12 de novembro de 2008

Há um tempo, revirando os álbuns de fotografia da minha mãe, descobri umas fotos tiradas em 95, logo que viemos morar em Natal/RN. Compramos uma casa situada em uma rua onde basicamente só residiam velhinhos e velhinhas. Monotonia e solidão? Que nada! Os velhinhos davam de 10 a 0 na gente no quesito animação e, sempre que podiam, davam um jeito de fazer alguma festa bem agitada.

Essas fotos que pararam nas minhas mãos há um tempo foram tiradas em meio a uma animadíssima festa junina, em que todas as velhinhas da rua e suas filhas se vestiram de “matutas” (caipiras). As fotos remetiam à idéia de ingenuidade: aquelas senhoras tão distintas trajando vestidos de chita, com seus cabelinhos repartidos em “pitós” (maria-chiquinha). Uma delas foi além: seus trajes brancos denunciavam que era ela a noiva daquela festa junina tão singular.

Lembrei que eu tinha registrado aquela festa com a filmadora dos meus pais. Como 80% daquelas senhoras já faleceu ao longo desses 13 anos, achei que seria legal “desenterrar” o vídeo, até para presentear seus filhos e netos. Peguei a fita e levei-a a uma loja do shopping onde fazem conversões de vídeos para o formato de DVD.

Quando o DVD ficou pronto, a surpresa: cadê as velhinhas tão meigas e inocentes??? Logo de cara já começa uma maratona de “dança da garrafa”, com as distintas senhoras rebolando acima de uma enorme garrafa pet de refrigerante! A noiva se empolgou de tal forma que acabou derrubando a garrafa no chão e, por pouco, não se estabacou também! Hilário! Quando fui buscar o DVD, a dona da loja já veio me receber rindo, dizendo que tinha se divertido um monte durante a conversão da fita!

A lição que eu tiro desse fato? Sim, precisamos chegar à terceira idade com muito pique e alegria, dançando as músicas mais esdrúxulas que estiverem na moda! Mas não é essa a lição a que me refiro! A lição que eu tirei disso tudo foi bem simples: fotos são boas, mas mil fotos não valem um vídeo! Na foto somente capturamos a estética do momento, mas o vídeo registra a alma, a essência de nossas vidas.

Devemos filmar muito, tudo, sempre. As câmeras digitais atuais já são capazes de realizar excelentes vídeos, então não há desculpas para deixarmos de fazer isso. E devemos filmar tudo o que nos cerca, porque “nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia”. Momentos da família, viagens com os amigos, detalhes do dia-a-dia, tudo isso é importante e merece ser registrado. Um dia daremos graças aos céus por termos registrado aqueles momentos dos nossos pais, os primeiros anos dos nossos filhos, aquele almoço casual com amigos em que, do nada, resolvemos deixar a câmera ligada.

Portanto, não fique constrangido em bancar “O MALA” e sair filmando a família e os amigos. Eles vão te odiar na hora, mas depois, pode ter certeza, pedirão uma cópia do vídeo. Experiência própria!

Beijos da Phoebe

P.S.: Ainda estou considerando se darei ou não cópias do DVD para os filhos e netos das senhoras! Será que eles gostariam de vê-las dançando na boquinha da garrafa? :)

5 de novembro de 2008

saci

Boa tarde, “Querido” Saci.

Embora tenha conhecido você nas aulas de Folclore da escola e nos episódios do Sítio do Pica-Pau Amarelo (ou Quica-Pau, como diz minha filha), foi lá em casa que eu descobri realmente qual é a sua.

Cresci com meu pai reclamando da sua presença lá em casa e, até onde me consta, pelas pesquisas que andei fazendo com pessoas próximas, sei que você consegue residir em todas as casas do mundo ao mesmo tempo (algum fenômeno de desdobramento, talvez).

Por mais que eu organize minha casa, você teima em esculhambar tudo, retirando os objetos de seus devidos lugares e levando-os para Deus sabe onde. Cada vez que procuro algo e não encontro no lugar, reproduzo os dizeres que meu pai repete desde sempre: “Maldito Saci”!

