Porque fazer humor e podcast é uma arte

































Desenhos pra marmanjos


Autor: Mafalda ~ 19 de outubro de 2010. Categorias: Sofá da Mona.

Escrever a última coluna (A TV da minha infância), relembrando programas televisivos marcantes de meus verdes anos, acabou puxando um fio de um grande novelo de memórias, especialmente sobre os desenhos animados. Embora seja importante e gostoso lembrar o passado, acredito que podemos acompanhar as mudanças e compreender o que rola hoje em dia. Pelo menos experimentar e depois decidir se gosta ou não. Se você é mãe ou pai, é quase que forçado a este exercício. Mas mesmo se não for, nada te impede de manter sua criança e seu adolescente interior atualizados.
Com esse espírito, confesso que já me esforcei para tentar gostar de alguns desenhos orientais, mas realmente não rolou. Não tenho uma crítica técnica. Não é este o problema. Afinal quem curtia animações do naipe de Pepe Legal, não é muito exigente com detalhes técnicos. Roteiro? Posso responder do mesmo modo… Então, o que? Não sei. Talvez as tramas não sejam interessantes para mim? Não sei mesmo. Assim como você não sabe explicar porque se apaixona por uma pessoa e não pela outra. Mistérios do coração…
Aceitando tal mistério, portanto, trago hoje meu TOP 5 de desenhos/animações atuais. A maioria não é, de fato, voltada para o público infantil e sim para jovens e adultos. Se você não conhece algum, eu recomendo que experimente. Abra sua cabeça, esqueça um pouco suas referências do passado por um instante e assista. Talvez passe a curtir coisas novas como eu…

5. Fudêncio e seus amigos

Inspirado em um boneco de borracha, todo detonado e meio punk, batizado de Fudêncio e zoado por João Gordo em seus áureos tempos de MTV (programa Garganta e Torcicolo – 1997 e 1998), o desenho animado “Fudêncio e seus amigos” estreou na MTV em 2005. De lá pra cá, já se tivemos 6 temporadas com 145 episódios. Criação de Thiago Martins, Pavão e Flávia Boggio o desenho é a segunda empreitada recente de sucesso da MTV brasileira, que anteriormente produziu a Mega Liga de VJs Paladinos. A fórmula de Fudêncio e seus amigos é antiga: um turma de crianças que vai à escola e vive aventuras. Mas, com classificação etária de 16 anos, saiba que em Fudêncio o chumbo é grosso: o politicamente incorreto, a crítica ácida, um caminhão de referências à cultura pop e a estética crua dão o tom. A turma tem química e o perfil de cada personagem é bem definido, com direito a bordões antológicos (como o de Conrado, o personagem azarado que diz “Eu só me f*d* nesta merda!”).
Onde passa: MTV

4. American Dad

A exemplo dos Simpsons e de Family Guy, as histórias em American Dad giram em torno de um núcleo familiar (no caso a família Smith). Stan, o pai, é agente da CIA há cerca de 20 anos. Paranóico, estressado, fixado em terrorismo e patriota radical é um retrato e uma crítica das atividades do governo norte-americano, em especial ao governo Bush. Um adolescente nerd e uma garota liberal (para desgosto do pai), um extraterrestre refugiado e um peixe falante, fruto de um mal sucedido experimento da CIA, convivem sob o mesmo teto e aos cuidados da amorosa mãe Francine. O personagem Roger, o ET é responsável pelas cenas mais bizarras da série. Produção de 2005 está na 5ª temporada. Um de seus criadores é o autor de Family Guy, Seth Macfarlane. Classificação etária de 14 anos.
Onde passa: atualmente no FX. Já passou na Globo e na FOX. Tem versão legendada e dublada (com boa qualidade, aliás).

