Porque as mulheres não vem com manual de instruções
































Categoria: MonaCine


O Ritual – um filme sobre a Fé


Autor: Mafalda ~ 10 de março de 2011. Categorias: MonaCine.

O filme O Ritual conta a história de  Michael Kovak (Colin O’Donoghue): um rapaz  que para fugir de um pai severo e controlador, resolve entrar no seminário até o momento de “confirmar e jurar os votos”.

Mas antes que ele consiga sair , o  padre superior o manda para a Itália, para fazer um curso sobre Exorcismo no Vaticano.

Chegando lá, o rapaz terá a sua fé colocada a prova, ao presenciar os exorcismos do Pe. Lucas (Anthony Hopkins) e vivenciar situações sobrenaturais.

Baseado em fatos reais presenciados pelo jornalista Matt Baglio, que escreveu a experiência no livro “O Ritual” (The Rite), o filme – de mesmo nome -  não é um clássico filme de terror, que levará o espectador a sustos a cada momento. Trata-se muito mais de um filme sobre a Fé.

Os personagens dos dois padres são também inspirados em pessoas reais. Já a jornalista de Alice Braga foi criada para o filme.

Anthony Hopkins, no papel do padre Lucas, faz um padre meio amalucado, que o espectador  fica em dúvidas se ele tem noção do que está fazendo.
Essa dúvida, essa impressão “de estar tudo no ar” que Pe. Lucas  passa, provavelmente é intencional para mostrar o que vai acontecer com o personagem no meio para o final do filme.

O diretor Mikael Hafström retrata direitinho o que é um exorcismo. E  a história é tratada de forma mais realista, sem pessoas virando monstros e com o jovem padre sempre levantando a questão psicológica e psiquiátrica da pessoa possuída.

Considerando que é um filme inspirado em fatos reais, para quem se interessa pelo tema sobrenatural, vale a pena assistir.

E este filme lembrou-me de duas coisas que já tinha visto antes:

A primeira é este artigo intitulado “As perguntas dos Psiquiatras e as respostas do Pe.Gabriele Amorth” – Famoso Exorcista da diocese de Roma.

E a segunda: o seriado inglês Apparitions . Muito bom! Pena que durou só uma temporada.

Beijos,
Mafalda


100 anos de Dia da Mulher


Autor: Mafalda ~ 8 de março de 2011. Categorias: Coisinhas de Mulher, Mona POP, MonaCine, Monalinda da Semana.

O que as Mulheres mais querem?

Elas querem o respeito pelo que são, querem amor, querem se realizar em sua humanidade e vida. Assim como os homens também querem. E apesar das conquistas – principalmente a de ser considerada “cidadã com direito ao voto” e “ser inteligente como o homem”, com direito à estudo, faculdade, trabalho – ainda existe muito machismo, preconceito e violência contra a mulher.

Se os homens – e também muitas mulheres – tivessem o olhar de admiração que o diretor japonês Hayao Miyazaki tem das mulheres , mostrando em seus filmes a força, inteligência, beleza, bondade femininas,  haveria mais paz nas relações.

E também em homenagem ao centenário do dia da Mulher, também deixo aqui neste post um belíssimo documentário, feito pela atriz e diretora Norma Bengell, sobre as Mulheres no Cinema:

E se você gosta de podcast, divulgue o nosso Monacast!  Tantos emails e comentários que recebo de pessoas – principalmente homens – que tinham uma visão preconceituosa do nosso podcast, por ser feito por mulheres, e nos escreveu contando o quanto se surpreendeu com o Monacast e a Rádio Monalisa.

Beijos,
Mafalda


Palpites para o Oscar 2011


Autor: Mafalda ~ 27 de fevereiro de 2011. Categorias: MonaCine, Sofá da Mona.

Hoje é o dia da entrega do Oscar. Com tudo o que foi falado e depois de ter assistido a todos os filmes indicados, já dá para arriscar alguns palpites sobre as chances que cada um tem de levar o prêmio de melhor filme.

