Porque fazer humor e podcast é uma arte

































Fragmentos


Autor: Phoebe ~ 6 de maio de 2012. Categorias: Cantinho das Monas, Coisinhas de Mulher, Mona em Família, MonaCine.

Dica de Leitura:

“O Retorno e Terno”, de Rubem Alves, é um livro que reúne algumas boas crônicas do escritor.

Rubem nos presenteia nesse livro com referências literárias de grandes escritores (as citações vão de um singelo conto de fadas até Nietzsche, passando por Fernando Pessoa, Adélia Prado, Milan Kundera (com um capítulo dedicado especialmente à análise do amor de Tereza e Tomas), entre outros.

E, dado às suas ideias muito peculiares sobre alguns assuntos, não raro nos pegamos dando uma pausa entre um capítulo e outro para poder digerir melhor o texto!

Por exemplo, Rubem diz que um amigo de verdade é aquela pessoa em cuja companhia não é preciso falar. Basta a alegria de estarem juntos, um ao lado do outro. Um amigo, segundo Rubem, “Vive de sua inutilidade. Pode até ser útil eventualmente, mas não é isso que o torna um amigo”.

Já sobre os aniversários, o escritor os aborda de um modo bastante inovador. Segundo ele, os “anos de uma vida nunca se somam; eles sempre se subtraem”. “Se digo que tenho 58 anos, (…) 58 anos são, precisamente, os anos que eu não tenho”. São “anos que já se passaram, anos mergulhados no passado, anos com que não posso mais contar, anos que já se queimaram e que não mais se acenderão, como paus de fósforos riscados”. E então ele correlaciona essa ideia com o hábito que temos de acender em um bolo o número de velas correspondente à nossa idade. Sopramos as velas e… ei, é verdade! Ao invés de dizer que tenho 58 anos, melhor seria dizer que eu não tenho 58 anos. As 58 velas no bolo “são os anos que já morreram”.

Os textos foram divididos em quatro grupos – Sobre o Amor, Sobre a Sabedoria, Sobre os Golpes e Sobre o Riso e a Alegria, com um total de 38 crônicas (173 páginas).

http://www.submarino.com.br/produto/1/21818701/retorno+e+terno,+o:+cronicas

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Dica de filme:

“Há tanto tempo que eu te amo”, do diretor Philippe Claudel.

Juliette – vivida pela atriz inglesa Kristin Scott Thomas (de “Quatro Casamentos e um Funeral“) – ganha a liberdade depois de 15 anos na prisão e passa a morar com sua irmã Léa, que era apenas uma criança quando ela foi presa. O filme é denso e aborda de forma comovente diversas questões delicadas – a reinserção na sociedade de uma pessoa que já cumpriu a pena pelo crime cometido (envolvendo aqui o preconceito e o medo de boa parte dos que têm conhecimento de que Juliette é uma ex-presidiária), a solidão de um homem abandonado pela esposa (e, como efeito colateral da separação, é obrigado a lidar também com a ausência da filha), a morte como fuga da dor e da degradação – seja no físico ou na alma -, e o amor como elo forte de ligação entre duas pessoas (no caso, de duas irmãs que, apesar do tempo, da distância e dos impedimentos, continuam nutrindo um amor intenso uma pela outra – destaque para a comovente cena em que, acusada por Juliette de tê-la esquecido durante o intervalo de 15 anos, Léa entrega nas mãos da irmã uma caixa com a prova de que, dia após dia, ano após ano, nunca deixou de amar a irmã).

Mas, apesar de abordar temas tão complexos e pesados, o filme passa também uma mensagem de esperança, de que é possível continuar sorrindo e se emocionando com os pequenos detalhes da vida, por mais ingrata que a vida lhe tenha sido.

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Dica de cocuruto cheiroso:

Criança corre muito, sua muito e, por conta disso, é comum que já apresentem um cheirinho não muito agradável poucas horas após o banho. Eu chamo carinhosamente esse cheiro de “nhaca no cocuruto”.

