Porque fazer humor e podcast é uma arte

































A Origem – Inception


Autor: Mafalda ~ 10 de agosto de 2010. Categorias: MonaCine.

A Origem finalmente estreou no Brasil nesta sexta-feira e já dá para dizer que foi o melhor lançamento dos últimos tempos. Nenhum dos filmes que saíram em 2010, até agora, consegue fazer frente a este misto de thriller com ficção científica, que tem tantos detalhes, tantas implicações, que é capaz de gerar horas de discussão.

A história gira em torno de um grupo de ladrões, liderados por Cobb (Leonardo DiCaprio) especializados em roubar segredos (pessoais ou industriais) dos sonhos de outras pessoas. Logo de início ficamos sabendo como é a técnica deles, enquanto somos apresentados aos personagens. Só que desta vez eles terão que “plantar” uma ideia na cabeça de sua vítima, uma tarefa incrivelmente difícil e que pode sofrer todo o tipo de interferência no mundo dos sonhos.

É essa a premissa que fará com que você mergulhe em cenários inacreditáveis, onde tudo é possível. Quando a execução do plano começa, você não pode mais piscar. São vários detalhes na tela, com efeitos especiais sendo muito bem utilizados, fazendo com que nós nunca esqueçamos de que estamos em um mundo completamente diferente do nosso.

O elenco foi bem escolhido, com atuações convincentes. Destaque para Joseph Gordon-Levitt (500 Dias Com Ela), Marion Cotillard (Piaf), Ken Watanabe (O Último Samurai) e DiCaprio. Além deles, temos também Ellen Page (Juno), Cillian Murphy (Batman), Tom Berenger (Platoon) e o grande Michael Caine, em uma curta participação.

Depois de sair da sala de cinema, conversei com várias pessoas e uma das poucas críticas que ouvi foi sobre o excesso de explosões, que a Mafalda achou exagerado (tendo a concordar). Por outro lado, o que mais agradou a todos foram justamente as cenas em que os sonhos ficam “estranhos”: falta de gravidade, prédios se retorcendo, pontes surgindo do nada, o tempo passando de maneira para cada um dos ladrões… Enfim, não dá para descrever, tem que assistir.

A Origem é um grande filme e é daqueles que temos que ver mais de uma vez para pegar todos os detalhes. Depois disso, você ainda pode procurar centenas de informações e dicas pela internet. E com certeza vai querer fazer isso.

Altamente recomendado.

José Luis Pedroso -  é  colaborador na coluna Mona Cine e Mona Pop, analista de sistemas, formado em administração de empresas, e cursa fotografia. Acha que cinema é muito importante para deixarmos nas mãos da crítica especializada, por isso tem o blog dos Grandes Filmes.


SUPER 8: 10 Mulheres


Autor: Eubalena ~ 28 de abril de 2009. Categorias: Mona POP.

Eu sou o Queiroz, e hoje no Super 8, faço uma lista das 10 mulheres que não poderiam faltar na tela de cinema. O critério de escolha não foi as de todos os tempos, mas as vivas e atuantes. Então eis as escolhidas:

10. Ellen Page

Nasceu no dia 21 de fevereiro de 1987, em Halifax, Nova Escócia, Canadá.

O primeiro filme que vi de Ellen Page, foi X-men 3. Neste ela era a bonitinha Lince Negra, mas infelizmente para que a personagem Vampira não ficasse apagada, não exploraram os pontos interessantes da personagem, e esta ficou um tanto apagada. Mas, meus amigos, quando assisti à Juno, aí, sim que deu para sentir o que essa garota tem a oferecer ao cinema. Não só pelo brilhantismo do roteiro, o mérito ali está no fato dela ser extremante convincente. Você olha para Ellen Page, e acredita que ela é a Juno. E toda a sua paixão na interpretação, não só nos momentos cômicos, mas principalmente no momento após o seu filho nascer e constatar que eles vão se separar, mas ao mesmo tempo demonstrar felicidade por o filho ter nascido, e ela fazer você entender isso sem narração de fundo, sem ela dizer uma palavra, realmente é uma demonstração de puro talento. E ninguém melhor do que ela para interpretar a maior demonstração de amor e respeito do cinema atual para com essa nova geração. Mas, apesar de todo o talento e beleza ainda tem essa pinta de meninha, talvez daqui a alguns anos venha a ter tanto sex appeal quanto a número 9 da minha lista.

