beijos da Mafalda
Eu sempre fui do tipo de pessoa que enjoa das coisas com facilidade. Aquela boneca linda, presente do Papai Noel, era logo deixada de lado após alguns meses de brincadeiras diárias. Na fase áurea da minha paixão pelo MSN, chegava a conversar com dez janelinhas pipocantes ao mesmo tempo, até que, do dia para a noite, enjoei e hoje chego a passar meses sem conectá-lo. O Orkut também já roubou de mim uma fase intensa de “amor febril”, quando eu passava horas nas minhas comunidades preferidas, respondendo a todos os tópicos, até mesmo aqueles considerados inúteis, dignos de serem respondidos com uma receita de bolo (sou adepta do lema “Receitas em tópicos inúteis”). Mas isso passou também e hoje eu mal consigo retribuir os recados que enviam para mim.
Sendo assim, um dos meus piores pesadelos era imaginar que eu nunca poderia ser mãe, pois certamente acabaria enjoando dos meus filhos do dia para a noite, assim como enjoava das minhas bonecas. “E quando eu não quiser mais brincar de ser mãe, o que farei com a criança? Não dá para simplesmente guardá-la dentro do armário”!
Mas, por sorte, não é assim que funcionam as coisas. Ter um filho é como viver eternamente em um parque de diversões infinito, em que você sempre encontra algo novo para se distrair e continuar brincando sem o menor perigo de enjoar daquilo tudo.
Se me perguntassem hoje qual o grande barato de ter filhos, eu teria uma resposta na ponta da língua: porque, a cada filho, você ganha um novo par de olhos para enxergar o mundo sob perspectivas diferentes das suas, ao mesmo tempo em que ganha um mini-espelho para enxergar a si próprio - afinal, as crianças nada mais são do que o espelho dos seus pais, seja isso bom ou ruim.
Hoje eu tenho uma boneca que tira fotos de verdade, ajoelhando-se no chão para capturar a melhor imagem, fazendo suas próprias composições de fotos (”agora você fica do lado do vovô”, “agora vira o rosto assim, mamãe!”), em um retrato fiel daquilo que eu sou e faço. A minha boneca-espelho está apenas reproduzindo a minha mania de brincar de fotógrafa amadora.
E quem seria louco de enjoar dessa maravilha?
Beijos da Phoebe!
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Já votaram no Monacast?
Felipe Cardozo e Ricardo Aleixo são a dupla hilária que apresenta o MXWEBTV. E no programa 10, eles comentam sobre o blog da Monalisa e o Monacast, inclusive nos indicando para o Prêmio Podcast 2008!!
Ri e me diverti com videolog da MXWEBTV, Diversão Garantida!
Acessem: http://www.mxmasters.com.br:80/
E agradeço muito ao Felipe e Ricardo a indicação do nosso site.
Beijos da Mafalda
Todo mundo que já ralou por uma bolsinha CNPq da vida deve ficar puto quando lê sobre uma dessas pesquisas.
Eu li sobre duas que me deixaram meio pensativa. Será mesmo que alguém publicou isso e que alguém acreditou?
Leia o artigo completo »
Se tem uma coisa que eu não sei fazer nessa vida é cultivar minhas amizades. Para eu conquistar novos amigos basta um piscar de olhos e puft! Ser uma pessoa expansiva e sorridente faz com que você atraia a simpatia até da tia da prima do filho do porteiro, o que, convenhamos, é uma boa qualidade.
Mas a partir do momento em que você é como eu, que simplesmente não sabe cultivar suas amizades, isso acaba se tornando uma baita dor-de-cabeça, pois nem todo mundo entende que o fato de você não telefonar toda semana não quer dizer que você não goste da pessoa.
Eu tenho amigas que me telefonam sempre para perguntar como eu estou. Uma amiga do trabalho costuma telefonar à noite para saber se melhorei daquela dorzinha chata ou se já estou menos chateada com algum problema corriqueiro que aconteceu durante o dia. E eu realmente invejo essa capacidade dela de demonstrar atenção sempre, de cuidar da amizade como se cuida de uma plantinha.
