Porque fazer humor e podcast é uma arte

































Vergonha Alheia – Porquinha no Jô Soares


Autor: Mafalda ~ 27 de junho de 2012. Categorias: Vergonha Alheia.

Olá, adoradores de bacon, tudo bem?
Nem todos os artistas são sinceros e transparentes com suas necessidades, mas também, o que Jô Soares esperava ao chamar uma porca gigante para o palco?

Apesar de não ter tanto talento, ela quase construiu uma casa de tijolos no pé da banda, no melhor estilo “3 porquinhos”.

O cheiro da vergonha está no ar!


André Ruz

http://FornalhaSolar.wordpress.com

 


Vergonha Alheia: Presente à Jô Soares


Autor: Mafalda ~ 19 de abril de 2012. Categorias: Vergonha Alheia.

Alô pequeno presenteador, como está? Cheio de amor e presentes pra dar?
Já não é de hoje que o Jô Soares perde pontinhos no meu placar, ele deve ter seus motivos e seus contratos de exclusividade, mas dessa vez eu dou razão pra ele: Acha mesmo que ele ia fazer jabá de um livro que ele nem sabe de que se trata, e que nem mesmo é do convidado? Por muito menos que isso ele já destruiu esperanças e sonhos alheios:

E por não conhecer o histórico do apresentador e tentar forçar um jabá, nosso convidado recebe o selinho Yuri Gagarin: Largado no vácuo

André Ruz


Agora é tarde ( Será? )


Autor: Mafalda ~ 27 de setembro de 2011. Categorias: Sofá da Mona.

Deixei passar um tempo a partir da estréia do programa “Agora é tarde” comandado por Danilo Gentili. Reinventar-se e se adaptar a um novo formato é um processo árduo, especialmente para os que se consagraram com uma persona ácida e sarcástica como o caso do apresentador. Então, relevei algumas coisas que não gostei de início e persisti na audiência mais um pouco, para me assegurar de ter uma impressão mais ampla e não apenas uma vaga primeira impressão. Se para Danilo “Agora é tarde”, para mim ainda é tempo de ressaltar alguns pontos (que trocadalho do carilho…).

A fórmula é batida e clichê. Fato. De novo e mais uma vez o combo: banda + um apresentador/entrevistador + quadros de pegadinhas + comentários sobre as notícias atuais. Estou errada ou já vimos tudo isso antes? Acho que sim. Então, conta-se muito com a audiência do público do humorista Danilo Gentili. Danilo insiste em ternos (por que, afinal?) e uma postura menos agressiva, abafando a característica do humor que o fez conquistar fãs pelo país. Na estréia, lembro-me de pensar que ele buscava uma referência: Sílvio Santos? João Gordo? Jô Soares? Datena?! Pensei em vários porque não o reconheci ali em seu próprio papel.

Nunca havia visto um talk-show com tantos “coadjuvantes”. Ultraje a Rigor, Marcelo Mansfield e mais dois humoristas.  Não parece muita gente pra um palco só? Nos programas que vi, achei Marcelo Mansfield (cujo estilo de humor, pessoalmente, me agrada mais) pouco aproveitado. Marcelo Mansfield tem um rastro artístico e cultural bem maior (até pela idade e vivência) que Danilo Gentili. E passa a impressão de ser um supervisor, pronto para intervir caso a peteca caia… Se a intenção não era essa, sinto muito, mas é a sensação que tive. Por muitas vezes, perguntei-me se não seria melhor o Marcelo entrevistar… Acho seu repertório, como já disse, mais amplo e profundo para aproveitar mais os entrevistados e para extrair declarações mais relaxadas, momentos engraçados… Talvez a imagem construída por Danilo Gentili, com tiradas de humor ácido o transforme num “risco” para os entrevistados. Risco de não ser ouvido, de se colocar em posição constrangedora e de não se sentir à vontade.

O principal  “x” da questão no programa são as entrevistas. A lista de convidados é interessante (Peréio, Marília Gabriela, Marta Suplicy entre outros). Tudo a favor. Mas parece não funcionar. Danilo Gentili na posição de apresentador/entrevistador é outra pessoa/persona, que parece não ter ainda acertado no tom e timing. Basta dizer que a cada “tirada” dele ou do entrevistado, insiste-se num infâme toque de bateria (Sim, David Letterman fez escola com essa chatice). Pergunto: precisa? Incomoda-me tanto quanto claquete de risadas. Além disso, repito-me, nenhum entrevistado parece se sentir à vontade (na medida do possível) com Danilo.