3. Cleveland Show

Cleveland Brown era o vizinho negro de Peter Griffin. Educado e gentil, é traído pela mulher (Loretta) de quem se separa. Com Cleveland Jr. decide então mudar-se para outra cidade, começar vida nova. No caminho reencontra um amor do passado e pronto: forma-se mais um núcleo familiar. Cleveland agregava todas piadas sobre racismo em Family Guy e em seu próprio show esta característica continua. Estereótipos, estigmas, preconceitos, feridas históricas, o branco ignorante (o chamado “white trash”) absolutamente tudo é piada. Nada deve ser levado a sério. Nem mesmo Obama escapa. Minha simpatia pelo desenho vem da longa convivência com seu protagonista ainda em Family Guy. Desprovido de muitos atributos, é surpreendente vê-lo como foco central de uma trama. Talvez seja justamente essa a sacada. Honestamente, não sei se uma pessoa que nunca assistiu Family Guy, teria o mesmo carinho com a produção, mas de repente vale a experiência. Em tempo, vale o aviso: a escatologia é marca registrada da série.

2. Pingüins de Madagascar

Não sou apreciadora de programas dublados (porque expressões idiomáticas se perdem), mas tenho que ressaltar que a versão dublada do desenho Os Pingüins de Madagascar é muito melhor que a versão original. Talvez seja metade da graça do desenho, sem exagero. Destaque especial para o lêmure Rei Julien (inicialmente dublado pelo Guilherme Briggs e depois por um ator/dublador cujo nome não descobri, mas que imita a dublagem de Briggs). Tropa de elite? Que nada! Para mim nada supera as ações táticas e estratégias “militares” de Capitão, Recruta, Rico e Kowalski – os pingüins residentes do zoológico de New York. Rei Julien e seu leal conselheiro Maurice e o mini-lêmure Mork (insuportavelmente fofo) completam o time de protagonistas do desenho. A série se passa após os eventos de Madagascar 2 , embora não seja necessário ter assistido aos filmes para seguir e gostar do desenho. Raramente eles saem dos limites do zoológico, mas os roteiros são tão bons, que não há mesmice. Prova de que uma animação não se sustenta só pelo trabalho de arte. Sem história boa, nada feito. Onde passa: Globo e Nickelodeon.

1. Family Guy (Uma família da pesada)

As críticas negativas da série dizem que uma criança de dez anos faria piadas melhores ou que Family Guy seria uma cópia dos Simpsons (que eu, aliás, adoro e que também poderia estar nessa lista). Uma ou outra voz acusa a série de mau gosto, especialmente pelo uso da escatologia. Não importa, eu vejo Family Guy como sua legião de fãs: uma excelente e corrosiva crítica ao típico americano médio e aos valores capengas da sociedade ocidental. O que os Simpsons insinuam, Family Guy escancara, disseca e desossa na sua frente, sem anestesia, sem aviso. Nenhum assunto parece ser tabu: pedofilia, religião, deficiência física ou mental, política, esportes, drogas, incesto… Basta pensar em algo polêmico, que isso pode aparecer na série em algum momento. A estrutura do núcleo familiar é a mesma, somando-se aqui um bebê (de sexualidade ambígua – ao menos por enquanto) e um cão. O que o bebê fala (com sotaque britânico bem afetado na versão original) não é entendido pelos adultos, salvo raras exceções. Ele tem uma relação de amor e ódio com a mãe, que por sua vez é a paixão de Brian (o cão), que também fala (e… fuma, bebe e… faz análise!). Essa dupla é responsável por tiradas ácidas e desconcertantes, que me fazem rir só de lembrá-las. Paródias musicais, cinematográficas e televisivas são freqüentes na série, assim como a participações de famosos que, inclusive, muitas vezes fazem questão de emprestarem a própria voz à sua versão caricata. Uma lição que aprendi vendo seriados se aplica aqui: quando uma série é sucesso ou vira cult, as celebridades se disponibilizam para participações especiais. Em Family Guy a lista conta com Lindsay Lohan, Jennifer Love Hewitt, James Woods entre outros.
Onde passa: FX


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PS: Escute também nossos PODCASTs sobre Hayao MiyasakieBate-papo sobre Animação.


Encontrando a Eubalena em seu habitat: o Mar!


Autor: Mafalda ~ 28 de julho de 2008. Categorias: Cantinho das Monas.

Voooooooooooltei!!! Das minhas micro-férias de 4 dias!

Com tosse e tudo me mandei pro Sul, e dei um pulinho em terras de Eubalena!

Conheci pessoalmente esta linda e brilhante figura do Monacast e amiga querida.