Então venho por meio desta pedir encarecidamente que você devolva meu jogo Imagem & Ação, 37 canetas Bic, 2 carregadores de celular, a tampa do meu pendrive, meu CD do Red Hot Chilly Pepper, a fita VHS com a gravação do Hollywood Rock de 1991 e o copinho de inox em que está gravado o nome da minha filha. Se lembrar de mais alguma coisa, acrescento depois ao bilhete.

Grata, Phoebe.

(fonte da imagem: O Globo)

****************************************

Embora a Mafalda já tenha dado os parabéns pessoalmente ao Gustavo Vanassi no dia em que foi publicada a lista de podcasts indicados para a votação do júri, não poderia deixar de registrar aqui no blog a alegria e a satisfação que tive ao ver nessa lista o podcast Depois das 11, comandado pelo Vanassi e sua equipe. Além de ser um excelente podcast, os caras são muito gente boa. Apesar de estarem concorrendo na mesma categoria da Monalisa de Pijamas, em momento algum nos trataram como adversárias - muito pelo contrário, nos trataram sempre como parceiras. Nesse período da votação, recebemos comentários e e-mails do Vanassi e quase chegou a rolar uma participação-relâmpago minha no podcast deles (chegamos a gravar mas houve um problema técnico e o áudio mór-reu). Parabéns, Vanassi e equipe, por essa merecida indicação! Parabéns também aos podcasts do Alexandre Sena, Mondo de Aline e Café Brasil. Estamos concorrendo com podcasts excelentes, não vai ser nada fácil para o júri decidir!

28 de outubro de 2008

Free Image Hosting at www.ImageShack.us

Só mesmo quem já teve um bichinho de estimação sabe o quanto é especial a companhia e a dedicação desses nossos amigos.

Quando lançamos a brincadeira do concurso da bucica mais feia do Brasil, entrei em contato com algumas amigas que conheci na época em que participava ativamente dos movimentos de proteção dos animais, e uma delas, Rose (RJ), comentou que tentaria enviar a foto de uma cadelinha que havia sido resgatada nas ruas e, após ser adotada, estava novamente sendo devolvida ao abrigo, justamente pelo fato de ser feinha.

Infelizmente, no Brasil é enorme o número de animais que são diariamente abandonados pelos seus donos, jogados à própria sorte em uma esquina qualquer. E aquele cão que passou os melhores anos da sua vida convivendo com a família, de repente se vê perdido, sentindo fome, frio e saudade daqueles que ele tanto ama.

Os motivos que levam um ser “humano” a abandonar seu velho amigo são diversos: no topo da lista, acredito que estejam a doença e a velhice. Bom, se há pessoas que abandonam os próprios familiares nesses casos, que dirá os animais de estimação. Há também os que abandonam porque descobrem, do dia para a noite, que aquele filhotinho fofinho cresceu e já não é mais tão bonitinho assim. Há os que inventam desculpas para tentar justificar o abandono (”vou ter um filho e o médico disse que não posso ter animais em casa”, “vou me mudar e na casa nova não há espaço”), e há os que abandonam, como no caso relatado pela minha amiga, simplesmente porque o cão não é bonito. Deus queira que o filho dessa pessoa não nasça narigudo, com orelhas de abano, vesguinho e com os dentes tortos, pois o pobrezinho, das duas, uma: ou seria obrigado a andar de burca, ou seria abandonado em um orfanato!

Há alguns anos apaixonei-me à primeira vista por um cãozinho paraplégico. Abandonado pelo seu antigo proprietário, esse cãozinho, um labrador preto belíssimo, acabou sendo atropelado em uma rua movimentada do RJ. Ficou à mercê de sua própria sorte, até que, passadas muitas horas desde o acidente, uma protetora da SOZED-RJ, Jacqueline, parou seu carro para socorrê-lo.

Graças aos protetores dos animais, esses amiguinhos são recolhidos das ruas e colocados em abrigos mantidos por particulares ou até mesmo em lares provisórios, onde recebem uma nova chance de serem acolhidos por famílias realmente amorosas, que não irão abandoná-los na velhice, na doença e nem mesmo na feiúra.

