando no chão, uma agulha de vitrola antiga arranhando por completo o disco, despedaçando a música e o seu coração.  Ao buscar os olhos do rapaz, surpreendeu-se com a indiferença. Olhou para o coração dele e viu o vazio.  Irremediável indiferença. Inconciliável vazio.

Era menina. Era princesa. Sentou-se à beira da estrada e chorou.

Phoebe

P.S.: Gostaram do texto? Sempre gostei de escrever crônicas e me senti inspirada a escrever esta depois de ler um texto do Bruno Medina publicado ontem: http://g1.globo.com/platb/instanteposterior/2011/03/28/1092/. Se gostaram, deixem um comentário que eu vou escrevendo outras depois!

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E não esqueça de indicar o blog Monalisa de Pijamas, para o nosso Monacast ficar entre os 5 finalistas para Podcast do Ano nos Melhores da Websfera 2011 do YouPix!

Para isso, só você indicar o Monacast na categoria Podcast do Ano, no Link abaixo:
http://youpix.com.br/destaquedodia/publico-websfera-11/

Também pode indicar a Monalisa de Pijamas para Blog do ano.
Avise seus amigos, o período de indicações vai até o dia 03 de abril, pouco tempo!


Não viaja, Bon Jovi!


Autor: Phoebe ~ 22 de março de 2011. Categorias: Mona POP.

Bon Jovi deu uma declaração recentemente dizendo que Steve Jobs (Apple) “matou a indústria musical”. Segundo Bon Jovi, “Os jovens de hoje perderam toda a experiência de colocar os fones de ouvido, aumentar o volume, pegar a capa do disco, fechar os olhos e se perder em um álbum”, critica. “[Eles perderam também] a beleza de pegar sua mesada e escolher um disco apenas pela capa sem saber como ele é.” ”Pode anotar o que eu digo, a próxima geração vai parar para se perguntar o que foi que aconteceu.”

Sem entrar na questão da indústria musical, posso contar que peguei o finalzinho dessa fase, que Bon Jovi chama de “época mágica”. De fato, era mesmo legal pegar a mesada e entrar em uma loja de discos, as capas eram muitas vezes primorosas e faziam parte do conjunto da obra – antes mesmo de comentarmos sobre a nova música da banda tal, comentávamos primeiro sobre a capa. E sim, Bon Jovi estava certo, era o máximo chegar em casa e passar uma tarde inteira, horas a fio, ouvindo sem parar o novo LP da nossa banda preferida.

Mas eram tempos diferentes e não haveria exagero se eu dissesse que a sensação é de que 200 anos separam a época dos LPs da nossa fase atual.

Sim, era legal passar a tarde inteira ouvindo um LP. Mas será que algum jovem, em sã consciência, passaria atualmente uma tarde inteira deitado no chão, apenas olhando para o teto e ouvindo as músicas do seu iPod? Na época não havia internet e, portanto, não havia messenger, Facebook, Twitter

Dizer que era o máximo pegar a mesada e sair da loja com um único LP… tenho minhas dúvidas. Os discos eram caros – assim como os CDs, logo que saíram -, e quem não tinha dinheiro tinha que fazer reza braba e esperar horas intermináveis para que suas músicas preferidas enfim tocassem na rádio. Em determinadas épocas eu lembro de revezar com o meu irmão na espera, tipo “fica aí enquanto eu vou ao banheiro, se tocar Patience você tira do pause” (o aparelho de som já ficava com o rec engatado, bastava colocar no pause e esperar). Sinto-me uma senhora de 89 anos contando isso! Bom, como eu dizia, prefiro mil vezes o sistema atual de baixar as músicas pelo iTunes – nem preciso comprar o álbum inteiro, escolho apenas as que eu mais gosto, clico em “comprar” e já sincronizo no iPod. E isso para ficarmos apenas no sistema legal de download de músicas, já que ninguém quer ser processado aqui por apologia à pirataria!

Comprar um álbum inteiro, na maioria das vezes, era desperdício de tempo e de dinheiro. Lembro de ter pelo menos quatro LPs que eu colocava no som para ouvir apenas uma única música – os artistas eram Crash Test Dummies, Counting Crows e mais dois que não lembro agora. E eu juro que tentei, cheguei a ouvir as outras músicas pelo menos três vezes (para ver se meu cérebro as aceitava por osmose, por certo), mas não teve jeito!

