Porque fazer humor e podcast é uma arte

































Pais de Alunos


Autor: Eubalena ~ 10 de março de 2010. Categorias: Cantinho das Monas.

Fui professora durante muito tempo da minha vida em escolas públicas e particulares. Trabalhei com educação infantil, ensino fundamental,  médio e educação de adultos. E durante esse longo (e muitas vezes doloroso) período, eu convivi com pais e responsáveis de todos os tipos. E, sendo agora um membro do outro lado, me senti capaz (com a ajuda de mais duas mães/professoras) de criar categorias para classificar os pais de alunos.

1. Quem Sou Eu?: não sabe o nome da professora do filho, a turma que ele está e se bobear, nem o nome do filho e fica descrevendo o menino pra quem está na porta para  tentar ajudar a pobre moça da porta (que a esta hora já está em prantos) a encontrar seu rebento.

2. Bilingue: Aproveita que a porta da escola está lotada para conversar em inglês com a professora e mostrar toda a sua biliguidade trancado o espaço e empacando a fila.

3. Dono da Rua: Não importa a quantidade de placas de proibido estacionar na rua, não importam os cones mostrando que ali não pode parar. A criatura fica com a bunda pregada dentro do carro parado no meio da rua, gritando para quem estiver mais perto da porta para pegar seu filho. Esse tipo também adora parar em fila dupla e estacionar em esquinas.

4. Periguete: Está sempre armado. Atira para todos os lados. Se tem pai/mãe ou professor/professora novos na escola, a criatura está lá, pronta para jogar seu charme irresistível.

5. Rainha do Lar: Sempre vai rapidinho buscar e para não ter reclamação sempre tem uma desculpa “do lar”,  ou o feijão está no fogo, ou esqueceu o ferro de passar ligado. Geralmente é com esse tipo de pai que os professores sempre precisam conversar.

6. Pedagogia é Meu Mundo: também conhecidas como  estagiárias ou  quase professoras, sempre fazem questão de mostrar o quanto você professora poderia ter feito para ensinar melhor, para ser melhor,
como você dever dar aula, quanto de lição e como explicar.  Adora dar pitacos, até na disposição das carteiras na sala de aula.

7. Estopim: Adoooora fazer rolo na porta da escola. Ama defender qualquer um, mesmo sem saber qual a história. Abaixo assinado é com ela mesmo!

8. Insegurança é meu nome: A criança já tá na escola há quase 3 anos e ela  vai e volta 500 vezes antes de ir embora da escola. Sempre dá um jeito de voltar para fazer o menino chorar pedindo a mãe… E tudo isso só para se sentir amada.

9. Duas caras: Agrada a professora de todas as maneiras. Leva lembrancinha, miminhos e afins. Mas do portão para fora é a que mais fala mal da escola.

10. Meu filho é um anjo!:  Não importa que o filhinho dela tenha 1,85 e atenda pelo apelido de Tonhão Quebra-ossos! Para ela o filho é sempre aquele querubim indefeso e inocente, sempre vítima de incontáveis conspirações por parte de professores, funcionários, colegas, outras mães, presidentes da República…

11. Quinze Minutos: é aquela que, faça chuva ou faça sol, chega sempre quinze minutos antes do horário da saída e faz questão de atazanar todos os funcionários da escola com seus pedidos insistentes para entrar e pegar o filhote antes do horário “porque estou morrendo de pressa”…

12. Mãe Muro das Lamentações: Sempre que encontra uma outra mãe desavisada nas imediações, passa a desfiar seu vale de lágrimas de sua existência triste. É o filho que dá trabalho, o marido que não presta, a professora que pega no pé do rebento, a escola que é ruim, o ciático que não para de doer, o cachorro que morreu…

13.Meu filho é o maior!: não importa que o rebento tenha 1 ano e 4 meses ou 22 anos. Para ela o filho é o supra-sumo da existência humana e a escola deveria, não só fornecer uma bolsa integral, como também pagar para ter a honra de abrigar o futuro ganhador do Prêmio Nobel de Física/Química/Medicina/Economia, medalhista olímpico e presidente da República… tudo isso junto!!!

14. Coruja: Faz a alegria de todos os psicólogos, adora colocar os filhos em situações absolutamente constrangedoras, desde gritar “Filho, mamãe te ama!” na entrada da escola, até aparecer de repente em plena aula trazendo o “lanchinho que você esqueceu em casa, mas a mamãe trouxe pra você tá? Mamãe te ama, viu?” ou invadir o pátio para agredir o moleque sem vergonha que bateu no seu filhotinho.

Qual desses tipos de mãe eu sou? Bom, eu não me encaixo em nenhuma delas… Até que inventem a categoria mãe de aluno perfeita.

Beijos

Euba


SER PAI É UMA DELÍCIA


Autor: Eubalena ~ 1 de abril de 2009. Categorias: Mona em Família.

http://www.flickr.com/photos/j-pride/106479115/

Estive olhando umas fotos e filmagens da minha filha e pude perceber, meio assustado, como ela cresceu! Cresceu em todos os aspectos: de tamanho, na inteligência, nos comportamentos e também percebi como ela está aprendendo muitas coisas rapidamente!