Ao invés de comprar um bichinho em uma loja de animais, adote um! Podem não ser filhotinhos bonitinhos, mas com certeza são muito mais carinhosos e possuem um sentimento de gratidão incrível para com aqueles que lhes deram uma nova chance.

Com vocês, um cãozinho paraplégico que ensinou, durante a sua curta vida, que “se é amigo, não precisa mudar”:

Já pedindo desculpas pelo texto imenso, despeço-me com uma listinha de alguns dos principais abrigos e instituições que conheço. O texto será editado à medida que novos links forem indicados pelos leitores.

Beijos, Phobe.

SOZED/RJ - www.sozed.kit.net e sozed.wordpress.com
SUIPA/RJ - www.suipa.org.br
Izilda (protetora independente), Itu/SP - http://www.fotolog.com/bicharada
APASFA/SP -  http://www.apasfa.org/right.shtml
UIPA/SP - http://www.uipa.org.br/portal/
Amor de Bicho/PB - http://www.fotolog.com/amordebicho
Abrigo da Serra - Teresópolis/RJ - http://www.abrigodaserra.com.br/
Lar do Focinho Amigo/RJ - http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=43323842

*******************************************************

E por favoooooor, não esqueçam de votar na gente! A votação está acirradíssima, precisamos da ajuda de vocês! ;)

21 de outubro de 2008

Sempre ouvi isso e nunca tinha conseguido alcançar o verdadeiro significado da frase. Isso até minha filha nascer e ver toda a tranqüilidade da minha vida ir embora.

Um dia a gente dorme com um barrigão e no outro tem um bebê grudado no teu peito. E é estranho. Muito estranho… Aquele peito que até então estava lá só para participar das tuas horas de prazer luxurioso agora é a principal fonte de vida do teu filho. E o mais estranho ainda é que a mesma ação pode te dar uma sensação tão prazerosa e completamente diferente da outra. Sim, porque não pensem os tarados-mentes-poluídas de plantão que o prazer de amamentar o filho é o mesmo prazer sexual. NÃO É! Nem parecido!

Aliás, não tem nada pior do que a gente estar amamentando e passa um cara olhando pros teus peitos. Ai, que raiva! Puta que pariu! Dá vontade mandar o cidadão tomar no cu! Nós somos mamíferos e o peito foi inventado para amamentar, os demais usos dele só foram descobertos com o manuseio do produto.

O resultado dos peitos é o cocô do bebê. Uma das maravilhas da maternidade e causador de dúvidas terríveis. Este objeto de raro odor (não sei como um ser tão pequeno e que só toma leite tem a capacidade de fabricar um negócio tão catinguento e em tão grande quantidade) pode ser comparado a um Kinder Ovo: cada fralda trocada é uma surpresa. As mães morrem a cada cocô verde, amarelado, roxo de bolinhas fúcsia… Enfim, um sonho!

Algumas mães chegam ao cúmulo da capacidade ocular e conseguem achar sementinhas de banana nos excrementos filiais. Falos alados, banana tem semente?

 

E o arroto pós mamada? Nossa, uma festa! Bota para arrotar, fica lá espancando as costas do pobre e o bebê nem ai pra ti! Mas bom mesmo é quando, junto com o arroto, eles dão uma golfadinha. Golfadinha é coisa meiga. A minha tinha umas golfadinhas iguais a da menina do filme O Exorcista.

E papo de mãe? Mãe perde todo e qualquer tipo de noção que se possa ter. Pode debater horas sobre a textura do cocô enquanto degusta uma taça de creme de abacate e não sente nojo! Ou sair toda “golfada” do fraldário de um Shopping Center porque mãe perde a capacidade de pensar e sempre esquece de colocar uma camiseta limpa para ela na bolsa do bebê.

Por falar em bolsa de bebê. O que é aquilo? Quanto menor o bebê maior a bolsa. E isso que todo mundo usa fralda descartável. Imaginem quando tinha de levar fraldas de pano, fita adesiva, fralda plástica, sacola para fralda suja e todo o resto da tralha.