Os 10 que concorrem ao prêmio são A Rede Social, Bravura Indômita, A Origem, Toy Story 3, O Discurso do Rei, Cisne Negro, 127 Horas, O Vencedor, Minhas Mães e Meu Pai e Inverno da Alma. Entre eles temos drama, biografia, faroeste, ficção científica, suspense e animação, enfim, vários tipos de filmes diferentes, que agradam a diversos tipos de público.

Com 10 indicados, temos aqueles filmes que estão na lista apenas para fazer número. Penso que Inverno da Alma, Minhas Mães e Meu Pai e 127 Horas dificilmente estariam entre os indicados a melhor filme na época em que eram apenas 5. Não são filmes ruins, mas são os mais fracos entre os 10.

Bravura Indômita é a refilmagem de um faroeste de 1969. O filme, dirigido pelos Irmãos Coen, é interessante e conta com as ótimas atuações de Jeff Bridges e da jovem Hailee Steinfeld. Talvez se os Coen não tivessem levado o Oscar há 3 anos, por Onde Os Fracos Não Têm Vez, ele estivesse mais bem cotado. Não acho que tenha grandes chances de levar o prêmio.

A Origem foi um dos filmes mais comentados de 2010. Quando saiu, gerou horas e horas de discussões pela sua trama cheia de detalhes e, principalmente, pelas dúvidas que coloca na cabeça dos espectadores. Tem a grande desvantagem de ser um misto de ação com ficção científica, tipos de filme que quase nunca (ou nunca) ganham o Oscar. Além disso, foi lançado fora de época, nas férias de verão nos EUA, enquanto os “filmes de Oscar” acabam saindo mais próximos ao final do ano, para estarem frescos na memória de quem vai votar. Seria uma vitória muito interessante, mas bem improvável.

O Vencedor é o típico “filme de Oscar”, baseado em história real, mostra dificuldades e superação, tem drama familiar e uma pessoa destruída pelas drogas. No entanto, para mim, é um dos filmes menos memoráveis entre os indicados. Tem um roteiro muito simples. Acaba valendo muito mais pelas atuações de Mark Wahlberg, Amy Adams, Melissa Leo e Christian Bale, que vão, em ordem crescente, de boa a espetacular. Não fica com a estatueta de melhor filme, mas deve conseguir outros prêmios para coleção.

Toy Story 3 foi, para muitos, o grande filme de 2010. Ele é divertido e emocionante, tanto que poucas vezes vi tantas pessoas deixarem a sala de cinema chorando. Só que Toy Story 3 é uma animação e eu duvido muito que algum dia este tipo de filme irá ganhar o prêmio máximo da noite do Oscar. Mas não dá para negar de que seria muito legal se isso acontecesse.

Cisne Negro é o filme do momento. Algumas pessoas odiaram, mas a maioria sai do cinema totalmente hipnotizada pelo drama da garota travada, criada para ser uma estrela do ballet. Os comentários a respeito do filme são apaixonados e na votação que fiz lá no Grandes Filmes ele é o que mais cresce atualmente. Cisne Negro é um suspense que usa a dança como pano de fundo. Enquanto Mila Kunis e Vincent Cassel trabalham como bons coadjuvantes, Natalie Portman brilha. Vi algumas pessoas reclamando que ela está muito chorosa, mas acho que foi na medida certa que a personagem precisava. É um tipo de filme que costuma agradar à Academia, mas tem o ônus de não ter ganho nenhum outro prêmio. Acho difícil que surpreenda.

A Rede Social era o filme que vinha sendo apontado como o principal candidato ao Oscar, mas perdeu um pouco de força com as últimas premiações que elegeram O Discurso do Rei como o melhor filme. O drama de David Fincher, que conta a história do criador do Facebook, é tecnicamente perfeito e agradou ao público. Talvez falte para ele uma grande atuação; os atores principais estão OK, mas não teve aquela interpretação bombástica, coisa que O Discurso do Rei tem de sobra. Ainda é um dos grandes candidatos e tem muita chance de levar a estatueta.