Outra limitação dos LP’s era a mobilidade. Era simplesmente impossível ouvir o seu disco favorito passeando pela rua, andando de ônibus ou fazendo compras no mercado. O máximo de mobilidade que um LP apresentava era quando o levávamos até a casa de um amigo para uma sessão “ouvindo-música-olhando-para-o-teto”. Quando eu era criança havia os walkmans, mas a limitação era praticamente a mesma – tá, dava para gravar o LP em K7 (ou comprar um álbum já em K7) e teoricamente ouvi-lo em “todos os cantos”, mas aquele aparelho consumia pilhas de forma compulsiva, de modo que com quatro pilhas caríssimas dava para ouvir no máximo dois lados de cada fita. Depois disso, a música ficava leeeenta e o cantooooor começaaaava a falaaaar com voz groooossa e leeeenta até a pilha morrer de vez. Ou seja, em viagens longas, das duas, uma: ou tínhamos diversão somente nas duas primeiras horas da viagem, ou gastávamos uma nota em pilhas – lembrando que não existiam recarregáveis na época. Acho que nem pilhas especiais havia então… que eu me lembre, geralmente tínhamos que nos virar com “as amarelinhas” mesmo (sentiram o drama?)!

Poderia passar ainda longos parágrafos citando dezenas de comparações entre o que se fazia na “época mágica” do Bon Jovi e agora, mas acho que já temos material suficiente para concluir este post com essa frase: Bon Jovi, não viaja! A época mágica é aqui e agora. ;)

Phoebe


Amigo desejado, amigo encontrado!


Autor: Phoebe ~ 2 de março de 2011. Categorias: Cantinho das Monas.

Bem que me disseram uma vez para escolher com cuidado os nossos desejos, pois eles acabam se realizando.

Lembram de um post em que eu dizia que queria ter um amigo gay? Eu já havia esquecido desse texto e, por esses dias, acabei me tocando de que o meu desejo se tornou realidade, sem que eu me desse conta.

Encontrei um amigo que é ainda melhor do que o de Julia Roberts em “O Casamento do Meu Melhor Amigo”.

Ele é divertido e está sempre de bom humor – em quase dois anos, nunca o vi desanimado. Ele tem tiradas que nos fazem rir por semanas, até meses.

Ele é inteligente e, depois da faculdade que lhe rendeu o seu ganha-pão, agora cursa Letras por puro prazer.

Conhece tudo de cinema, especialmente quando se trata de filmes que ninguém assistiu – como cinema iraniano. E fala com tanto entusiasmo sobre esses filmes que você até se convence de que nem seria tão ruim assim assistir a uma certa produção de arte com 3 horas de duração.

É descolado e sabe indicar os melhores restaurantes, cafés e docerias da cidade – mas há que se ter certa cautela com algumas das suas indicações, porque o paladar dele é para lá de exótico. Reza a lenda que uma sorveteria da cidade só não retirou de seu cardápio um sorvete que tem aparência terrível e um cheiro meio estranho porque ele toda semana comparece ao local para degustar aquela maravilha. Sorte que ele mesmo avisa: “Nem pede, que você vai odiar. Tem cheiro de coisa podre. Mas é uma delícia – para mim, mas você sabe que o meu gosto é meio estranho”!

Como nós, ele vive jurando que hoje vai fazer dieta. Aí no dia seguinte ele já chega dizendo que foi jantar no lugar tal e que comeu coisas que, só de imaginar, eu engordo uns 3kg. E ainda humilha, contando detalhes sórdidos do tipo: “tinha um purê de abóbora com uns camarões pendurados na taça…”.

Sabe só tudo sobre viagens e lugares legais que a gente “pre-ci-sa” conhecer. Viaja pela Europa, visita todos os museus e igrejas e prédios com arquitetura arrojada, e acha um ultraje que uma pessoa, diante de tantas opções, prefira conhecer a Disney!