9. Anne Hathaway

Nasceu no dia 12 de novembro de 1982, Nova Iorque, EUA.

Ela tem o mesmo nome que a esposa de Willian Shakespeare, vocês acreditam? O primeiro filme que vi de Anne Hathaway foi O D. veste Prada no papel de Andrea onde ela contracena nada menos que Meryl Streep, A Mulher Oscar, e para piorar sua personagem é constantemente esculachada pela Miranda, personagem de Meryl, mas mesmo assim a menina se saiu muito bem imprimindo bem o seu carisma àquela personagem de carater meio dúbil. Gosto muito da cena em que ela resolve o problema de ter que dar de presente o livro do Harry Potter que ainda não foi lançado para as filhas gêmeas de Miranda. Dona de uma beleza que faz Julia Roberts dizer toda noite em frente ao espelho : “Espelho, espelho meu…”, ele pode ser considerada a nova namoradinha da América. Quem duvida que ela seja tão bela assim, é só alugar Agente 86, ela na pele da Agente 99, não é fraca, não, hein!! Ela que dançou no Oscar com o Hugh Jackman, agora está escalada no elenco de Alice no País das Maravilhas de Tim Burton, filme que promete tira o diretor de seu limbo. Mas, aí? Essa garota tem algum talento além de seu carisma, timing cômico e beleza? Claro que tem, ela faz bonita no papel da ex-drogada Kym, em O casamento de Rachel, que lhe rendeu uma indicação ao Oscar desse ano. Talvez as pessoas não aceitem lá muito o desprendimento dela de estar em cartaz ao mesmo tempo no drama Os passageiros e também numa comédia que é o caso de Noivas em guerra, mas aos poucos ela vai encontrando seu caminho como atriz sendo pau prá toda obra. O que falta a Anne Hathaway? Uma Estatueta do Oscar, coisa que a 8.ª colocada da minha lista já tem.

8. Gwyneth Paltrow

Nasceu em 27 de setembro de 1972, Los Angeles, EUA.

Gwyneth tem a sua favor o fato de ser linda, saber cantar e sua dedicação carismáticas nos papeis que interpreta. Muitos tem uma certa raivinha dela por ter “tirado” o Oscar das mãos de nossa Fernanda Montenegro. A personagem dela que mais me agradou foi a Margot Tenenbaum. Encarou de forma brilhante a galhofa O amor é cego. Cumpriu bem seu papel como a Marge em O Talentoso Ripley. Se a Cameron Dias é a sangue bom, a Gwyneth é a doçura em pessoa. O cinema ficaria um tanto mais do mesmo, ela fica aqui na minha lista em 8.° por imprimir toda a sua doçura a cada trabalho. Mas, apesar de toda o talento, doçura e beleza, no quesito cena de beijo fica ainda muito aquém da n.° 7 da minha lista.

7. Liv Tyler

Nasceu em 1 de Julho de 1977, em Portland, Maine, EUA.

Creio que a primeira vez que fitei meu olhos em Liv Tyler, foi no clipe Crazy do grupo de rock de seu paizão, junto de Alicia Silverstone. Liv tem a seu favor nem tanto o carisma ou um grande talento, mas o fato de sempre passar paixão pelo que está fazendo. Você olha para Liv nos seus filmes, e a impressão que passa que ela é a menina fazendo o seu primeiro papel e está dando tudo de si para conseguir o papel. Mas, ela está aí desde de 1994, não deixa de ser já uma veterana. Talvez eu ache que esse seja o seu problema, ainda não ter provado seu potencial o ponto de não ser vista apenas como a filha do roqueiro, ou a garota que fez um belo filme alternativo, ou como eu disse aqui a garota que parece que está começando agora. Mas, meus caros, há um ponto que digo que nenhuma atriz, supera Liv Tyler. Nenhuma atriz faz cena de beijo melhor do que ela. Vide ela em Wonders, vide ela em O Incrível Hulk. Realmente se tem uma coisa que ela sabe fazer muito bem como ninguém é cena de beijo. Mas, apesar de toda a sua beleza e insuperável em um quesito. E depois que vi Os Estranhos, olha no quesito grito, acho que ela também ganha. Mas, há uma atriz que começou no cinema no mesmo ano, cujo talento impressiona a todos a cada novo trabalho que realiza. E eis a n.° 6 da minha lista.