Eu não sou assim. Eu não telefono para os meus amigos - aliás, devo ser uma das poucas mulheres da face da Terra que não gostam de falar ao telefone. Eu não envio e-mails semanais nem deixo recadinhos do tipo “Bom final de semana!!!!!!!!!” nos scrapbooks do Orkut. Sou capaz de ficar meses sem dar sinal de vida, embora ame meus amigos até o último fio de cabelo.
O que complica a minha vida é que eles dificilmente saberão o quanto eu gosto deles, por pensarem ser descaso a minha ausência.
Mas aqui e ali, nos meus ímpetos de saudade arrebatadora, quando os procuro e deixo registradas minhas demonstrações de carinho, eles poderão saber o quanto são importantes para mim e o quanto eu os amo.
Como disse certa vez uma das minhas melhores amigas, minha única madrinha de casamento, “O bom da nossa amizade é que não há cobranças. Podemos passar meses ou anos sem nos falar, mas sempre que nos encontramos, é como se não tivesse transcorrido um único dia sequer”.
Mas hoje acordei como o Frejat. “Meus bons amigos, onde estão? Notícias de todos quero saber”!
Phoebe
“A caverna que todos queriam ver é uma das mais imponentes obras criadas pelo ser humano: um túnel circular com 27 quilômetros de extensão que abriga o Large Hadron Collider (LHC), o maior acelerador de partículas do mundo, que começa a funcionar nos próximos meses. Quando finalmente for ligado em julho ou agosto deste ano, após quase 2 décadas de planejamento, construção e atrasos, esse equipamento deve permitir aos 10 mil físicos e engenheiros que trabalham no Cern – entre eles 68 brasileiros – compreender melhor como a natureza se comporta num espaço infinitamente pequeno, bilhões de vezes menor que um grão de areia.” - http://www.revistapesquisa.fapesp.br/?art=3513&bd=1&pg=1&lg=
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Enquanto isso, no mundinho paralelo das Monalisas de Pijamas…
Eubalena diz:
tu viu aquele negocio que vao testar?
Eubalena diz:
to me cagando de medo
Eubalena diz:
cacete
Eubalena diz:
e eu morando na frente do mar
Phoebe diz:
que negocio que vao testar????????
Phoebe diz:
nao vi nada
Phoebe diz:
é aqui no Brasil?
Eubalena diz:
na Europa
Phoebe diz:
nao vi
Eubalena diz:
simula o big bang
Phoebe diz:
cruzes
Eubalena diz:
ta enterrado a uns bons metros, mas mesmo assim
Eubalena diz:
vai que essa porra fode tudo
Eubalena diz:
eu to com vontade ir pro terraço
Phoebe diz:
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Eu já havia comentado no Monacast sobre comédias românticas que o filme Alta Fidelidade foi adaptado de um livro do escritor Nick Hornby, lembram? Pois bem: como eu só conhecia o filme, decidi comprar o livro e foi paixão à primeira lida.
O livro fala sobre relacionamentos mal-sucedidos e as cabeçadas que a gente leva da vida até conseguir finalmente acertar o rumo das coisas. Há tantos tópicos interessantes no livro que ele com certeza retornará como assunto principal de alguns outros textos que ainda escreverei por aqui.
Por ora, vou falar somente sobre um trecho que achei divertido e comovente, que me fez refletir sobre como os homens conseguem ser tão adoráveis e destáveis ao mesmo tempo. Leia o artigo completo »
Anunciamos com pesar a morte de nosso colaborador Richard.
Seu passamento ocorreu após um estranho acidente do qual não podemos revelar maiores detalhes.