Muito antes de se tornar uma febre essa coisa de compras coletivas, ele já sabia exatamente quais os melhores sites onde poderíamos encontrar boas promoções. Ultimamente o seu hobby tem sido caçar promoções que envolvam, claro, comida. Se forem promoções de docerias, melhor ainda! Mas nem pensem que ele está fora de forma… graças a um shake atômico que ele toma na hora do almoço, mantém tudo em seus devidos lugares!

Foi ele que me apresentou ao meu vício do momento, o seriado Glee. Ele sempre comentava histórias engraçadas que aconteciam nesse programa, que eu até então desconhecia, e de tanto ele falar, fiquei curiosa e pedi que me emprestasse os seus CD’s com os episódios da 1a temporada. A paixão foi quase imediata, o vício foi detectado já no terceiro dia e hoje é para ele que eu corro quando quero comentar sobre o episódio que acabei de assistir.

Tudo isso que escrevi foi só uma pontinha de tudo de bom que ele trouxe para a minha vida, e hoje fico feliz por poder testemunhar que, de fato, nossos desejos às vezes se tornam realidade.

Agora deixa eu mentalizar ali um pozinho mágico que nos faça emagrecer 3kg em um minuto!

Beijos da Phoebe


MTV 20 anos – uma divisora de águas


Autor: Phoebe ~ 20 de outubro de 2010. Categorias: Mona POP, Sofá da Mona.

Agora em outubro a MTV Brasil completa 20 anos. Quem é novinho e já cresceu na era MTV provavelmente não entende, mas quem já está na faixa dos 30 e viveu aquele momento, sabe o quanto ele foi especial.

Estávamos em uma época em que não existia internet, MP3 e Youtube. Acompanhávamos as notícias sobre música através das revistas – especialmente a Bizz, que depois se tornou Showbizz -, e pelo Fantástico (momento “teu passado te condena”). Lembro até hoje da expectativa que se formou antes da apresentação do clipe “Black or White” do Michael Jackson, a Globo anunciando dias antes que passaria o famoso clipe durante o Fantástico… Dentre os artistas brasileiros, praticamente não havia a produção de videoclipes, a não ser aqueles produzidos pela própria TV Globo. E a música em si era artigo raro: lembro de passar horas diante do aparelho de som, devidamente sintonizado na rádio Transamérica, esperando que tocassem alguma música em especial que eu gostaria de gravar na fita cassete. E essas gravações eram péssimas, claro, porque sempre vinham com a voz do locutor ou com uma vinheta anunciando o nome da rádio bem no meio da música.

Nesse cenário, a notícia da vinda da MTV para o Brasil soou como uma promessa de liberdade. Teríamos música de boa qualidade 24hs, com acesso aos melhores videoclipes internacionais e notícias sobre o cenário musical do Brasil e do mundo.

Só não esperávamos que a MTV viesse com tanta qualidade. Era uma verdadeira coleção de excelentes profissionais encaixados em programas com formatos inovadores. Claro que, como todo grupo de jovens, tratamos logo de eleger os nossos VJ’s preferidos e os nossos “musos” e musas inspiradores (a queridinha dos meninos era, de longe, a Cuca Lazarotto, e as meninas suspiravam por Gastão e Zeca Camargo – até então, Edgar Piccoli ainda não fazia parte do canal).

No embalo das comemorações, a MTV apresentará o Top 20 Brasil com Cuca Lazarotto, Sabrina Parlatore e Sarah Oliveira. Ótima chance para matar a saudade das meninas!

TOP 20 Especial, com Vanessa Hadi, Cuca, Sabrina e Sarah

Dia: 20/10 – quarta-feira, às 16h30, com 2hs de duração, no canal da MTV

Para ficar perfeito, faltava apenas um especial com Gastão, Edgar e Thunderbird!

Saiba mais sobre a programação de aniversário! http://mtv.uol.com.br/20anos/

Beijos da Phoebe!


A primeira geração de VJ´s da MTV Brasil – a foto é do excelente post de Zeca Camargo na G1 falando do começo da MTV. Clique aqui para ler.


Pequenas dicas para fugir de enrascadas


Autor: Phoebe ~ 13 de abril de 2010. Categorias: Cantinho das Monas, Mona em Família.