O Discurso do Rei tem tudo o que um filme precisa para ganhar o Oscar: um protagonista desajustado, que não se adequa ao mundo à sua volta, uma história de superação, muito drama, mas com vários momentos irônicos, coadjuvantes interessantes e uma trama que acaba por nos envolver e, por que não, nos bota para cima. Além de tudo isso, tem o fato de também ser baseado em fatos reais, o que gera interesse em saber mais a respeito dos personagens. Mas como disse acima, o que realmente diferencia O Discurso do Rei são as atuações: Colin Firth e Geoffrey Rush dão um show, enquanto Helena-Bonham Carter trabalha muito bem como “atriz de suporte”. O filme ganhou vários prêmios neste começo de ano, não é de duvidar que seja coroado com o Oscar de melhor filme.

E para vocês? Quem leva o Oscar de melhor filme?


Oscar 2011 – Indicados a Melhor Curta de Animação


Autor: Mafalda ~ 16 de fevereiro de 2011. Categorias: MonaCine.

O Oscar está chegando. Vamos conhecer um pouco melhor os cinco indicados ao Oscar de melhor curta de animação.

Dia & Noite – EUA – 6 min

O primeiro indicado é Dia & Noite, de Teddy Newton, mais um lindo curta da Pixar. Ele foi exibido antes do filme Toy Story 3 e, como sempre, traz a qualidade e inventividade que marca o trabalho da produtora norte-americana.

Trailer:

Site oficial: http://www.pixar.com/shorts/d&n/index.html

The Gruffalo – Inglaterra / Alemanha – 27 min
Um camundongo vai passear na floresta e acaba encontrando diversos predadores. O curta tem as vozes de astros do cinema inglês, como Helena Bonham Carter, Tom Wilkinson, John Hurt e Robbie Coltrane e foi dirigido por Max Lang e Jakob Schuh.

Trailer:

Site oficial: http://www.gruffalo.com/index.html

Let’s Pollute – EUA – 6 min
Let’s Pollute, dirigido por Geefwee Boedoe, é uma animação que tem o estilo dos vídeos educacionais exibidos nos Estados Unidos na década de 50. De uma maneira muito irônica, o curta nos mostra os males da industrialização e como o homem faz de tudo para destruir a natureza, já há muito tempo.

Trailer:

Site oficial: http://geefwee.com/let’spollute-inf.html

The Lost Thing – Austrália e Inglaterra – 15 min
Em um futuro distópico, um garoto encontra uma criatura na praia e a nomeia de The Lost Thing. A animação dirigida por Andrew Ruhemann e Shaun Tan foi uma das que mais chamou minha atenção.

Trailer:

Site oficial: http://www.thelostthing.com/

Madagascar, Carnet de Voyage – França – 12 min
Madagascar, Carnet de Voyage, dirigido por Bastien Dubois, conta a história da cultura e do povo de Madagascar, através do diário de um viajante europeu. É o mais diferente dos curtas que concorrem ao prêmio, com um estilo de animação mais “old school”.

Trailer:

Site oficial: http://www.bastiendubois.com/mada/

E aí? Para qual dos curtas de animação você vai torcer na entrega do Oscar, dia 27/02?


Globo de Ouro 2011: Os ganhadores nas categorias de cinema


Autor: Mafalda ~ 17 de janeiro de 2011. Categorias: MonaCine, Sofá da Mona.

O grande vencedor do Globo de Ouro 2011 foi A Rede Social. Provavelmente como um prenúncio do Oscar, o filme de David Fincher levou 4 prêmios, sendo três deles os principais: Melhor Filme – Drama, Direção, Roteiro e Trilha Sonora.


A Rede Social, de David Fincher

Minhas Mães e Meu Pai ganhou os prêmios de melhor Filme – Comédia e Melhor Atriz – Comédia. Já era esperado que este fosse o principal premiado, uma vez que os outros indicados na categoria comédia / musical eram filmes que tinham recebido críticas ruins.
Outro que ganhou dois Globos de Ouro foi O Vencedor, que levou Melhor Ator Coadjuvante (Christian Bale) e Melhor Atriz Coadjuvante (Melissa Leo).