Como foi pedido pelo próprio falecido, ainda em seus dias de glória, ele não será enterrado. Será enrolado em uma bandeira com as cores do arco-íris, colocado num barco reluzentemente brilhante que será solto no mar de onde Richard, após uma sublime metamorfose, renascerá como bela borboleta e voará até os seus últimos momentos, tornando-se então, para sempre purpurina.
Sentiremos saudades.
Eternamente… Suas Monas.
Eu não ia adiantar o tema, mas depois de ver este comercial eu não resisti!! Queria dividir isso com vocês. hehe
Beijos da Mafalda
Eu sei, eu sei, fazer a barba é chato. Bom mesmo é ficar menstruada todo mês, sofrer antes por conta da TPM, sofrer durante de cólica e depois de raiva porque sabe que vai acontecer tudo de novo em 28 dias, depilar virilha, arrancar fio por fio para desenhar a sobrancelha…
Mas mulher gosta de sofrer, deve ser para pagar a burrice da Eva de morder aquela maçã. Logo maçã, aquela fruta sem graça. E devia ser uma daquelas Argentinas, aguadas e sem gosto.
Pois descobri algo muito pior que tudo isso. Depois que eu resolvi virar semi-perua e um pouco mais vaidosa, já caí em duas roubadas doloridas.
A primeira foi a tal da Escova Marroquina com perfume de chocolate. Dói pra cacete!
A tal escova poderia servir como apetrecho de tortura. Já até imagino a cena:
- Senta aí! Diz o torturador
- Sentar? Pergunta apavorado o torturado
- É. Senta ai neste lavatório que vou lavar tua cabeça!
O torturado senta apavorado. Mal respira, enquanto Maxmilian, o torturador, mostra para ele a suave fragrância de chocolate mentolado do shampoo que está usando.
O torturado sorri entre meu deus, vou morrer e esse cara só pode tá de sacanagem.
Pouco depois é levado para uma sala escura é sentado à força numa cadeira. Com o choque ao sentar, um fio de água gelada escorre pela sua nuca. Ele se apavora com o peso na cabeça mas percebe que é só uma toalha enrolada para manter os cabelos úmidos.
Uma luz acende-se. O torturado está diante de si mesmo. Não, não, ele olha com mais calma e vê que é só um espelho. Ele está num salão de beleza?
- Vou passar a base. Berra o Maxmilian, o torturador, no ouvido do pobre torturado.
Lambuza o cabelo de seu refém, tendo cuidado de separar mecha por mecha e deixar a raiz perfeita.
Um cheiro de queimado chega ao nariz do torturado, a essa altura, Max já sabia o nome de Sasha. Já são praticamente íntimos.
- Relaxa Sasha, é só a chapinha.
- Chapinha?
- É. Na verdade, vou ter de pedir desculpas, mas é o ponto alto da sessão. E, como tu sabes o que eu quero que me contes, acho bom começares a pensar no assunto.
Sasha, com o cabelo lambuzado pelo produto com essência de chocolate, chora desesperado. O que poderia acontecer? Estava tudo tão agradável até agora…
Maxmilian saca a sua chapinha e começa a passar nos cabelos de Sasha.
A cada passada, os fios que estão dobradinhos por conta do produto, são bruscamente esticados. Sasha se contorce de dor. Dez pranchadas em cada mecha. Sasha pensou em desistir, de contar o que Maxmilian queria saber. Mas resistiu!
Vendo que não sairia nada de Sasha, Maxmilian o levou novamente para o lavatório.
Sasha, com os cabelos quase em chamas por conta da chapinha, recebeu uma carga de água gelada, congelando. Sasha tremeu dos pés a cabeça. Soube naquele momento o que significa a expressão “arrepiar até o último cabelinho do cu” e viu como isso dói.
Depois da Escova Marroquina, Sasha nunca mais foi visto.
O 2º procedimento é a linda passagem borboleteana de uma morena convicta para uma loira ainda desconfiada. Mas isso fica para outra sessão com Max!
eubalena@monalisadepijamas.com.br