6. Cate Blanchett

Nasceu em 14 de maio de 1969, Melbourne, Austrália.

Cate Blanchett é a minha torcida de sempre no Oscar. Ainda não vi Elizabeth, mas creio que é uma garantia de boa locação dupla. A primeira vez que eu senti firmeza, e disse para mim mesmo: Caraca, que atriz!!!, foi seu trabalho em O Aviador, tento a grande responsabilidade de interpretar Katharine Hepburn, e fazer isso de maneira extremamente convincente, e se aquele filme vale de alguma coisa é por causa dela. E o que ela fizer daqui da frente depois de I’m not there ou Não estou lá, em bom português, é critério de obrigatoriedade para o cinéfilo ir ao cinema para saber a sua nova atuação. Sou fã dela e vou ter que botar na minha lista de locações certas para o futuro. E apesar de uns terem falado mal acho que ela não fez feio nem em Indiana Jones, e tampouco em Benjamim Button. Mas, apesar de ser uma mulher linda e ter um talento imensurável, acho que falta a ela pelomenos para mim, não possui aquele sex appeal que a n.° 5 da minha lista tem de sobra e empresta para quem quiser.

5. Juliane Moore

Nasceu em 3 de dezembro de 1960, Fayetteville, EUA.

Juliane Moore me fez perder a cabeça em Boogie Night, quase fez eu quebrar os meus dentes em Os desaparecidos na pele de Telly Paretta, e com extremo talento conduz com sua atuação um grande elenco em Ensaio sobre a cegueira. Sorte do cidadão que tem tudo aquilo em casa, ela não trabalha no sentido de ser a sexy, mas ela é mesmo sem querer, mas você até esquece que ela apareceu se chega no local, uma atriz de mesmo sobrenome que é A Mulher Mais Sexy do Cinema, na minha humilde opinião, que é a número 4 da minha lista.

4. Demi Moore

Nasceu em 11 de novembro de 1962, Roswell, Novo México, EUA.

Tal é o poder de Demi Moore sobre a minha pessoa que eu aturei Ghost, penso em comprar o DVD do “ótimo” Panteras 2, e sempre vejo Striptease no mute quando passa na tv por causa dela. Robert Redford ofereceu só 1 Milhão de Dólares, seu pobre. Eu ofereceria 1 Milhão por dia durante uma semana inteira, se tivesse esse cacife para tanto. A grande atuação de Demi Moore vai até de encontro com seu ponto forte que é a sexualidade, que é Até o limite da honra, para quem não lembra é aquele filme em que ela tem que provar que é mais macho que o Capitão Nascimento para mudar a visão em relação às mulheres no serviço militar. Eu postei a foto só de um close dos olhos para que hipnotizado com tal perfeição do lápis de Deus, dessa sósia de Eva, eu acabasse esquecendo tudo, não fazendo justiça ao 3.° lugar de minha lista.

3. Jodie Foster

Nasceu em 19 de novembro de 1962, Los Angeles, EUA.

Se eu gosto de cinema e o levo a sério, um dos fatores responsáveis para tanto é o filme Silêncio dos Inocentes. E o que seria de Silêncio dos Inocentes sem a presença de Jodie Foster? Sabe aquelas perguntas: “Fala sem pensar. Melhor Atriz? ” Respondo na hora Jodie Foster. Destaco aqui como um grande momento da Jodie Foster é a negociadora Madeline White de O Plano Perfeito. Eu falei muito de beleza e sensualidade, sobre as outras atrizes, eis que Jodie é a única que eu ficaria encabulado de olhar de frente. Não só pela beleza, mas por imprimir sempre em seu papeis a faceta de mulher forte, sempre deixando isso claro em todos os seus papeis. A única exceção a essa regra é a Annabelle Bransford da comédia Maverick. Se for avaliar os filmes em que ela atuou aqui a gente não para. Quem esquece da maneira que ela dança em Acusados? É uma atriz estupenda. No ano em que eu nasci ela já estava lá em Táxi Driver, Clássico Punk estrelado por Robert De Niro, fazendo o papel de uma prostituta de 12 anos chamada Íris. Mas, quando se trata de referencia hoje em dia de lembrança de uma atriz que começou cedo, e está aí firme forte e segue sua carreira como um trem bala, e você tem que se atualizar bem para acompanhar seu ritmo é a minha, toda minha, n.° 2.