Natalie Portman, por Cisne Negro, Colin Firth, por O Discurso do Rei, Paul Giamatti, por Minha Versão Para o Amor, e Annette Bening, por Minhas Mães e Meu Pai, foram os quatro ganhadores das estatuetas de melhores atores e atrizes.
Os quatro são ótimos. Torci especialmente por Natalie que está espetacular em Cisne Negro.

Toy Story 3 levou Melhor Animação, como também já era esperado. São grandes as chances do filme da Pixar concorrer ao Oscar de Melhor Filme.

A grande decepção da noite foi A Origem, que não ganhou nenhuma das quatro categorias às quais havia sido indicado.

Confira a lista de todos os ganhadores dos prêmios de cinema:

Melhor Filme – Drama
A Rede Social

Melhor Filme – Musical / Comédia
Minhas Mães e Meu Pai

Melhor Ator – Drama
Colin Firth - O Discurso do Rei


Natalie Portman em Cisne Negro

Melhor Atriz – Drama
Natalie Portman - Cisne Negro

Melhor Ator- Musical / Comédia
Paul Giamatti – Minha Versão Para o Amor

Melhor Atriz- Musical / Comédia
Annette Bening - Minhas Mães e Meu Pai

Melhor Ator Coadjuvante
Christian Bale - O Vencedor

Melhor Atriz Coadjuvante
Melissa Leo - O Vencedor

Melhor Diretor
David Fincher - A Rede Social

Melhor Roteiro
Aaron Sorkin - A Rede Social

Melhor Canção Original
“You Haven’t Seen The Last of Me” – Diane Warren - Burlesque

Melhor Trilha Sonora
A Rede Social - Trent Reznor / Atticus Ross

Melhor Animação
Toy Story 3

Melhor Filme em Língua Estrangeira
Em Um Mundo Melhor (Dinamarca)

E agora é esperar pelo Oscar 2011.


60 MOTIVOS PARA IR AO CINEMA EM 2011


Autor: Mafalda ~ 8 de janeiro de 2011. Categorias: MonaCine.

Chegamos 2011 e fica aquela pergunta: será que vai ser um bom ano para o cinema?
Todos sabem que o esperado O Hobbit foi adiado, ficará (se Ilúvatar permitir) para 2012. No entanto, na categoria heróis / fantasia teremos Thor, Besouro Verde, Rango, Carros 2, Cowboy & Aliens, Lanterna Verde e Harry Potter, entre muitos outros.

Como sempre acontece, janeiro e fevereiro estão recheados de bons filmes que concorrerão ao Globo de Ouro e, provavelmente, ao Oscar e que ainda não estrearam por aqui. Filmes como Inverno da Alma, Um Lugar Qualquer, o Discurso do Rei e Cisne Negro serão lançados e estão entre os mais aguardados.

Confira uma lista de 60 motivos para ir ao cinema neste ano.

Janeiro

Além da Vida (Hereafter), de Clint Eastwood
Enrolados (Tangled), de Nathan Greno e Byron Howard
O Turista (The Tourist), de Florian Henckel von Donnersmarck
As Viagens de Gulliver (Gulliver’s Travels), de Rob Letterman
Biutiful (Biutiful), de Alejandro González Iñárritu
Bravura Indômita (True Grit), de Ethan Coen e Joel Coen
Lixo Extraordinário (Lixo Extraordinário), de João Jardim, Karen Harley e Lucy Walker
Amor e Outras Drogas (Love and Other Drugs), de Edward Zwick
Deixe-me Entrar (Let Me In), de Matt Reeves
Inverno da Alma (Winter’s Bone), de Debra Granik
Um Lugar Qualquer (Somewhere), de Sofia Coppola

