Porque fazer humor e podcast é uma arte

































Super 8: Especial Namorados


Autor: queiroz2511 ~ 10 de junho de 2009. Categorias: Mona POP.

Eu sou o Queiroz e escrevo no blog http://escritosmalditos.blogspot.com/ e no site da Mariana Bonfim: http://movieyou.com.br/voce , e hoje no Super 8, vim falar de Apenas o Fim, filme de Matheus Souza.

Mas, do que se trata? Uma garota (Erika Mader) resolve abandonar o seu namorado (Gregório Duvivier) e fugir para um lugar desconhecido. Antes de partir, ela decide encontrá-lo, mas eles têm apenas uma hora para fazer um balanço bem humorado de suas vidas.

A primeira vista, um filme que fala de uma possível separação, talvez não seja o mais razoável de se assistir no dia dos namorados, exatamente data de sua estréia dia 12 de junho de 2009. Mas, se engana quem pensa assim, pois as poucas imagens do trailer, já nos retratam bem, os momentos de felicidade do casal e a longa discussão da relação, expõe fatores importantes para uma relação dar certo, ou mesmo as picuinhas habituais de casais, ou seja, ver um casal discutindo seus erros, talvez seja mais construtivo para seu relacionamento, do que o Homem Aranha de ponta cabeça dando um beijo na Mary Jane, por mais legal que isso seja.

E assim, estamos diante de um novo filão de filmes como Apenas o Fim ou mesmo Separados pelo Casamento de Peyton Reed, de filmes que fogem do estereótipo do romantismo, expondo as feridas dos casais, sendo no fim das contas mais românticos que filmes que só mostram casais perfeitos. Ninguém é perfeito.


Super 8: Wall E


Autor: queiroz2511 ~ 3 de junho de 2009. Categorias: Mona POP.

Eu sou o Queiroz e escrevo no blog http://escritosmalditos.blogspot.com/ e no site de Mariana Bonfim: http://movieyou.com.br/voce , e hoje no Super 8 venho falar da obra prima da animação Wall E.

“O Homem bicentenário” e “A.I.” são sobre robôs que querem ser reconhecidos como seres humanos. Já na obra dirigida e roteirizada por Andrew Stanton, os robôs Wall-E e Eva aceitam de bom grado suas prioridades, mas podem dar uma paradinha para dar uma paquerada, enquanto os seres humanos abandonaram o lixão que se tornou o planeta Terra para viver numa nave espacial, de forma sedentária cativando corpos rechonchudos diante de suas telas, não olhando para os lados.

Talvez soasse por demais antipático criticar por assim dizer a parcela nerd rechonchuda que vai assistir a esse filme, entretanto Andrew Stanton morde mas assopra de forma bem convincente fazendo n referencias as paixões nerds como o n.°5 de Um robô em curto circuito, Jornada nas Estrelas, e até 2001 do Kubrick.

Sobre os dados técnicos, um primor a fotografia do filme, e o que mais me cativou foram as cenas em que eles ficavam no escuro, fazendo em belo contraste dos olhos luminosos de Eva. Realmente sensacional. O filme acaba sendo um retrato bem humorado da atualidade, abordando a poluição e a moda do sedentarismo, e o romance dos robozinhos vai fazer os filhos perguntarem o mesmo que um garotinho na sessão que eu fui: “Tá chorando pai?”. Pois é, em tempos em que vemos filmes sobre máquinas que demonstram ter valores esquecidos pelas pessoas, não será difícil que daqui a alguns anos a gente acredite com 100% de certeza que o amor não é humano.

Queiroz


Super 8: Nome Próprio


Autor: queiroz2511 ~ 27 de maio de 2009. Categorias: Mona POP.

Eu sou o Queiroz escrevo no blog http://escritosmalditos.blogspot.com/ e no site http://movieyou.com.br/voce e hoje no Super 8 venho falar do filme de Murilo Salles, Nome Próprio, que conta as postagens, ressacas, bebedeiras, relações sexuais de Camila Lopes, inspirada (dizem), nos livros de Clara Averbuck, uma veterana do mundo dos blogs.

No filme vemos uma garota que acabou de levar um pé do namorado, após dar uma puladinha de cerca, e ainda apaixonada pelo corno, fica ansiando por uma resposta por noites afim a base de cerva e estimulante, através do e-mail exposto em seu blog.

O blog dela: sem comentários, porque como a garota muito bem diz Camila Jam, NÃO É UM DIÁRIO, é o que ela pensa, então quem não gosta, pare de ler. E vemos por assim dizer a garota mergulhar de cabeça em todos os malditos estágios da depressão: Insônia, obsessão, mania de limpeza. Tudo é exposto no filme no belo invólucro de Leandra Leal, no melhor papel de sua vida.

Tem uma cena em que ela cai da escada, que cacete, aquilo foi de verdade não é possível. Fora essa tem cenas antológicas, sabe, desculpe os spoilers, mas lá vai, pô, a cena em que ela trepa com o namorado da amiga na praia, é uma das coisas mais hardcores que já vi no cinema. Puts grilo, sem falar no momento em que ela se muda para a casa de um leitor nerd que aproveita que ela está briaca para tirar umas fotos dela, jogar no monitor, só para bater uma. Ridícula e hilária demais essa cena. Outra interessante é a do momento de rejeição de um cara no bar. Ela rejeita o cara, mas depois quando o vê feliz conversando com duas garotas bonitas com altas risada, vem ela puxar assunto de novo, terminando a cena com uma F*da mal dada.