Só que, de uns tempos para cá, comecei a notar que o meu pequeno estava chegando ao final do dia ainda com o cabelinho cheiroso, sem a famosa nhaca, e imagino que isso se deva ao uso de um novo shampoo (novo aqui em casa, não no mercado).

Notei também que ele tem andado mais cheiroso do que filho de barbeiro de cidade pequena, e achei que alguém poderia, quem sabe, talvez, se interessar por dicas de como deixar um pequeno (ou uma pequena) com esse cheirinho bom que chama a atenção por onde passa!

O shampoo é esse aqui:

Acqua Kids Naturals

E tem ainda um sabonete líquido que é matador!

Turma da Xuxinha – sabonete glicerinado

A avó deu tanto “cheiro” no menino que já avisou que quer a nossa lista de compras: vai comprar tudo igual. Para ela!

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Objetos de desejo:

Torradeira do Mickey

http://www.utilplast.com.br/Torradeira-para-2-fatias-Mickey-110-volts—0032891-0-0032891-0/p

Telefone da vovó

http://www.submarino.com.br/produto/11/24027414/telefone+com+fio+classic+london++c/+rediscagem+-+classic


Bela e o Príncipe Pupu


Autor: Eubalena ~ 27 de abril de 2010. Categorias: Cantinho das Monas.

Conto de fadas infantil

Era uma vez uma linda menina chamada Bela e que tinha um sonho na vida. Ela queria poder fazer cocô todos os dias.

Bela nasceu com o intestino preso e tinha sérios problemas de evacuação, o que lhe causava transtornos diários e a impossibilitavam de sentar normalmente.

Um dia o pai de Bela, sempre muito preocupado com a defecação da filha, passava por uma fazenda de danregulares e resolveu pegar um pouco para levar para ela. Mas o que ele não sabia é que o dono da fazenda era um príncipe amaldiçoado pela malvada bruxa Yakult que, irritada com a entrada no mercado de mais um concorrente purgativo,  lançou sua magia negra sobre o belo príncipe,  transformando-o em um enorme e falante cocô.

Hurinol, o húngaro responsável pela segurança da fazenda, prendeu o pai de Bela e lhe fez uma proposta: a liberdade do intestino da Bela pelo amor dela ao cocô gigante.

Se o pai  fizesse Bela concordar em ficar na fazenda, ela teria a sua disposição todo o iogurte a base de danregulares que fosse necessário.

O que o pai não sabia é que somente aquela que pudesse fazer o cocô em S e que não boiasse, conseguiria quebrar a maldição da bruxa e poderia casar-se com o belo príncipe.

O pai não pensou duas vezes, que já  não suportava mais ver o sofrimento de sua filha, já viciada no 46 do Almeida Prado, entregou a moça à Hurinol.

O tempo passou e Bela sempre foi mantida a uma certa distância de Pupu, o príncipe cocô, devido ao seu perfume, naturalmente. Mas um dia , quando Hurinol percebeu que Bela já evacuava diariamente, sua pele estava mais sedosa e seu cocô era um S perfeito e não boiava, viu que já era hora de Bela conhecer Pupu.

E numa linda manhã, Bela foi devidamente vendada e recebeu um grampo no nariz. No começa ela sentiu medo, mas Imelda, a penico gorvernanta da casa, por quem Bela já nutria muito amor e respeito, a convenceu que tudo seria para o seu bem.

Bela foi levada até um quarto real onde existia um enorme vaso sanitário no centro e, dentro dele estava Pupu, já quase morto pela maldição de  Yakult.

A moça, agora cagante, foi levada até o local e quando soube que estava em frente ao salvador de seu intestino, deu-lhe um beijo.

Neste momento, o Pupu transformou-se em um belo e garboso príncipe. Os dois casaram-se e foram felizes para sempre.

Apesar de Bela ainda ter problemas em aceitar o odor do esposo.

Fim.

Euba

PS: alguém postou essa foto no twipic e não resisti.





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