Fevereiro

O Discurso do Rei (The King’s Speech), de Tom Hooper
O Mágico (L’illusioniste), de Sylvain Chomet
Cisne Negro (Black Swan), de Darren Aronofsky
O Vencedor (The Fighter), de David O. Russell
127 Horas (127 Hours), de Danny Boyle
Besouro Verde (The Green Hornet), de Michel Gondry
Rabbit Hole (Rabbit Hole), de John Cameron Mitchell

Março

Como Você Sabe (How Do You Know), de James L. Brooks
Rango (Rango), de Gore Verbinski
Turnê (Tournée), de Mathieu Amalric
Bróder (Bróder), de Jeferson De
Sucker Punch – Mundo Surreal (Sucker Punch), de Zack Snyder
Ricky (Ricky), de François Ozon

Abril

Rio (Rio), de Carlos Saldanha
Os Agentes do Destino (The Adjustment Bureau), de George Nolfi
Cópia Fiel (Copie Conforme), de Abbas Kiarostami
Pânico 4 (Scream 4), de Wes Craven
Atividade Paranormal em Tóquio (Paranormal Activity: Tokyo Night), de Toshikazu Nagae
A Garota da Capa Vermelha (Red Riding Hood), de Catherine Hardwicke
Haywire (Haywire), de Steven Soderbergh
Paul (Paul), de Greg Mottola
Thor (Thor), de Kenneth Branagh

Maio

Source Code (Source Code), de Duncan Jones
Velozes e Furiosos 5 (Fast Five), de Justin Lin
Padre (Priest), de Scott Charles Stewart
Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas (Pirates of the Caribbean: On Stranger Tides), de Rob Marshall
Se Beber, Não Case! 2 (The Hangover 2), de Todd Phillips

Junho

X-Men: First Class (X-Men: First Class), de Matthew Vaughn
Kung Fu Panda 2 (Kung Fu Panda 2), de Jennifer Yuh
Lanterna Verde (Green Lantern), de Martin Campbell
Carros 2 (Cars 2), de Brad Lewis
Melancholia (Melancholia), de Lars Von Trier

Julho

A Árvore da Vida (The Tree of Life), de Terrence Malick
Transformers: Dark of the Moon (Transformers: Dark of the Moon), de Michael Bay
Harry Potter e As Relíquias da Morte – Parte 2 (Harry Potter and The Deathly Hallows – Part 2), de David Yates
Captain America: The First Avenger (Captain America: The First Avenger), de Joe Johnston

Agosto

Rise of the Apes (Rise of the Apes), de Rupert Wyatt
Cowboys & Aliens (Cowboys & Aliens), de Jon Favreau
Os Smurfs (The Smurfs), de Colin Brady
O Palhaço (O Palhaço), de Selton Mello
Conan (Conan), de Marcus Nispel

Setembro

Premonição 5 (Final Destination 5), de Steven Quale
Super 8 (Super 8), de J. J. Abrams

Outubro

Deu a louca na Chapeuzinho 2 (Hoodwinked 2: Hood vs. Evil), de Miek Disa
Fright Night (Fright Night), de Craig Gillespie
Midnight in Paris (Midnight in Paris), de Woody Allen
Footloose (Footloose), de Craig Brewer

Novembro

Dream House (Dream House), de Jim Sheridan
As aventuras de Tintin: O segredo do Licorne (The Adventures of Tintin: The Secret of the Unicorn), de Steven Spielberg

Mas sempre lembrando: assista por sua conta e risco. Feliz 2011!


Lembra de Tron – Uma Odisséia Eletrônica?


Autor: Mafalda ~ 4 de janeiro de 2011. Categorias: MonaCine, Sofá da Mona.

Você assistiu Tron – Uma Odisséia Eletrônica? Não? Você não está sozinho nessa. Tenho conversado com muita gente a respeito de Tron – O Legado e foram poucas as pessoas que viram o filme de 1982 nos cinemas, outras dizem ter visto o filme na TV, mas admitem que não se lembram muito de sua trama.