Fonte da imagem: http://patrulheirognr.blogspot.com/2008_03_01_archive.html

Sempre acreditei que Direito não deveria ser ensinado em faculdades, mas sim em escolas. Deveria ser matéria tão básica quanto Matemática e História. Garanto que você nunca precisou usar no seu dia-a-dia as fórmulas que aprendeu nas aulas de Geometria Espacial, mas deve ter sentido falta, em vários momentos da sua vida, de algumas lições básicas de Direito.

Com o conhecimento que adquiri na faculdade e também no meu trabalho diário com processos judiciais, já consegui salvar a minha família e amigos de várias enrascadas, apenas com conselhos simples que envolvem um ponto básico: cautela. E são esses conselhos que, na medida do possível, vou tentar passar para vocês agora. Começo com apenas dois pontos, mas se lembrar de novas questões, prometo que farei novos textos complementando este primeiro.

CAUTELA NO TRÂNSITO

Há uns 3 anos, um motoqueiro irresponsável tentou ultrapassar o meu pai pela direita, bem no momento em que ele fazia uma curva – manobra que ele já vinha sinalizando uns 50 metros antes. A moto se chocou contra o carro e tanto o motoqueiro quanto o rapaz da garupa precisaram de atendimento médico. Preocupado, meu pai telefonou para me avisar e pedi que ele anotasse os dados de todas as pessoas que presenciaram o acidente. Ele anotou meio a contragosto, pois era evidente que a culpa era 100% do motoqueiro e ninguém na face da Terra poderia supor o contrário. Pois bem, uma semana depois do acidente o motoqueiro, aproveitando-se do endereço indicado no boletim de ocorrência de trânsito, bateu na porta do meu pai querendo que ele pagasse o conserto da moto. Já para evitar confusões futuras, e até mesmo para que o motoqueiro parasse de tentar extorquir o meu pai, redigi uma petição simples dirigida ao Juizado de Trânsito, pedindo que o juiz declarasse que o acidente foi causado por culpa exclusiva do motoqueiro. Indiquei os dados das testemunhas - motoristas que vinham logo atrás e viram o acidente em todos os seus detalhes. No fim, elas nem precisaram depor, pois o motoqueiro acabou não comparecendo à audiência e foi considerado revel (ou seja, o juiz considerou como verdadeiras todas as alegações do meu pai e declarou a ausência de culpa dele no acidente).

As dicas principais, em caso de acidente, são essas:

* Assim que descer do carro, procure ao redor por pessoas que tenham visto o acidente. Se possível, tente parar algum carro que vinha logo atrás de você e pergunte se o motorista prestou atenção no ocorrido. Com a confirmação das pessoas, anote os seus dados principais: nome, endereço, telefone e, se for o caso, as placas dos carros dessas pessoas (porque, caso elas estejam fornecendo dados incorretos, você terá como encontrá-las depois).

* Caso haja feridos, não tente socorrê-las sozinho. Chame o serviço de urgência (Samu) e aguarde a chegada dos paramédicos no local, ao lado das vítimas. Em momento algum saia de perto delas, nem mesmo se as próprias vítimas disserem que você pode ir embora; caso contrário, você poderá responder depois pelo crime de omissão de socorro. E o conselho para que não mexa nas pessoas é bem simples: você pode acabar causando danos muito maiores se fizer isso – há milhares de relatos sobre vítimas que foram socorridas por amadores e acabaram ficando paralíticas.

* Essa vale apenas para acidentes COM vítimas: Se alguém bater no seu carro e disser o típico “Não precisa se preocupar, eu pago tudo; toma aqui o meu telefone e me liga quando fizer o orçamento na oficina”, não acredite. Pode ser uma simpática velhinha ou um bondoso homenzinho vestido de frei franciscano, não importa: simplesmente não confie! Chame a polícia de trânsito, que fará a perícia no local, e tome aquela precaução de anotar os dados das testemunhas. Ah, e não tire o seu automóvel do lugar enquanto aguarda o socorro do SAMU e a polícia de trânsito, hein! Os motoristas espertinhos costumam dizer “Vamos puxar nossos carros ali pra calçada, pra liberar o trânsito”, apenas para que a cena da batida seja alterada e que a polícia informe que não será possível fazer a perícia (aí os espertinhos sorriem enquanto dizem pra você “Então cada um assume seu próprio prejuízo, amigão”)! Em último caso, apenas se não tiver mesmo outro jeito, você até pode deixar o local do acidente antes de fazer a perícia, mas pelo menos siga a recomendação de procurar por testemunhas e não deixe de anotar a placa do carro que bateu no seu.