Uma vez, quando ainda não era mãe, eu vi uma conhecida saindo da praia. Juro que procurei o caminhão da Graneiro por lá. Caixa de isopor (tamanho geladeira), umas 4 bolsas, sombrinha, cadeiras, baldes, piscininha (maldita a pessoa que inventou aquilo), isso, mais um pouco e ainda faltava o filho!

Na minha primeira ida à praia com a filha eu também levei um monte de tralha. Mas depois pensei, deixei meu lado marisqueira falar mais alto e, atualmente, minha carga- praia resume-se a uma mochila, uma sombrinha (pra mim, porque ninguém consegue fazer a criatura ficar na sombra) e um carrinho com tudo dela dentro. O saco é catar aquilo tudo depois. A sorte é que para isso, Deus inventou o marido!

Mas ser mãe e pai – porque tem muito pai que é muito mais que uma mãe para o filho – é a melhor coisa do mundo. Quem resiste a um sorriso te esperando na porta de casa? Ou aquela mãozinha acariciando teu rosto no meio da madrugada?

 

Tenhamos filhos! Um só por casal para ajudar na manutenção do mundo! Mas, o mais importante é treinar muito antes (com camisinha): a voltinha da orelha é complicadíssima para ser feita!

Eubalena

 

E continuem votando!

20 de outubro de 2008

Este  final de semana  eu e o Falcão Azul estivemos em Ilhabela, litoral norte de São Paulo, comemorando bodas de casamento.

Se você gosta de andar, ver movimento, o melhor é ficar em uma pousada ou hotel próximo ao centrinho da Ilha. Há ótimas pousadas, com excelentes quartos e também hotéis familia.

Olha só o que encontramos no jardim do hotel. Será que ele fugiu de Gramado?

Se quiser se isolar mais e gastar $$ mais, tem o estiloso DPNY, que não aceita crianças pequenas. Toca música de DJs o dia inteiro e os habitues do hotel costumam ser moçada, ou grupos de amigos. As moças que nos atendem,  bonitas e com vestidos pretos, são simpáticas. Fomos lá conferir o restaurante, e de fato é bom!


Mas a minha dica aqui é de um lugar agradável e confortável, onde você  não precisa se preocupar com a roupa para frequentar. O lugar é um “Comidinhas e Bebidinhas” e chama-se  Conto de Letras Café. Fica no centro comercial da Ilha, na avenida da praia. Lá você pode pegar revistas ou livros, e sentar confortavelmente na mesinha, pedir uma pão de queijo ou um sanduiche, sucos e cafés. Nós pedimos um maravilhoso Capuccino gelado. Tão bom, que fizemos gula e repetimos!

O lugar estava cheio, e fico imaginando como deve ser ali na temporada. Provavelmente com fila para entrar.

Beijos da Mafalda

15 de outubro de 2008

Recentemente uma amiga pulou uma fogueira grande, livrando-se de uma vez por todas de um encosto daqueles.

O encosto, no caso, era um namorado metido a “vampiro emocional”. Se ela deixava o cabelo crescer, ele apontava na rua mulheres de cabelo curto, dizendo o quanto eram lindas. Se decidia cortar o cabelo, lá vinha o mala com a teoria de que cabelo grande é que é bonito. Comparecer a eventos de amigos? Nem pensar! Até mesmo quando ele era convidado para tais eventos, na hora H inventava uma desculpa daquelas para que nenhum dos dois participasse. “Considere toda hostilidade que há da porta pra lá”, como já cantava o Rodrigo Amarante.

Vampiros emocionais estão soltos nas ruas e, para nosso desespero, não há como identificá-los de imediato. Eles não têm caninos salientes, não usam capas negras e não viram pó se um raio de sol lhes atingir. Só saberemos quem eles são ao conviver com eles.

Aquela namorada que torce o nariz para os amigos do cara tem tudo para ser a esposa desalmada que faz greve de 1 mês e coloca o marido para dormir no sofá por causa de um simples atraso para a hora da janta - e nem adianta explicar que estava em reunião com a diretoria da empresa, ela simplesmente não quer saber!