A primeira parte de Tron, dirigida por Steven Lisberger, foi um dos filmes mais comentados da época por ser o primeiro a usar a computação gráfica em grande escala. Quase todo o filme se passava em um mundo virtual, que simulava o interior de uma grande (e maligna) rede de computadores.
Apesar de toda a divulgação e do hype gerado (eu tinha 5 anos e ainda lembro dos meus primos mais velhos comentando sobre o filme), Tron acabou sendo um relativo fracasso da Disney: custou cerca de U$ 17 milhões e arrecadou U$ 33 milhões nos EUA, lucro abaixo do esperado (no mesmo ano, E.T. custou cerca de U$ 10 milhões e arrecadou U$ 435 milhões, apenas nos EUA).

As críticas também não ajudaram. Para a maioria dos comentaristas, Tron possuía um roteiro infantilóide, só valendo pelos efeitos visuais. E nem mesmo os efeitos foram unanimidade, o The New York Times publicou em sua resenha: “Eles são barulhentos, brilhantes e vazios. E são tudo o que este filme tem a oferecer”.

A verdade é que a trama rocambolesca de Tron deixa qualquer pessoa que entenda um pouquinho de computadores de cabelo em pé. Jeff Bridges é Kevin Flynn, um engenheiro de softwares que criou um jogo de arcade muito famoso, mas que teve sua idéia roubada por Ed Dillinger (David Warner), que acabou se tornando o presidente da companhia para a qual eles trabalhavam, a Encom.
Flynn tenta hackear o sistema da Encom, para mostrar ao mundo que foi sacaneado, mas Dillinger instalou um sistema de inteligência artificial que protege a rede, o Programa de Controle Mestre (MCP). Só que o MCP vai se alimentando do conhecimento de outras redes, se tornando cada vez mais poderoso, onipresente e perigoso, ameaçando até mesmo seu criador. Quando Flynn invade a empresa, com a ajuda de um casal de amigos, Alan e Lora, o MCP joga o rapaz para dentro do computador, utilizando uma máquina de tele-transporte que acabou de ser criada.

Uma vez dentro dos computadores, Flynn tem que lidar com softwares bons e maus. Neste mundo virtual, ele conhece Tron, o programa de segurança criado por Alan, que tenta combater o MCP. Como todos os outros programas, Tron é interpretado pelo mesmo ator que faz Alan (Bruce Boxleitner) no mundo real, e é ele que irá ajudar Flynn a combater a tirania do sistema que escraviza a todos.

Visto hoje, Tron – Uma Odisséia Eletrônica tem muito daquela visão mística e ingênua que as pessoas tinham dos computadores até há poucos anos, uma máquina praticamente inacessível para a maioria da população, que pensava e tinha vontade própria. Tudo é muito surreal: o MCP planeja (sozinho) invadir o sistema do Pentágono, as pessoas conversam com o computador (e ele responde em voz alta) e não existe backup, se algo acontece com o programa, ele é destruído.

Mas nada me surpreendeu mais, ao rever o filme esta semana, do que descobrir que Tron é um personagem secundário na trama. Não sei por que eu tinha na mente que Tron era o nome do ambiente virtual onde o Flynn estava preso.

Para ver Tron – O Legado, não é necessário assistir ao primeiro. Algumas coisas aconteceram entre os dois filmes (história que foi contada na HQ Tron: Betrayal, lançada há alguns meses nos EUA). No entanto, quem tiver com Tron – Uma Odisséia Eletrônica na cabeça conseguirá ver diversas referências na continuação, como os atores Bridges e Boxleitner, por exemplo, que voltam aos papéis que fizeram há 28 anos.

Depois de todos estes anos, o Tron de 1982 se tornou cultuado por fãs de ficção científica. Não dá para dizer que ele se tornou um filme melhor com o tempo, mas não podemos negar que foi muito corajoso ao inserir os atores naquele mundo criado por computação.

Vale, ao menos, pela curiosidade.

Fontes consultadas: IMDB e Wikipedia


Oscar de Animação 2011 – as pré-selecionadas


Autor: Mafalda ~ 2 de dezembro de 2010. Categorias: MonaCine.