“Mas, o filme se limita a isso?”. Nããããão!! Tudo de hardcore que é demonstrado no filme é dentro de um contexto, num quase reality show, no extremo bom sentido da palavra. Se Juno é um retrato carinhoso, e como diria o Judão assaz da nova geração, Nome Próprio, é um retrato dos caminhos as vezes sem volta, de uma geração que não faz questão de esconder nada.


Super 8: Juno


Autor: Eubalena ~ 8 de abril de 2009. Categorias: Mona POP.

Eu sou o Queiroz, e estreiando aqui os textos Super 8, dedicados à 7.ª arte, falando do ganhador do melhor roteiro de 2008, e indicado ao Oscar de Melhor Atriz, o papel da vida de Ellen Page, Juno.

Confesso que quando vi o pôster do filme pela primeira vez achei de muito mau gosto. E achei que seguia a linha das comédias escatológicas como “Quem vai ficar com Mary?” e “O amor é cego”. Mas, não, logo lembrei que surgiu, um novo estilo de comédia, vide “Superbad”, comédia inovadora e que tem algo a dizer.

Olha, a coisa boa já começa por manter o título original, sem necessidade de subtítulos, e ainda bem que foi lançado depois de “Ligeiramente grávidos”. Já pensou se tivesse esse título? Que porcaria não ia ser.

A abertura do filme coberta com imagens sobrepostas com lápis de cor, dizem: “Lá vem coisa boa!!”. Os créditos muito bem apresentados, fazem você ler cada nome com curiosidade. E nessa você vê Juno MacGuff (Ellen Page), bebendo um pequeno tonel de suco de laranja, enquanto caminha para comprar mais um daqueles pacotes para comprovar sua gravidez.

Pois bem, uma garota de 16 anos, grávida de seu amigo travado, Paulie Bleeker (Michael Cera), um verdadeiro Charlie Brown (o do Snoopy), só que com mais sorte. Essa é a realidade de Juno, a menina com a língua mais afiada do mundo e um sarcasmo semelhante à de muitas meninas nerds que brindam nossos olhos com seus textos na Internet, que tem uma banda de rock e sabem dirigir. Mais apaixonante impossível. Qualquer um fica com vontade de adotar ela.

A pequena Juno não é fácil, pensa alto besteiras quando vê os jovens corredores, e nessa primeira parte do filme deveria ter uma restrição: “Proibido para Maiores de 18 anos”, pois todos os segredos deles (delas seria certo, mas falo da juventude em si) são revelados.

Pensa em aborto, é lógico, mas desiste tendo em vista uma interferência relâmpago de uma conhecida, o papo esquisito da recepcionista da clínica de aborto e todo o clima estranho daquele lugar. A reação seca e tranqüila do paizão Mac MacGuff (J.K. Simmons), talvez tirasse alguns pontos do filme por sua falta de verossimilhança, mas serve como uma ótima piada para quem está passando por isso, poder dizer aos pais “Viiiiiiiuuuuuuu!!!! Era assim que você deveria ter reagido”, e talvez uma boa forma de dizer à juventude para confiar nos seus pais, acho bem válido. Eu entendi, por isso não tiro pontos.

Continuando, Juno antes de dividir com seu pai e sua madrasta seu “problema”, recebeu a sugestão de sua amiga Leah (Olivia Thirlby), de procurar num anúncio de jornal pais adotivos, e Juno acaba indo conhecer os futuros pais adotivos junto com seu pai. É um momento muito importante no filme o encontro entre Juno e os futuros pais adotivos de sua criança. O sarcasmo da menina é 10, e é interessante o fato que quando exposto o gosto musical de Juno face ao de Mark (Jason Bateman), o futuro pai adotivo, vemos o mais velho que admira o rock dos anos 90 e a mais nova, olha só, que curte o dos anos 70, punk rock dos Stooges e Patti Smith. Por outro lado, Vanessa (Jennifer Garner), a futura mãe adotiva, rebate com excessivo controle sobre ele, sendo praticamente A mãe do cara. Ou seja, o filme reforça a velha crença popular: “Mulheres tem mais maturidade que os homens”, isso na postura de Vanessa, face ao seu marido adultescente, e a própria Juno que se desculpa com o Bleeker, pela transa, por que a idéia não foi dele.

O público feminino pode adorar o filme pela questão da maternidade, que é tratada com muito carinho, demonstrando tudo que uma grávida passa durante os meses de espera, outro atrativo será de as mulheres terem a voz ativa.

Todas as personagens femininas do filme demonstram personalidade e possuem o total respeito dos personagens masculinos.

Por outro lado, por os homens não demonstrarem uma postura de maturidade para com seus pares, talvez isso venha a resultar em longas discussões sobre como nós homens somos imaturos.

No entanto o que as mulheres podem aprender sobre nós, vendo esse filme que tomar decisões sozinhas, por melhor que seja, não fará bem ao casal, e isso poderá trazer uma consequencia como que a do Bleeker que gostaria de ser pai e acaba não sendo efetivamente, e a do Mark que ainda, não está preparado para a paternidade.

Curioso, porque são as mulheres que encaram a parte mais difícil, mas é excencial para o futuro da criança ter um pai que esteja lá presente, e feliz com a paternidade, isso é fundamental.

Queiroz

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