2. Natalie Portman

Nasceu em 9 de junho de 1981, Israel, Jerusalém.

Dessa minha ótima lista, a despeito de Ellen Page ser a mais jovem de todas, a única atriz que eu posso dizer que vi seu primeiro filme no cinema é Natalie Portman. Ela não precisaria fazer mais nada na vida além de ter atuado como Matilda em O Profissional, para demonstrar que é uma das melhores atrizes apresentadas ao cinema desde do ano de 1994. Eu realmente não faço questão de ver todos os filmes em que ela atuou, mas além de O Profissional, V de Vingança é o que é independente de ser uma adaptação de quadrinhos, ou do Mascarado V, se há vida naquele filme é por puro mérito de Natalie Portman. Destaco a cena em que ela encara o cárcere e chora ao ler a carta de uma atriz aprisionada, e quando libertada, constata que realmente mudou. E nós vamos acompanhando essa mudança durante todo o longa, e Natalie apresentando um ótimo trabalho na pele de Evey. Por ser uma das atrizes mais apaixonadas e apaixonantes surgidas de 1994 para cá, o segundo lugar não só na minha lista, como de outros, de uma atriz essencial para o cinema atual. Há algo, no entanto, que Natalie não teve ainda o privilégio. De participar de um filme que tenha um significado mais do relevante para a história do cinema. Falo simplesmente do filme que até o dia de hoje tem a maior bilheteria de todos os tempos da história do cinema. E o primeiro lugar da minha lista teve essa sorte.

1.Kate Winslet

Nasceu em em 05 de outubro de 1975, Reading, Condado de Berkshire, Inglaterra.

Na minha opinião Titanic seria intragável sem a presença de Kate Winslet. Quem mais na face da Terra poderia encarnar Rose DeWitt Bukater. Não melhor, que importância teria para o cinema essa personagem se não fosse a entrega de Kate. E olha que fazer Billy Zane e Leonardo Di Caprio (naquele tempo) parecerem grande coisa foi uma missão hercúlea. A menina carrega o peso do Titanic nas costas sem o menor problema. Suas formas hoje um tanto franzinas para o meu gosto, na época eram estupendas mesmo que fartas. Corrijo o que digo, eram estupendas exatamente por serem fartas. Qualquer mulher poderia se imaginar sendo a Rose. Amor à primeira vista para geral. Dos seus trabalhos, vi pela metade “a viagem de ácido” Brilho eterno de uma mente sem lembranças, pois não o vi no cinema, e nem o aluguei, vi já chegando no final na televisão, e nutro uma curiosidade imensa por O amor não tira férias, pois infelizmente, quando fui no cinema de minha cidade com minha ex-namorada, o ar condicionado do local nos obrigou a sair do cinema, e até a parte em que eu vi tava Kate Winslet 10 x 1 Cameron Dias. Curiosamente começou em 1994 no cinema. Esse ano faturou finalmente o Oscar por O Leitor, e há muito a ser visto dela para ser garimpado por mim em locadoras.

Ou seja, tenho na minha lista, pelomenos umas cinco atrizes que surgiram nas telas nos anos 90, e estão aí até hoje trabalhando bem, contrariando quem diz que depois dos anos 80 não surgiu mais ninguém, se é que alguém diz isso.

Fonte de pesquisa: http://pt.wikipedia.org/

Agradecimento especial: A todas as atrizes que citei na minha lista. Obrigado.

E quais são as suas 10 atrizes Top? E porque não dizer também seus 10 atores favoritos?

Participe

QUEIROZ escreve também em:

http://escritosmalditos.blogspot.com/

http://movieyou.com.br/voce/


Super 8: Juno


Autor: Eubalena ~ 8 de abril de 2009. Categorias: Mona POP.

Eu sou o Queiroz, e estreiando aqui os textos Super 8, dedicados à 7.ª arte, falando do ganhador do melhor roteiro de 2008, e indicado ao Oscar de Melhor Atriz, o papel da vida de Ellen Page, Juno.

Confesso que quando vi o pôster do filme pela primeira vez achei de muito mau gosto. E achei que seguia a linha das comédias escatológicas como “Quem vai ficar com Mary?” e “O amor é cego”. Mas, não, logo lembrei que surgiu, um novo estilo de comédia, vide “Superbad”, comédia inovadora e que tem algo a dizer.

