Porque fazer humor e podcast é uma arte

































Caneta leitora STUPID MIND ERASER chega ao mercado


Autor: Mafalda ~ 6 de janeiro de 2012. Categorias: Cantinho das Monas, Mona POP.

Caneta leitora STUPID MIND ERASER chega ao mercado.
por Phoebe

Nessa semana, foi lançado no mercado o primeiro lote da caneta leitora STUPID MIND ERASER, que promete causar uma verdadeira revolução cultural no Brasil ao fornecer, com um simples deslizar na página do livro ou na tela do computador, a interpretação correta do texto a ser lido.

Segundo Mark Cracobsen Shwarz da Silva, professor piauiense que desenvolveu a caneta leitora, sentiu-se a necessidade de oferecer aos brasileiros, especialmente aos usuários da internet, uma ferramenta que pudesse auxiliá-los a compreender corretamente os textos aos quais têm acesso.

Essa necessidade foi reforçada pelos depoimentos de escritores, jornalistas e blogueiros:

- “Chega a ser ridículo, eu não agüento mais escrever e receber comentários de leitores que entenderam o oposto do que eu disse no meu texto! Certa vez fiz um texto exaltando o amor e o casamento, e me acusaram de ser ‘mal-amada, por ter tanto ódio do amor’. Em outra ocasião, redigi um texto criticando a violência contra yorkshires, e me acusaram de ser homofóbica!”, desabafou Maffy Mariolette, editora do site www.gravatasfemininas.com .

Um blogueiro e músico integrante de uma famosa banda nacional, cuja música mais conhecida foi inclusive regravada pelo ex-Beatle John Lennon em 2003, concedeu-nos uma entrevista por telefone, sob a condição de não ter o seu nome divulgado. Na oportunidade, ele argumentou: “Fui parar nos Worldwide Trending Topics do Twitter exclusivamente porque não entenderam um texto meu. Acusaram-me de ser invejoso, prepotente, asqueroso e hermafrodita. As pessoas não sabem mais o que é ironia! I-R-O-N-I-A!”, soletrou o nobre músico.

O aparelho não apresenta qualquer dificuldade de utilização, bastando que o usuário o deslize sobre a página do livro/apostila ou na tela do computador, para que automaticamente seja fornecida, através do alto-falante, a correta interpretação do texto.

Indagada sobre a utilidade dos botões inseridos no STUPID MIND ERASER, a fabricante Negativo informou através de nota que, no projeto inicial, eles teriam funcionalidades diversas, mas depois de testes feitos com 200 voluntários localizados nas sessões de comentários dos maiores portais brasileiros da internet, concluiu-se que o seu manejo ficaria um pouco complicado e optou-se por manter os botões apenas para fins estéticos, com exceção do botão maior, que quando está vermelho indica que o aparelho está ligado. “A pesquisa concluiu pela necessidade de atingir-se o nível máximo de objetividade, sob pena de frustração das expectativas dos compradores”, diz a nota da Assessoria de Imprensa da fabricante Negativo.

Phoebe
@vi_marassi


E quem irá dizer que não existe razão?


Autor: Phoebe ~ 10 de junho de 2011. Categorias: Mona POP.

Nessa semana ressurgiu do fundo do baú uma música que há muito tempo não era cantarolada por nós ou nossos amigos – uma música que os mais novinhos talvez sequer conhecessem. “Eduardo e Mônica” apareceu do nada em um clipe feito para a internet por uma agência de propaganda, e também do nada foi logo indo parar nos Trending Topics do Twitter.

A música foi lançada quando eu era ainda pequena, mas como a Legião Urbana continuou lançando músicas e se mantendo no topo até os anos 90, quando o Renato Russo faleceu, “Eduardo e Mônica” ainda era bem conhecida e ouvida quando cheguei à adolescência. E como toda adolescente, desejei um dia conhecer o carinha por quem me apaixonaria perdidamente, teria filhos, brigaria e seria feliz até o último dos meus dias.

Confesso que, ao ver o clipe lançado nessa semana, não cheguei a chorar, mas me emocionei bastante. Achei que a emoção era por ter sido remetida de volta à adolescência e a todas as lembranças boas, de um tempo bom, que a música trazia. Mas depois fui vendo que o vídeo emocionou até mesmo pessoas que nem a conheciam.

Isso talvez tenha acontecido porque “Eduardo e Mônica” não é uma simples canção romântica. Canções românticas existem aos quilos, e centenas delas são infinitamente mais bonitas do que “Eduardo e Mônica”. O grande lance dessa música é porque ela relata um conto de fadas pós-beijo. Os livros de contos de fadas, e também as comédias românticas a que estamos acostumados, terminam quando o casal se apaixona. Já nessa música, não.

É quase ainda na metade do clipe que, “mesmo com tudo diferente, veio mesmo de repente uma vontade de se ver”, e “os dois se encontravam todo dia e a vontade crescia, como tinha que ser”. O que vem depois é o que toda pessoa normal deseja para a sua vida: um grande amor que estará ao seu lado em todos os momentos, sejam eles bons ou ruins. Vestibular, formatura na faculdade, primeiro emprego, a casa própria, os filhos, viagens nas férias. E também os desentendimentos, as crises financeiras e até mesmo ter que deixar de viajar para a cidade natal nas férias porque “o filhinho tá de recuperação”.

Sorte dos Eduardos que, ainda novos, conseguem encontrar as suas Mônicas – e vice-versa. Às vezes a vida nos prega umas peças e esse encontro acontece um pouco mais tarde, quando já não se é tão novo assim, muitas vezes depois de um ou mais relacionamentos mal-sucedidos. E pode ser até mesmo que, no fim, haja uma pequena mudança no roteiro desse clipe. Como uma frase que andei lendo no Twitter: “de tanto procurar pelo Eduardo, ela descobriu que a sua alma gêmea era a Mônica”.

Feliz dia dos namorados!

Beijos da Phoebe

http://youtu.be/gJkThB_pxpw

 





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