Porque fazer humor e podcast é uma arte

































A Beleza Está nos Olhos de Quem Vê


Autor: Eubalena ~ 6 de outubro de 2010. Categorias: Cantinho das Monas.

Essa é a maior desculpa para quem casa com gente feia, mas é a mais pura verdade.

Algumas pessoas são lindas e todos concordam. Sofia Loren, por exemplo. Alguém não consegue achar aquela mulher bonita? Já a maioria dos mortais não dotados de beleza, tem de passar pelo conceito de belo que cada um aprendeu a ter.

Sim, na minha opinião, achar algo ou alguém belo vem muito do meio em que vivemos ou das informações que recebemos.  Quando conto que sou de Santa Catarina, sinto um olhar de decepção nas pessoas. Eu não sou loira, não sou alta e não tenho olhos claros (Credo, que baranga, não?) e a grande maioria das pessoas tem em sua mente, graças as informações que recebeu, um estado catarinense habitado somente por clones de Vera Fisher (quando ainda era bonita).

Todo mundo tem aquele amigo ou parente que de tão feio, mas tão feio, chega a ser até engraçadinho. E isso acontece porque a gente se acostuma com a feiúra. Começamos a achar que aquele olhar, até outrora meio de esguelha, realmente combina com aquele nariz meio equino. E conseguimos não ver a falta de harmonia naquela face.

Agora estão apostando pesado (desculpem-me pelo trocadilho) nas modelos plus size (mesmo que, sejamos realistas, a gente sabe que naquelas fotos o photoshop faz a festa. Ninguém, com o tamanho de algumas delas, tem uma pele lisinha sem celulite ou estrias e sem as tradicionais dobras, ou seja: as gordas normais, continuam passando vontade do mesmo jeito!). Eu acho que já tinha passado da hora de acontecer isso. Era cansativo ver moda sendo feita só para gente magra, e não magra normal, magra no estilo esquelético da maioria das modelos de passarela.  O trabalho das modelos plus size está dando uma nova informação sobre o belo e, com certeza, pode ajudar a mudar o conceito sobre corpos bonitos.

Eu, Eubalena, 36 anos, penso que beleza é aquilo que acalanta os olhos, que é bom de ver.

Tem coisa mais feia que um bebê recém-nascido? Aquela cara toda enrrugadinha, aqueles pés minúsculos, aquela boca banguela? Mas alguma mãe ou pai consegue achar o filho feio? Não! A minha era a cara de joelho mais linda que eu já vi na vida.  E meus olhos pediam para vê-la o tempo todo. Era um carinho que eles recebiam ao olhar cada bocejo que ela dava nas suas primeiras horas de vida. Hoje ela continua linda, mas porque é a minha cara!

Então, não fique desesperado (a), caro (a) leitor (a)!  Ser belo não é o mais importante. O importante é achar alguém que cresceu no meio certo e recebeu as informações corretas para poder enxergar a beleza mesmo onde ela está mais escondida.

Há sempre uma tampa de vidro temperado, mesmo para aquela panela de alumínio fino comprada numa loja de R$1,99

Euba


A papete da discórdia


Autor: Phoebe ~ 5 de janeiro de 2009. Categorias: Cantinho das Monas.


Em um tempo não muito distante, meu marido costumava usar sapatos do tipo mocassim sempre que vestia suas bermudas. Prático, bonito, simples assim.

Há alguns anos, no entanto, tudo mudou: em uma data especial, que não recordo agora (aniversário? Natal?), minhas cunhadas deram um presente coletivo para o irmão. Era um sapato meio estranho, com umas tiras por cima, uma coisa que nem sei descrever. Foi desamor à primeira vista: não gostei! Para ser mais sincera ainda, detestei! Só que, como a mulher boazinha e sentimental que sou, nunca falei nada, já que era um presente dado pelas irmãs, praticamente um símbolo de amor fraternal.

Do dia para a noite, os mocassins foram abandonados e, para desgosto desta que vos escreve, o tal sapato esquisitóide não saía dos pés do meu marido. De tanto que foi usado, o bicho se desmilinguiu todo! Como alegria de pobre dura pouco, nas semanas seguintes veio o aniversário do marido e… “Ohhhh, que lindo, um sapato igualzinho àquele que se acabou”! J-U-R-O!

Nesse meio tempo, em uma das comunidades do Orkut de que faço parte, uma moça veio relatar a sua preocupação com o novo namorado da melhor amiga, que apesar de já ser bem grandinho (“passadinho”, pra ser mais exata), era metido à pagodeiro, para lá de espaçoso, tratava a namorada mal, não tinha emprego e usava PAPETES. De todas as características negativas do cara, essa última foi a que mais chocou as demais amigas. “Papeeeeete? Que horror!!! Que tipo de homem usa papete?”. Como eu não entendo bulhufas de tipos de sapatos, lá fui eu ao Google para ver se descobria o que era essa tal de papete. E olha lá a foto do sapato do meu marido!

Depois dessa, tomei coragem e, um belo dia, estufei o peito e disse de uma só vez: “Desculpa, mas não gosto disso aí”! “Isso o quê?”. “Essa papete feiosa que você ganhou!”. Como ele não também não fazia nem idéia do que era papete, só entendeu o recado porque eu estava com o dedo indicador apontando para os seus pés.

Convenci-o de que é o tipo de sapato que só pode ser usado se você tem, no máximo, 3 anos de idade, e ele voltou a usar seus mocassins. Para reforçar o novo hábito, aproveitei e comprei um mocassim novinho para presenteá-lo agora no Natal.

E fomos felizes para sempre? Mais ou menos!

Na véspera de Natal, recebo o telefonema de uma das suas irmãs. “Quanto ele calça mesmo? Estou aqui na sapataria vendo aquele calçado que ele gosta. Sabe qual é? Aqueeeele, que a gente costuma dar para ele”! Gelei! “Sei sim, sei exatamente qual” (e como sei!), “mas olha, sinceramente, aquele que vocês deram no aniversário dele ainda está novinho, acho que não precisa comprar outro”!

Difícil vai ser controlar a crise de riso caso o marido volte a ser presenteado com tão gracioso sapatinho!

Beijos da Phoebe





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