Olha, a coisa boa já começa por manter o título original, sem necessidade de subtítulos, e ainda bem que foi lançado depois de “Ligeiramente grávidos”. Já pensou se tivesse esse título? Que porcaria não ia ser.

A abertura do filme coberta com imagens sobrepostas com lápis de cor, dizem: “Lá vem coisa boa!!”. Os créditos muito bem apresentados, fazem você ler cada nome com curiosidade. E nessa você vê Juno MacGuff (Ellen Page), bebendo um pequeno tonel de suco de laranja, enquanto caminha para comprar mais um daqueles pacotes para comprovar sua gravidez.

Pois bem, uma garota de 16 anos, grávida de seu amigo travado, Paulie Bleeker (Michael Cera), um verdadeiro Charlie Brown (o do Snoopy), só que com mais sorte. Essa é a realidade de Juno, a menina com a língua mais afiada do mundo e um sarcasmo semelhante à de muitas meninas nerds que brindam nossos olhos com seus textos na Internet, que tem uma banda de rock e sabem dirigir. Mais apaixonante impossível. Qualquer um fica com vontade de adotar ela.

A pequena Juno não é fácil, pensa alto besteiras quando vê os jovens corredores, e nessa primeira parte do filme deveria ter uma restrição: “Proibido para Maiores de 18 anos”, pois todos os segredos deles (delas seria certo, mas falo da juventude em si) são revelados.

Pensa em aborto, é lógico, mas desiste tendo em vista uma interferência relâmpago de uma conhecida, o papo esquisito da recepcionista da clínica de aborto e todo o clima estranho daquele lugar. A reação seca e tranqüila do paizão Mac MacGuff (J.K. Simmons), talvez tirasse alguns pontos do filme por sua falta de verossimilhança, mas serve como uma ótima piada para quem está passando por isso, poder dizer aos pais “Viiiiiiiuuuuuuu!!!! Era assim que você deveria ter reagido”, e talvez uma boa forma de dizer à juventude para confiar nos seus pais, acho bem válido. Eu entendi, por isso não tiro pontos.

Continuando, Juno antes de dividir com seu pai e sua madrasta seu “problema”, recebeu a sugestão de sua amiga Leah (Olivia Thirlby), de procurar num anúncio de jornal pais adotivos, e Juno acaba indo conhecer os futuros pais adotivos junto com seu pai. É um momento muito importante no filme o encontro entre Juno e os futuros pais adotivos de sua criança. O sarcasmo da menina é 10, e é interessante o fato que quando exposto o gosto musical de Juno face ao de Mark (Jason Bateman), o futuro pai adotivo, vemos o mais velho que admira o rock dos anos 90 e a mais nova, olha só, que curte o dos anos 70, punk rock dos Stooges e Patti Smith. Por outro lado, Vanessa (Jennifer Garner), a futura mãe adotiva, rebate com excessivo controle sobre ele, sendo praticamente A mãe do cara. Ou seja, o filme reforça a velha crença popular: “Mulheres tem mais maturidade que os homens”, isso na postura de Vanessa, face ao seu marido adultescente, e a própria Juno que se desculpa com o Bleeker, pela transa, por que a idéia não foi dele.

O público feminino pode adorar o filme pela questão da maternidade, que é tratada com muito carinho, demonstrando tudo que uma grávida passa durante os meses de espera, outro atrativo será de as mulheres terem a voz ativa.

Todas as personagens femininas do filme demonstram personalidade e possuem o total respeito dos personagens masculinos.

Por outro lado, por os homens não demonstrarem uma postura de maturidade para com seus pares, talvez isso venha a resultar em longas discussões sobre como nós homens somos imaturos.

No entanto o que as mulheres podem aprender sobre nós, vendo esse filme que tomar decisões sozinhas, por melhor que seja, não fará bem ao casal, e isso poderá trazer uma consequencia como que a do Bleeker que gostaria de ser pai e acaba não sendo efetivamente, e a do Mark que ainda, não está preparado para a paternidade.

Curioso, porque são as mulheres que encaram a parte mais difícil, mas é excencial para o futuro da criança ter um pai que esteja lá presente, e feliz com a paternidade, isso é fundamental.

Queiroz

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