Tudo que vocês falam e pensam de bom dela é tudo verdade! E ela fala mesmo tudo de cara, do jeitinho que vocês a escutam no Monacast. Só que apesar de ser desbocada (rsrsrs), ela tem um jeito tímido e meigo de ser (estou usando as palavras do Falcão Azul, Euba).  Tem uma filhota linda e esperta.

Também fui em missão de tirar uma foto da Euba de pijamas na praia. Depois da Sessão Fotos de Camisolão na Praia tiramos uma foto “amigas na praia”. Mas para não estragar a surpresa das fotos das Monas de Pijamas, vou publicar a versão “Simpsons” da foto:

E olha só, a Euba mora numa espécie de ilha de Lost, até o “Pé” de um habitante antigo tinha lá:

Só falta agora a Phoebe tirar a foto dela. Alguém aí quer pagar uma passagem pra Natal? Prometo que vou feliz da vida e vou tirar ótimas fotos da Phoebe. hehehehehe

Beijos da Mafalda


Sofá da Mona: Terminator – The Sarah Connor Chronicles


Autor: Mafalda ~ 26 de janeiro de 2008. Categorias: Sofá da Mona.

Este é o primeiro artigo do Sofá da Mona, a seção sobre séries de TV do Monalisa de Pijamas. Vamos começar falando de uma série que não estreou ainda no Brasil, mas que está fazendo o maior sucesso nos EUA: Terminator – The Sarah Connor Chronicles.

A série é baseada no Exterminador do Futuro e se passa um ano após o término do segundo filme. A premissa é simples: vamos pegar uma franquia de sucesso no cinema e criar uma série para TV. Ultimamente o caminho inverso tem sido muito mais comum, com filmes baseado em séries: “A Feiticeira”, “Arquivo X”, “Os Simpsons” e outros ainda em produção, como “Speed Racer” e “Agente 86″. Me lembro de duas séries baseadas em filmes que tiveram resultados bem diferentes: “The Net” foi um fiasco e “Buffy – a Caça Vampiros” fez um bom sucesso, gerando até um spin-off, “Angel”.

sarahconnors.jpg
Sarah Connor em show de expressividade
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John Connor tenta salvar o elenco
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A robô sexy Cameron

Mas o Sarah Connor Chronicles deixa bastante a desejar. Não sei se o sucesso do episódio piloto foi por falta de opções, já que com a interminável greve dos roteiristas, há bem menos episódios inéditos para ver, ou se foi o imenso sucesso do filme que despertou a curiosidade sobre série (este foi o meu caso). Mas tudo pareceu muito amador. Os efeitos especiais são ruins, as atuações fracas e o roteiro deixa a desejar.

Sarah Connor é vivida pela atriz de bermudas (o que não significa que ela não use calças, e sim que nasceu numa ilha) Lena Headey. A par da falta de semelhança física com Linda Hamilton (a Sarah Connor original), sua atuação tem a expressividade e carisma de um terminator. O jovem John Connor, vivido por Thomas Dekker (o Zach da primeira temporada de Heroes), atua um pouco melhor, mas nada que salve o elenco.

No lugar de Schwarzenegger, a série traz a pequena Cameron (vivida por Summer Glau, de The 4400) como a terminator enviada para proteger John Connor dos terríveis robôs assassinos. Obviamente ela será o par romântico do mocinho da série, a começar por seu primeiro encontro com ele, cheio de olhares, mordidinhas no lábio e aquela carinha de “ai, você é um gato”. Estranhamente, logo após ela se revelar um robô, imediatamente ela deixa de lado sua meiguice e vira aquele ser sintético sem emoções. Só falta a voz metálica. O nome dela é uma óbvia homenagem a James Cameron, criador e diretor dos primeiros dois filmes. Alias, que falta ele faz nesta produção…

O piloto não deixa nenhum gancho para os próximos episódios, o que é bom, porque tira aquela necessidade de acompanhar a série mais de perto. Vou assistir aos próximos dois episódios que já saíram e, se a série não melhorar, Asta la vista, Baby!

Falcão Azul Falcão Azul escreve sobre séries no Monalisa de Pijamas





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