Porque fazer humor e podcast é uma arte

































Amigo desejado, amigo encontrado!


Autor: Phoebe ~ 2 de março de 2011. Categorias: Cantinho das Monas.

Bem que me disseram uma vez para escolher com cuidado os nossos desejos, pois eles acabam se realizando.

Lembram de um post em que eu dizia que queria ter um amigo gay? Eu já havia esquecido desse texto e, por esses dias, acabei me tocando de que o meu desejo se tornou realidade, sem que eu me desse conta.

Encontrei um amigo que é ainda melhor do que o de Julia Roberts em “O Casamento do Meu Melhor Amigo”.

Ele é divertido e está sempre de bom humor – em quase dois anos, nunca o vi desanimado. Ele tem tiradas que nos fazem rir por semanas, até meses.

Ele é inteligente e, depois da faculdade que lhe rendeu o seu ganha-pão, agora cursa Letras por puro prazer.

Conhece tudo de cinema, especialmente quando se trata de filmes que ninguém assistiu – como cinema iraniano. E fala com tanto entusiasmo sobre esses filmes que você até se convence de que nem seria tão ruim assim assistir a uma certa produção de arte com 3 horas de duração.

É descolado e sabe indicar os melhores restaurantes, cafés e docerias da cidade – mas há que se ter certa cautela com algumas das suas indicações, porque o paladar dele é para lá de exótico. Reza a lenda que uma sorveteria da cidade só não retirou de seu cardápio um sorvete que tem aparência terrível e um cheiro meio estranho porque ele toda semana comparece ao local para degustar aquela maravilha. Sorte que ele mesmo avisa: “Nem pede, que você vai odiar. Tem cheiro de coisa podre. Mas é uma delícia – para mim, mas você sabe que o meu gosto é meio estranho”!

Como nós, ele vive jurando que hoje vai fazer dieta. Aí no dia seguinte ele já chega dizendo que foi jantar no lugar tal e que comeu coisas que, só de imaginar, eu engordo uns 3kg. E ainda humilha, contando detalhes sórdidos do tipo: “tinha um purê de abóbora com uns camarões pendurados na taça…”.

Sabe só tudo sobre viagens e lugares legais que a gente “pre-ci-sa” conhecer. Viaja pela Europa, visita todos os museus e igrejas e prédios com arquitetura arrojada, e acha um ultraje que uma pessoa, diante de tantas opções, prefira conhecer a Disney!

Muito antes de se tornar uma febre essa coisa de compras coletivas, ele já sabia exatamente quais os melhores sites onde poderíamos encontrar boas promoções. Ultimamente o seu hobby tem sido caçar promoções que envolvam, claro, comida. Se forem promoções de docerias, melhor ainda! Mas nem pensem que ele está fora de forma… graças a um shake atômico que ele toma na hora do almoço, mantém tudo em seus devidos lugares!

Foi ele que me apresentou ao meu vício do momento, o seriado Glee. Ele sempre comentava histórias engraçadas que aconteciam nesse programa, que eu até então desconhecia, e de tanto ele falar, fiquei curiosa e pedi que me emprestasse os seus CD’s com os episódios da 1a temporada. A paixão foi quase imediata, o vício foi detectado já no terceiro dia e hoje é para ele que eu corro quando quero comentar sobre o episódio que acabei de assistir.

Tudo isso que escrevi foi só uma pontinha de tudo de bom que ele trouxe para a minha vida, e hoje fico feliz por poder testemunhar que, de fato, nossos desejos às vezes se tornam realidade.

Agora deixa eu mentalizar ali um pozinho mágico que nos faça emagrecer 3kg em um minuto!

Beijos da Phoebe


Quero um amigo gay, mas…


Autor: Phoebe ~ 24 de setembro de 2008. Categorias: Sem categoria.

Um filme que marcou a minha adolescência foi “O casamento do meu melhor amigo”. Como sempre tive mais facilidade para fazer amizade com homens do que mulheres, acabei me identificando demais com a personagem da Julia Roberts. Mas, para além do roteiro, ficava fascinada com a relação dela com o amigo homossexual, e sonhava com um amigo idêntico ao dela!

Ocorre que tenho uma dificuldade enooooorme em reconhecer homossexuais, sejam eles homens ou mulheres. Tem gente que nasce com o radar ligado e sente o “bipe” antes mesmo da pessoa abrir a boca, mas o meu radar, se realmente foi instalado como equipamento de fábrica, já chegou quebrado e sem assistência técnica.

Na faculdade eu logo de cara reconheci alguns colegas gays e a amizade fluiu de forma natural, porque eram pessoas realmente adoráveis: muito simpáticos, educados e cheirosos! Fazíamos os trabalhos da faculdade juntos, saíamos nos sábados-à-noite da vida, conversávamos e ríamos muito.

Um belo dia, pá! Um dos meus amigos gays me aparece com uma namorada. Como assim??? Simples: ele não era homossexual coisa nenhuma, eu é que estava enganada!

Não satisfeita com a lição aprendida, fiz amizade com um outro rapaz e já fui logo lidando com ele como se gay fosse. Afinal, ele tinha seus 35 anos, um emprego ótimo, morava sozinho, sabia cozinhar muito bem, era bonito e… em meses de convivência, nada de mencionar a existência de namoradas. Fazia o tipo “livre, leve e solto”. Juntei todas as qualidades, mais o fato dele ter um jeito muito delicado de falar e sentenciei: ca-la-ro que é gay! Eu já me sentia a própria Julia Roberts com seu amigo gay em “O casamento do meu melhor amigo”, quando um belo dia ele me olha de forma estranha… Pára tudo!!! Meu amigo não era gay – e, depois dessa, também deixou de ser amigo, né?!

Desde então, desisti do meu sonho de ter um melhor-amigo gay. Sem radar, nada feito!

Beijos da Phoebe





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