Saiu a lista das animações pré-selecionadas para concorrer ao Oscar 2011.

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas divulgou o nome dos semifinalistas na luta pelo Oscar de Animação. São 15 filmes concorrendo a 3 indicações.

O mágico

As animações que estão na luta pelo prêmio são:

Alpha and Omega, de Anthony Bell e Ben Gluck
Como Cães e Gatos 2: A Vingança de Kitty Gallore, de Brad Peyton
Meu Malvado Favorito, de Pierre Coffin e Chris Renaud
The Dreams of Jinsha, de Daming Chen
Como Treinar o Seu Dragão, de Dean DeBlois e Chris Sanders
Idiots and Angels, de Bill Plympton
O Mágico, de Sylvain Chomet
A Lenda dos Guardiões, de Zack Snyder
Megamente, de Tom McGrath
My Dog Tulip, de Paul Fierlinger e Sandra Fierlinger
Shrek Para Sempre, de Mike Mitchell
Samâ Wôzu, de Mamoru Hosoda
Enrolados, de Nathan Greno e Byron Howard
Tinker Bell e o Resgate da Fada, de Bradley Raymond
Toy Story 3, de Lee Unkrich

Em um ano fraco de grandes lançamentos e repleto de boas animações, temos vários
concorrentes de peso:

- Meu Malvado Favorito, Shrek Para Sempre e Como Treinar o Seu Dragão conseguiram, respectivamente, a sexta, a sétima e a oitava maior bilheteria dos EUA, até omomento. Três sucessos estrondosos de público.

- O Mágico é de Sylvain Chomet, o criador do aclamado As Bicicletas de Belleville, que concorreu a 2 Oscars em 2004.

- A Lenda dos Guardiões é dirigido por Zack Snyder, respeitado diretor dos sucessos 300,
Watchmen e Madrugada dos Mortos.

No entanto, se existe uma animação que surge como franca favorita, ela é Toy Story 3, da Disney / Pixar.
O filme é a maior bilheteria do ano nos USA, com quase 415 milhões de dólares arrecadados. Além disso, a aventura de Woody e Buzz foi aclamada por crítica e público, sendo apontada até mesmo como forte concorrente ao prêmio de Melhor Filme.

Os indicados ao Oscar 2011 serão conhecidos em 25/01 e a cerimônia de entrega dos
prêmios acontecerá em 27/02. Até lá, só podemos especular e torcer.

Fontes: Variety e Box Office Mojo


Filme Recomendado pro Halloween – parte 2: Madrugada dos Mortos


Autor: Mafalda ~ 27 de outubro de 2010. Categorias: MonaCine.

Madrugada dos Mortos, de Zack Snyder (2004)


Esqueça aquela regra que diz que zumbis não correm. Em Madrugada dos Mortos eles correm… e muito.

Refilmagem do filme de 1978, O Despertar dos Mortos, de George A. Romero, esta obra de Zack Snyder é mais um exemplo de que as fitas de zumbi são o que há de melhor no gênero horror nos últimos anos.

A história é simples, como todas deste estilo: um vírus qualquer mata as pessoas, transformando-as em mortos-vivos logo em seguida. Estes seres correm atrás de carne humana, e todos que são mordidos são infectados.

Um grupo de sobreviventes se forma, meio sem querer, e acaba se refugiando em um shopping center. Lá eles terão certo conforto para viver, mas estarão sempre cercados por uma horda de zumbis famintos, estando à mercê de ataques.

Madrugada dos Mortos consegue balancear muito bem as doses de horror, com monstros e muito sangue, e o suspense. Cenas como as do estacionamento vazio do shopping e da mulher grávida são de fazer a gente prender a respiração.

Um ponto fraco deste tipo de filme costuma ser o final. No caso de Madrugada dos Mortos, penso que tivemos uma solução bem digna, que não joga o resto do filme no lixo.