Aquele cara que vive detonando a sua auto-estima ao dizer que você está gordinha (por mais que você esteja magérrima), que precisa fazer exercícios, que seu cabelo está “estranho” e, pior, que vive deixando você enciumada ao elogiar com muita ênfase as outras mulheres é, sem dúvida, um daqueles vampiros da pior espécie.

O grande problema dos vampiros emocionais é que eles não têm cura e deixam suas vítimas em frangalhos, com a auto-estima destruída após poucos meses ou anos.

Na boa, posso dar um conselho? Se tem alguém assim atravancando sua vida, chuta que é macumba! Pega um crucifixo de madeira, enrola uns cordões de alho em volta do pescoço e manda o vampiro pastar em outros prados!

Beijos da Phoebe!

************************************

Quem não votou ainda? :)

8 de outubro de 2008

Em tempos não muito remotos, cantava-se “a burguesia fede”, como se aí residisse o grande problema do Brasil. Ideologias à parte, eu diria que “a hipocrisia fede”, e acredito que seja esse um dos grandes entraves que nos impedem de ser um país decente.

A corrupção dos políticos sai estampada em manchetes de jornais todos os dias e o povo manifesta sua aparente indignação. Mas o mesmo carinha que reclama da corrupção vai ao mercado com seu carro e o estaciona na vaga de deficientes. Não seria isso um tipo de corrupção também? Você sabe que é errado, ”mas todo mundo faz, então, se não for eu a estacionar aqui, outro esperto virá. Who cares?”!

Nesses momentos eu lembro daquele filme “Um dia de fúria”. Se algum dia eu surtar, com certeza sairei atacando os malandros que fingem reclamar da corrupção, enquanto fazem coisas como:

# estacionar em vagas de deficientes

# ultrapassar o sinal vermelho

# furar filas destinadas a portadores de necessidades especiais

# não devolver aquele brinquedinho que veio por engano na mochila do filho

# encontrar um celular e ficar com ele mesmo sabendo que é possível identificar o dono telefonando para os números mais recentes, afinal, “achado não é roubado”

# roubar ou tentar roubar em votações na internet

Já me imagino o próprio Michael Douglas surtando! Aliás, acredito que uma das soluções seria fazer esse povo passar vergonha toda vez que aprontasse coisas do gênero. Imagina o cara saindo do carro após estacionar na vaga de deficientes, e um monte de gente gritando “Seu desoneeeeeesto, tira esse carro daí agora”, e o segurança vindo pedir que a pessoa se retire do local dizendo “não aceitamos pessoas desonestas em nosso estabelecimento”!

Acho que me empolguei nos meus devaneios!

Beijos da Phoebe - a certinha vingativa!

24 de setembro de 2008

Um filme que marcou a minha adolescência foi “O casamento do meu melhor amigo”. Como sempre tive mais facilidade para fazer amizade com homens do que mulheres, acabei me identificando demais com a personagem da Julia Roberts. Mas, para além do roteiro, ficava fascinada com a relação dela com o amigo homossexual, e sonhava com um amigo idêntico ao dela!

Ocorre que tenho uma dificuldade enooooorme em reconhecer homossexuais, sejam eles homens ou mulheres. Tem gente que nasce com o radar ligado e sente o “bipe” antes mesmo da pessoa abrir a boca, mas o meu radar, se realmente foi instalado como equipamento de fábrica, já chegou quebrado e sem assistência técnica.

Na faculdade eu logo de cara reconheci alguns colegas gays e a amizade fluiu de forma natural, porque eram pessoas realmente adoráveis: muito simpáticos, educados e cheirosos! Fazíamos os trabalhos da faculdade juntos, saíamos nos sábados-à-noite da vida, conversávamos e ríamos muito.

Um belo dia, pá! Um dos meus amigos gays me aparece com uma namorada. Como assim??? Simples: ele não era homossexual coisa nenhuma, eu é que estava enganada!