* Em caso de acidentes SEM vítimas, telefone para o 190 e peça a presença de agentes de trânsito no local. Dependendo da cidade, esse auxílio poderá deixar de ser prestado – há cidades que não contam com efetivo destinado a esse tipo de serviço. Nesse caso, através do 190 mesmo você poderá pedir informações sobre o endereço do Batalhão de Trânsito, que é o local em que você irá registrar o boletim de ocorrência. Nesse caso, não vale a dica do parágrafo anterior: caso sua cidade disponha de agentes de trânsito que comparecem ao local, não fique obstruindo o trânsito enquanto aguarda a sua chegada! É um hábito comum dos brasileiros, mas sem qualquer fundamento e, pior, configura infração de trânsito! Pegue o seu carro e desobstrua o trânsito. Caso algum dos automóveis não tenha mais condições de rodar, o guincho poderá ser solicitado através do próprio 190.

CAUTELA NA COMPRA DE IMÓVEIS E VEÍCULOS

Existem muitas cautelas que devemos tomar ao comprar veículos e principalmente imóveis, mas nesse momento vou me ater a uma única dica, que considero essencial.

Sempre que alguém vai comprar um imóvel, a única preocupação da família é encontrar um lugar legal em um bairro tranquilo, de preferência no lado da sombra – porque ninguém merece ficar com os miolos sendo tostados pelo sol toda santa tarde, convenhamos! Só que, em razão da ausência de cautela, muita gente – e quando digo muita, é muita mesmo – tem perdido seus imóveis em processos judiciais movidos contra os antigos proprietários.

Para que ninguém passe por apertos desnecessários, vou dar essa dica que, como disse, representa a mínima cautela que devemos ter ao comprar um imóvel ou um veículo.

* Antes de fechar negócio, peça um tempo para poder checar as informações sobre os vendedores. Vá à Justiça Estadual, Justiça Federal e TRT, e peça certidões negativas no nome/CPF dos vendedores. Até mesmo na internet essas informações podem ser levantadas, pois os sites dos tribunais fornecem a opção de busca por processos com base no nome e/ou CPF das partes, mas o ideal é que se consiga a certidão negativa propriamente dita.

* Vá ao cartório de registro do imóvel e peça uma certidão atualizada. É nessa certidão que você vai poder ter certeza de que o imóvel pertence mesmo às pessoas com quem você está negociando o contrato, e é também nesse documento que você poderá ter acesso a informações sobre a existência de hipotecas ou penhoras judiciais – que significam exatamente isso: se o vendedor não tiver pago a dívida, o imóvel vai ser levado à leilão e você vai ter jogado fora todo o dinheiro aplicado na compra do bem.

* Em se tratando de veículos, basta acessar o site do DETRAN do seu Estado e digitar os dados do automóvel. Se houver qualquer impedimento judicial, essa informação irá aparecer nos dados do veículo. Nesse ponto, eu recomendaria a preferência por automóveis vendidos em lojas, ao invés de compras feitas diretamente aos vendedores, pois em último caso será possível cobrar da loja eventuais prejuízos com a perda do bem.

Tudo isso tem um motivo, que é um verdadeiro rolo compressor silencioso: a legislação do Brasil prevê que, em caso de dívidas tributárias, basta que haja um processo ajuizado em nome do devedor. Ainda que você tenha o comprado o imóvel ou o veículo há mais de 10 anos, poderá perdê-lo se, antes da compra, já existisse uma execução fiscal ajuizada contra o vendedor do bem. Em dívidas civis, a questão é bem mais leve: o STJ tem considerado a fraude apenas no caso de compra e venda posterior à penhora. Mas ainda aqui vale a dica de checar a certidão de registro do bem, porque é ela que vai dizer se há ou não a tal da penhora!

O assunto é meio chatinho para um post, mas infelizmente é muito importante!

Beijos da Phoebe!





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