A fotografia é ótima e, tecnicamente, tudo funciona muito bem. Cenas bem feitas, bom timing. Em nenhum momento o filme se torna maçante.

Se você gosta de filmes de zumbis, neste halloween não deixe de assistir a Madrugada dos Mortos, de Zack Snyder.

PS: Escute também nosso Podcast “Coisas que dão Medo 2


Filme Recomendado pro Halloween – parte 1: A Profecia


Autor: Mafalda ~ 27 de outubro de 2010. Categorias: MonaCine.

Quando os judeus retornarem à Sião

E um cometa varar o céu

O Sacro Império Romano se erguerá

E você e eu devemos morrer.

Do mar eterno ele se ergue

Criando exércitos em ambas as costas

Virando o homem contra seu irmão

Até a humanidade deixar de existir.

Quando seu filho morre no parto, Robert Thorn recebe do padre que administra o hospital a proposta de que ele leve outra criança no lugar, cuja mãe morreu ao dar à luz.

Damien Thorn nasceu no dia 06/06, às 6h, em um hospital católico de Roma. Quando está para fazer 5 anos, uma série de coisas estranhas começam a acontecer à sua volta. Seu pai é escolhido para ser o embaixador dos Estados Unidos em Londres, logo em seguida, sua babá se suicida e um padre aparentemente alucinado passa a perseguir Robert.

O padre tenta informar a Thorn de que a criança é o filho do demônio, já que ele sabe disso pois estava presente em seu nascimento. Apesar da aparente loucura do religioso, os acontecimentos acabam por deixar o pai na dúvida. Logo, um fotógrafo também procura o embaixador para mostrar que as estranhas mortes que cercam à sua família podem estar sendo “profetizadas” em fotografias.

Este é um dos meus filmes de terror preferidos. Lembro de assisti-lo nos sábados à noite, na falecida Rede Manchete, ao lado do meu pai e minha mãe. O que sempre me atraiu, mais do que tudo, foi o lance das sombras nas fotos. Esta coisa de que o destino daquela pessoa já está marcado, por ela ter se colocado no caminho do plano de dominação traçado pelo demônio.

Além de contar com nomes conhecidos Gregory Peck, Lee Remick e David Warner, o filme tem como bônus o garoto, que consegue fazer algumas caras bem assustadoras. Tudo isso, embalado por uma trilha sonora mega sinistra, que levou o Oscar de 1977, tendo como principal música Ave Satani, que é de arrepiar os cabelos.

O poema do início do texto é recitado durante o filme e seria a prova de que Damien é o anticristo. O filme dá a entender que o fotógrafo está lendo o poema na bíblia, o que levou muita gente a acreditar (eu inclusive) de que ele era um trecho do livro quando, na verdade, foi criado especialmente para a história.

Quer passar medo neste halloween? Assista A Profecia, de Richard Donner, versão original, de 1976.

Curiosidades de A Profecia

Durante as filmagens, diversos acidentes “inexplicáveis” aconteceram, o que levou muita gente a acreditar que o filme estava mexendo com coisas sérias, que deveriam ser deixadas de lado:

- aviões em que estavam o roteirista David Seltzer e o ator Gregory Peck foram atingidos por raios, enquanto estes trabalhavam na produção do filme;

- ainda no quesito “aéreo”, Gregory Peck cancelou na última hora uma viagem à Israel. O avião em que ele viajaria caiu matando a todos os passageiros;

- o hotel em que o diretor Richard Donner estava hospedado sofreu um atentado à bomba, cometido pelo IRA;

- um treinador do safári onde foi rodada uma cena do filme foi atacado e morto por leões logo após a saída da equipe de filmagem;

- os Rottweilers que foram utilizados para serem os protetores de Damien atacaram seus treinadores durante as gravações.

É claro que este tipo de notícia sempre rende muita publicidade para um terror e vários deles possuem fatos “macabros” associados às gravações, com em O Exorcista, por exemplo. Mas não deixa de ser interessante.

PS: Escute também nosso Podcast “Coisas que dão Medo 2





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