Parei para comparar com o tempo em que eu tinha a idade dela. Juro que não lembro de nada dessa época, além do primeiro dia que meus pais me colocaram na escola. Foi um dia que acredito que vou levar para o resto da vida. Aposto que você está achando que eu lembro desse dia por ter sido um dia legal e gostoso! Quem dera fosso por isso! Vamos à cena: eu tinha meus cinco anos e estava muito assustado, não queria ir para a escola de jeito nenhum. A ideia de se separar dos meus pais não conseguia ser aceita. Fui levado na marra e deixado na classe chorando porque eu simplesmente queria ir embora! Mas o que mais me lembro daquele dia foi de eu esmurrando a porta querendo sair e a professora fechando um trinco fora do meu alcance! Imagina só o desespero.

A minha filha não sofreu esse trauma. Quando ela tinha quase dois anos, resolvemos coloca-la na escola. Juro que a razão não foi tentar evitar que ela passasse pelo mesmo perrengue que eu passei. O motivo era de que ela estava ficando com a minha mãe o dia inteiro. Saía de manhã, deixava ela lá e minha esposa pegava no fim da tarde. Não que minha mãe não tivesse tempo e disposição para cuidar dela. Ao contrário. O que aconteceu foi de que minha esposa começou a acreditar que alguns comportamentos da minha filha, que ela não aceitava, eram reflexos da educação recebida pela minha mãe. Inclusive isso foi motivo de muita discussão. Discussão, e não briga. Porque eu sou tão paciente que não conseguem fazer com que eu brigue. Bem isso é outra história que conto outro dia.

No primeiro dia que minha filha chegou na escola, estávamos, eu e minha esposa, cheios de expectativas e dúvidas também. Será que ela iria ficar numa boa? Como seria os cuidados da escola com ela? Aquelas dúvidas de sempre, que acredito, todos os pais devem ter. Mas para minha felicidade e surpresa, ela se comportou muito bem. Foi super receptiva à ideia de ir para a escola e o pessoal que estava cuidando dela foram super atenciosos. No fim, ela estava brincando com os coleguinhas e nem queria saber de se despedir de nós. Eu tive é que pegar a minha esposa pelo braço e tirar ela de lá, pois só ficava dando tchau e não ia embora.

Porém, olhando hoje, vejo os benefícios de ela ter começado cedo a estudar. Com o maior orgulho de pai coruja, hoje eu fico sentado do lado dela escutando ela ler uma estória do gibi da turma da Mônica do começo ao fim! Sozinha!

É nessas horas que eu abro um sorriso de orelha a orelha. É! Ser pai é uma delícia!

E vocês, queridos leitores? Alguém se lembra de quando tinham cinco anos? Por alguma razão, vocês não colocariam seus filhos com dois anos ou menos na escola?


DISCIPLINA PARA PARA PAIS INDISCIPLINADOS


Autor: Eubalena ~ 12 de março de 2009. Categorias: Mona em Família.

Hoje eu venho aqui, na realidade, para me desabafar como pai em relação à educação de outros pais de alunos da escola aonde minha filha estuda.

Sempre demonstro para a minha filha que respeito às regras de trânsito. Nunca deixo ela andar no carro sem o cinto de segurança, sempre sentada no booster, que nada mais é que um assento de segurança que eleva a criança à altura do cinto convencional do carro. Sempre que vou atravessar a rua é pela faixa de pedestres. E sempre explico para ela o significado das placas.

Antes de ser pai, confesso que era um pouco desrespeitoso das regras de trânsito. Adorava correr acima do limite permitido! Acredito que o fato de ter uma filha comigo ou me esperando em casa me fez parar e pensar em ser alguém mais responsável. Isso eu devo a ela. Não só no trânsito, mas como na vida como um todo.

Voltando a falar na educação alheia, sempre saio da escola da minha filha enfurecido, literalmente.

A escola para dar o exemplo e tentar organizar a entrada, pintou todo o pátio com faixas de segurança, sinais de locais permitidos para estacionar, para parar e proibidos. Porém, uma grande parte dos pais simplesmente ignora esses sinais. Estacionam em lugares que eu muito bem poderia parar (e não estacionar!) para a minha filha descer. Chegam a estacionar em cima da grama do jardim e em frente de vagas ocupadas, impedindo a saída do carro que está estacionado.

Eu já reclamei para a diretora, para a professora, para o recepcionista das crianças. Todos concordaram comigo, que realmente a entrada está um caos. A diretora tomou a iniciativa de enviar logo nos primeiros dias de aula um recado, expondo a situação e pedindo a todos os pais que respeitassem as regras. Mas, isso foi inútil.

O que não me entra na cabeça é como o pai de uma criança que se preocupa em trazer ela para estudar, aprender, ter uma formação de ética pensando no próprio bem dela, não percebe que essa formação ética começa dentro de casa, com a família. Como ele pode dentro da escola estacionar em local proibido, passar por cima da grama, atrapalhar terceiros em benefício próprio, com a criança estando sempre do lado dele, se isso não é correto? Isso acaba sendo uma contradição lógica ou a uma situação que contradiz a intuição comum que deve confundir a cabeça da criança. Ou não!

Eu mesmo, como sou chato de carteirinha, vivo mostrando todos os dias para minha filha as situações em que o pessoal infringe as leis dentro do pátio da escola com seus carros.

E ela esperta que só, entendeu tudo direitinho e andou cobrando da minha esposa. Outro dia, minha esposa, que certamente deve ter feito algo errado no pátio da escola, chegou em casa pedindo explicações por ter sido chamada de infratora pela nossa filha!

- Que negócio é esse de ensinar a nossa filha a me chamar de infratora??????





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