Talvez ele próprio perceba tudo isso. Mas tal percepção não soluciona o caso. É visível sua fuga, várias vezes, para a ficha do entrevistado enquanto o mesmo fala. Nervosismo ou falta de preparo? Os entrevistados parecem falar menos. Receio?

A Liga” (BAND) com Rafinha Bastos, a meu ver, emplacou porque houve a sabedoria de estruturar um programa aproveitando o perfil de jornalista investigativo de Rafinha Bastos e sua capacidade de expor situações e realidades distintas (somada à uma equipe e produção impecáveis).
E vocês, o que estão achando do Danilo lá? Agora é tarde para ele ou ainda há chance de melhorar? Mande sua opinião!

Vídeo

Marília Gabriela incrível: “Isso é pra ser sexy?!” uahuhauhauah…


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Roberto Justus e sua entrevista para Marília Gabriela


Autor: Mafalda ~ 2 de fevereiro de 2011. Categorias: Sofá da Mona.


Fonte da imagem: UOL Televisão – Notícias

Roberto Justus é um empresário milionário e dá palestras para outros, que acreditam que ouví-lo os alçará para o sucesso. Pele clara e cuidada, cabelos grisalhos penteados e fixados com laquê, olhos azuis, sempre com ternos e gravatas impecáveis. Roberto Justus parece nem suar. Cinqüentão, casou-se com jovem bonita. Diz-se viciado em mulher bonita. Justus parece obstinado em vender a imagem e a fórmula do “sucesso”. Mais, Justus cultua a imagem daquele que não conhece o fracasso.

Sua incursão na franquia de O Aprendiz, fazendo as vezes de um Donald Trump mais bem apanhado funcionou bem nas edições do programa. Mas Justus queria mais. Queria ganhar o mundo da televisão. Justus queria cantar também (ele, e apenas ele, acredita em seu talento como cantor). Sua fortuna permitiu-lhe realizar ambos os sonhos. Apresenta um programa de audiência inexpressiva (1 contra 100) e tudo indica que desistiu dos planos iniciais de produzir programas para o SBT (o que gerou uma maré de demissões na emissora).

O “super” Roberto Justus foi entrevistado pela jornalista Marília Gabriela. Os assuntos de sempre, nada bombástico, até porque são colegas de emissora. Mas quando Roberto Justus decide se expressar fora de uma personagem pré-definida, quando resolve sair do script, as pérolas retrógradas, o machismo e o preconceito jorram abundantes. Medo.

Nesta ocasião específica, enveredou-se para seu lado empresário. Aí veio a “pérola”: de acordo com Justus, não se deve contratar uma pessoa acima do peso porque isso é prova de menos inteligência e auto-controle. Segundo o raciocínio de Justus, obesidade é sinal de fraqueza e de menos competência (eu gostaria que ele fosse entrevistado pelo Jô Soares após tais declarações….seria muito educativo).

Hoje, estar acima do peso pode tirar as chances de uma pessoa, mesmo que super capacitada, de conseguir um emprego. Embora nenhum recrutador ou departamento de recursos humanos assuma abertamente, tal discriminação ocorre porque as empresas não querem assumir um empregado com maior chance de se ausentar por motivos médicos. Ou porque não querem associar sua marca a uma pessoa obesa.

Sim, é um mundo escroto, mas certo ou não, ninguém colocou em discussão a inteligência do candidato. Ninguém associou inteligência ao peso. Ninguém afirmou que ser obeso foi uma escolha ou resultado de fraqueza de caráter.

Associar imagem corporal ao desempenho intelectual ou outras habilidades e competências não é invenção de Justus. Num passado recente, tivemos um cara que buscou construir uma nação inteira só com exemplares “perfeitos”- uma nação de arianos bonitos, atléticos, de olhos claros, inteligentes… Parte do plano incluía exterminar os “não perfeitos”. Deficientes físicos, doentes mentais, idosos, homossexuais, ciganos, judeus… Mais de seis milhões de vidas “imperfeitas” viraram cinzas nos céus do império nazista de Hitler.

Não, não acho exagero a lembrança… Negar oportunidades também não é um modo de “matar” uma pessoa? Velada ou declarada, a exclusão injusta de milhares de pessoas incríveis e brilhantes (e acima do peso) está rolando agora em muitas empresas. Em tempos de Big Brother no ar e férias, declarações tacanhas e perigosas (pois influenciam empregadores, que compram as palestras de Justus e querem imitar seu “sucesso”) podem passar despercebidas. Mas sua semente vem sendo plantada…


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PS: Veja também outro abordagem sobre o mesmo assunto Aqui!





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