Porque fazer humor e podcast é uma arte

































A papete da discórdia


Autor: Phoebe ~ 5 de janeiro de 2009. Categorias: Cantinho das Monas.


Em um tempo não muito distante, meu marido costumava usar sapatos do tipo mocassim sempre que vestia suas bermudas. Prático, bonito, simples assim.

Há alguns anos, no entanto, tudo mudou: em uma data especial, que não recordo agora (aniversário? Natal?), minhas cunhadas deram um presente coletivo para o irmão. Era um sapato meio estranho, com umas tiras por cima, uma coisa que nem sei descrever. Foi desamor à primeira vista: não gostei! Para ser mais sincera ainda, detestei! Só que, como a mulher boazinha e sentimental que sou, nunca falei nada, já que era um presente dado pelas irmãs, praticamente um símbolo de amor fraternal.

Do dia para a noite, os mocassins foram abandonados e, para desgosto desta que vos escreve, o tal sapato esquisitóide não saía dos pés do meu marido. De tanto que foi usado, o bicho se desmilinguiu todo! Como alegria de pobre dura pouco, nas semanas seguintes veio o aniversário do marido e… “Ohhhh, que lindo, um sapato igualzinho àquele que se acabou”! J-U-R-O!

Nesse meio tempo, em uma das comunidades do Orkut de que faço parte, uma moça veio relatar a sua preocupação com o novo namorado da melhor amiga, que apesar de já ser bem grandinho (“passadinho”, pra ser mais exata), era metido à pagodeiro, para lá de espaçoso, tratava a namorada mal, não tinha emprego e usava PAPETES. De todas as características negativas do cara, essa última foi a que mais chocou as demais amigas. “Papeeeeete? Que horror!!! Que tipo de homem usa papete?”. Como eu não entendo bulhufas de tipos de sapatos, lá fui eu ao Google para ver se descobria o que era essa tal de papete. E olha lá a foto do sapato do meu marido!

Depois dessa, tomei coragem e, um belo dia, estufei o peito e disse de uma só vez: “Desculpa, mas não gosto disso aí”! “Isso o quê?”. “Essa papete feiosa que você ganhou!”. Como ele não também não fazia nem idéia do que era papete, só entendeu o recado porque eu estava com o dedo indicador apontando para os seus pés.

Convenci-o de que é o tipo de sapato que só pode ser usado se você tem, no máximo, 3 anos de idade, e ele voltou a usar seus mocassins. Para reforçar o novo hábito, aproveitei e comprei um mocassim novinho para presenteá-lo agora no Natal.

E fomos felizes para sempre? Mais ou menos!

Na véspera de Natal, recebo o telefonema de uma das suas irmãs. “Quanto ele calça mesmo? Estou aqui na sapataria vendo aquele calçado que ele gosta. Sabe qual é? Aqueeeele, que a gente costuma dar para ele”! Gelei! “Sei sim, sei exatamente qual” (e como sei!), “mas olha, sinceramente, aquele que vocês deram no aniversário dele ainda está novinho, acho que não precisa comprar outro”!

Difícil vai ser controlar a crise de riso caso o marido volte a ser presenteado com tão gracioso sapatinho!

Beijos da Phoebe





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