Não satisfeita com a lição aprendida, fiz amizade com um colega de trabalho novo e já fui logo lidando com ele como se gay fosse. Afinal, ele tinha seus 35 anos, um emprego ótimo, morava sozinho, sabia cozinhar muito bem, era bonito e… em meses de trabalho, nada de apresentar namoradas aos colegas. Fazia o tipo “livre, leve e solto”. Juntei todas as qualidades, mais o fato dele ter um jeito muito delicado de falar e sentenciei: ca-la-ro que é gay! Eu já me sentia a própria Julia Roberts com seu amigo gay em “O casamento do meu melhor amigo”, quando um belo dia ele me olha de forma estranha… Pára tudo!!! Meu amigo não era gay - e, depois dessa, também deixou de ser amigo, né?!

Desde então, desisti do meu sonho de ter um melhor-amigo gay. Sem radar, nada feito!

Beijos da Phoebe

19 de setembro de 2008

Nossa querida ouvinte e seguidora no twitter Daniela Monteiro topou e cumpriu o desafio de escutar a parte mais NOJENTA do Monacast 33, comendo um chocolate sem fazer caretas. Parabéns Daniela, você é uma moça de coragem (ou seria sem frescuras?)!

beijos da Mafalda

17 de setembro de 2008

Eu sempre fui do tipo de pessoa que enjoa das coisas com facilidade. Aquela boneca linda, presente do Papai Noel, era logo deixada de lado após alguns meses de brincadeiras diárias. Na fase áurea da minha paixão pelo MSN, chegava a conversar com dez janelinhas pipocantes ao mesmo tempo, até que, do dia para a noite, enjoei e hoje chego a passar meses sem conectá-lo. O Orkut também já roubou de mim uma fase intensa de “amor febril”, quando eu passava horas nas minhas comunidades preferidas, respondendo a todos os tópicos, até mesmo aqueles considerados inúteis, dignos de serem respondidos com uma receita de bolo (sou adepta do lema “Receitas em tópicos inúteis”). Mas isso passou também e hoje eu mal consigo retribuir os recados que enviam para mim.

Sendo assim, um dos meus piores pesadelos era imaginar que eu nunca poderia ser mãe, pois certamente acabaria enjoando dos meus filhos do dia para a noite, assim como enjoava das minhas bonecas. “E quando eu não quiser mais brincar de ser mãe, o que farei com a criança? Não dá para simplesmente guardá-la dentro do armário”!

Mas, por sorte, não é assim que funcionam as coisas. Ter um filho é como viver eternamente em um parque de diversões infinito, em que você sempre encontra algo novo para se distrair e continuar brincando sem o menor perigo de enjoar daquilo tudo.

Se me perguntassem hoje qual o grande barato de ter filhos, eu teria uma resposta na ponta da língua: porque, a cada filho, você ganha um novo par de olhos para enxergar o mundo sob perspectivas diferentes das suas, ao mesmo tempo em que ganha um mini-espelho para enxergar a si próprio - afinal, as crianças nada mais são do que o espelho dos seus pais, seja isso bom ou ruim.

Hoje eu tenho uma boneca que tira fotos de verdade, ajoelhando-se no chão para capturar a melhor imagem, fazendo suas próprias composições de fotos (”agora você fica do lado do vovô”, “agora vira o rosto assim, mamãe!”), em um retrato fiel daquilo que eu sou e faço. A minha boneca-espelho está apenas reproduzindo a minha mania de brincar de fotógrafa amadora.

E quem seria louco de enjoar dessa maravilha? ;)

Beijos da Phoebe!

*********************************************************

Já votaram no Monacast?

  • Monacast Player

  • Páginas

  • Podcast Feeds

    • Any Podcatcher
  • Comentários Recentes

    • Gús Kitagawa: Gostei bastante desse cast, Monafofas de Pijamas! Acho muito bom quando vocês levantam assuntos...
    • QUEIROZ: Saquei. Uma bela iniciativa. Beijos
    • Kosmidis: Nem ouvi mais tão de parabens meninas, eu já dei minha contribuição nesse projeto graças a Deus e...
    • Cesar: sobre a casa de repouso, elas criaram um clube chamado Lanche da Amizade, e com os eventos que faziam,...
    • Mafalda: Queiroz, este foi antecipado para ajudar o projeto da Mafê, pois vai até o final de novembro. Se eu...
  • Tags