Porque fazer humor e podcast é uma arte

































Super 8: Juno


Autor: Eubalena ~ 8 de abril de 2009. Categorias: Mona POP.

Eu sou o Queiroz, e estreiando aqui os textos Super 8, dedicados à 7.ª arte, falando do ganhador do melhor roteiro de 2008, e indicado ao Oscar de Melhor Atriz, o papel da vida de Ellen Page, Juno.

Confesso que quando vi o pôster do filme pela primeira vez achei de muito mau gosto. E achei que seguia a linha das comédias escatológicas como “Quem vai ficar com Mary?” e “O amor é cego”. Mas, não, logo lembrei que surgiu, um novo estilo de comédia, vide “Superbad”, comédia inovadora e que tem algo a dizer.

Olha, a coisa boa já começa por manter o título original, sem necessidade de subtítulos, e ainda bem que foi lançado depois de “Ligeiramente grávidos”. Já pensou se tivesse esse título? Que porcaria não ia ser.

A abertura do filme coberta com imagens sobrepostas com lápis de cor, dizem: “Lá vem coisa boa!!”. Os créditos muito bem apresentados, fazem você ler cada nome com curiosidade. E nessa você vê Juno MacGuff (Ellen Page), bebendo um pequeno tonel de suco de laranja, enquanto caminha para comprar mais um daqueles pacotes para comprovar sua gravidez.

Pois bem, uma garota de 16 anos, grávida de seu amigo travado, Paulie Bleeker (Michael Cera), um verdadeiro Charlie Brown (o do Snoopy), só que com mais sorte. Essa é a realidade de Juno, a menina com a língua mais afiada do mundo e um sarcasmo semelhante à de muitas meninas nerds que brindam nossos olhos com seus textos na Internet, que tem uma banda de rock e sabem dirigir. Mais apaixonante impossível. Qualquer um fica com vontade de adotar ela.

A pequena Juno não é fácil, pensa alto besteiras quando vê os jovens corredores, e nessa primeira parte do filme deveria ter uma restrição: “Proibido para Maiores de 18 anos”, pois todos os segredos deles (delas seria certo, mas falo da juventude em si) são revelados.

Pensa em aborto, é lógico, mas desiste tendo em vista uma interferência relâmpago de uma conhecida, o papo esquisito da recepcionista da clínica de aborto e todo o clima estranho daquele lugar. A reação seca e tranqüila do paizão Mac MacGuff (J.K. Simmons), talvez tirasse alguns pontos do filme por sua falta de verossimilhança, mas serve como uma ótima piada para quem está passando por isso, poder dizer aos pais “Viiiiiiiuuuuuuu!!!! Era assim que você deveria ter reagido”, e talvez uma boa forma de dizer à juventude para confiar nos seus pais, acho bem válido. Eu entendi, por isso não tiro pontos.

Continuando, Juno antes de dividir com seu pai e sua madrasta seu “problema”, recebeu a sugestão de sua amiga Leah (Olivia Thirlby), de procurar num anúncio de jornal pais adotivos, e Juno acaba indo conhecer os futuros pais adotivos junto com seu pai. É um momento muito importante no filme o encontro entre Juno e os futuros pais adotivos de sua criança. O sarcasmo da menina é 10, e é interessante o fato que quando exposto o gosto musical de Juno face ao de Mark (Jason Bateman), o futuro pai adotivo, vemos o mais velho que admira o rock dos anos 90 e a mais nova, olha só, que curte o dos anos 70, punk rock dos Stooges e Patti Smith. Por outro lado, Vanessa (Jennifer Garner), a futura mãe adotiva, rebate com excessivo controle sobre ele, sendo praticamente A mãe do cara. Ou seja, o filme reforça a velha crença popular: “Mulheres tem mais maturidade que os homens”, isso na postura de Vanessa, face ao seu marido adultescente, e a própria Juno que se desculpa com o Bleeker, pela transa, por que a idéia não foi dele.

O público feminino pode adorar o filme pela questão da maternidade, que é tratada com muito carinho, demonstrando tudo que uma grávida passa durante os meses de espera, outro atrativo será de as mulheres terem a voz ativa.

Todas as personagens femininas do filme demonstram personalidade e possuem o total respeito dos personagens masculinos.

Por outro lado, por os homens não demonstrarem uma postura de maturidade para com seus pares, talvez isso venha a resultar em longas discussões sobre como nós homens somos imaturos.

No entanto o que as mulheres podem aprender sobre nós, vendo esse filme que tomar decisões sozinhas, por melhor que seja, não fará bem ao casal, e isso poderá trazer uma consequencia como que a do Bleeker que gostaria de ser pai e acaba não sendo efetivamente, e a do Mark que ainda, não está preparado para a paternidade.

Curioso, porque são as mulheres que encaram a parte mais difícil, mas é excencial para o futuro da criança ter um pai que esteja lá presente, e feliz com a paternidade, isso é fundamental.

Queiroz

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A arte delas: Diablo Cody


Autor: brunomendonca ~ 21 de janeiro de 2009. Categorias: Mona POP.

Muito talento e um pouco de sorte são os fatores que fizeram Diablo Cody conquistar a sua fama. Para quem não sabe, a moça ganhou o Oscar de Melhor Roteiro Original, ano passado, por ter escrito Juno, filme sobre uma adolescente grávida.

E não parou por aí, estreou no último domingo, nos Estados Unidos, a série United States of Tara, escrita por ela e produzida por ninguém menos que Steven Spielberg.

Porém, Diablo Cody tem um histórico profissional que podemos chama de diferente. Ela era secretária de uma grande corporação e odiava o seu trabalho. Insatisfeita, abriu um blog (que procurei nos becos da grande rede, mas não encontrei) onde ironizava seu próprio trabalho, mostrando como era vazio.

Visto isso, quis mudar e achar uma coisa diferente para fazer: tornou-se Stripper. Isso mesmo, foi tirar a roupa por dinheiro em uma boate, não por necessidade, mas por que queria mudar sua vida radicalmente. Usava o codinome de Candy Gril, ficava peladona e contava como era fazer tudo isso em textos em um blog, que viraram um livro. A publicação começou a fazer sucesso e o estilo da escritora deu a ela colunas em jornais e novos convites.

Seu nome verdadeiro é Brook Busey-Hunt, e o que pode parecer pose, ou apenas estilo de escrita é na verdade o jeito dela mesmo: extramente sarcástica e desbocada. Certa vez, em uma entrevista, disse que sentia-se mais nua escrevendo do que tirando a roupa em boates. E sempre detona os jornalistas que tentam se minimizá-lo pelo ser passado profissional.

Seu livro, Minha Vida de Stripper, escrito em 2005, lançado recentemente no Brasil está fazendo muito sucesso, principalmente depois do sucesso de Juno. Nos Estados Unidos, por exemplo, semanas depois do Oscar ela ocupava a lista de mais vendidos do Washington Post e New York Times.

E entre seus projetos futuros, além da série que recém estreou, estão outros filmes e um livro contando a história de uma menina nerd em colégio americano. Sem dúvida, ainda veremos o talento e acidez de Diablo Cody em muitos trabalhos.

Bruno Mendonça








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