Porque fazer humor e podcast é uma arte

































“O que é a beleza?” – Concursos de beleza em revista


Autor: Mafalda ~ 6 de outubro de 2010. Categorias: Mona POP, Sofá da Mona.

Já se perguntou o que é a beleza? Você seria capaz de definir o que há nas pessoas que você classifica como bonitas? Há algum elemento comum em todas elas? Se já pensou um pouco e não conseguiu, não se preocupe… Nem Platão, nem Aristóteles foram capazes de chegar a uma conclusão!
Mesmo sendo uma qualidade tão abstrata, tão relativa, a beleza era fundamental para o poeta e uma característica desejada pela maioria das pessoas (Aliás, cá pra nós: a beleza era última coisa fundamental para as mulheres que se envolveram com esse poeta, porque ele era não era nenhum Brad Pitty…)
E aí chegamos numa outra particularidade da espécie humana: a mania de fazer concurso para tudo. Não basta ser uma moça bonita, tem que ganhar o concurso de modelo ou miss ou ser a top número 1. Tem que ser a mais bonita do universo. Por que? Pra que? Se o mercado da busca pela beleza consegue movimentar bilhões pelo mundo, essa deve ser uma questão essencial em nossas mentes. E talvez por esse motivo, tantas pessoas no mundo tenham a beleza estética como sinônimo de felicidade, poder e chave para o sucesso.
Pensando um pouco sobre concursos de beleza e o valor que atribuímos a este aspecto tão volátil, aqui vai uma breve lista de filme/série/desenho com várias abordagens sobre a insana disputa (se você lembrar de mais algum título, indique nos comentários).

PARA NÃO PENSAR
Quer coisa mais relaxante que um filme totalmente descartável, que te faz dar umas risadas e pronto?! Nesta categoria, indico Miss Simpatia (2000) com a Sandra Bullock. Em minha opinião de especialista em filmes tipo “sessão da tarde”, Miss Simpatia 1 é melhor que o 2 (Miss Simpatia 2- Armada e Poderosa, 2005). Mas, se a idéia for só ter uma desculpa para comer pipoca e se dissociar da realidade cruel do mundo lá fora, vá em frente e encare os dois títulos numa mini-maratona. Nos dois filmes, Sandra Bullock interpreta Gracie Hart, agente do FBI. Para investigar um atentado terrorista, ela se infiltra como candidata a miss no primeiro título. Na seqüência, a agente vira uma espécie de celebridade, o que inviabiliza continuar seu trabalho sob disfarce e acaba se tornando um tipo de embaixadora do FBI na mídia. Todavia, quando seus amigos são seqüestrados em Las Vegas, a agente entra novamente em ação.

PARA QUEM GOSTA DE DESENHO ANIMADO (como eu)
Temos um da Turma da Mônica, bem engraçadinho. Cebolinha e Cascão resolvem promover um concurso de beleza entre as garotas do bairro (mais um “plano infalível” – como sempre). Quando assisti, pensei o quanto esta questão da beleza virou uma preocupação tão cedo na vida. Pobres criancinhas… pobres meninas, já envolvidas em disputas e rivalidades desde o berço!

PARA PENSAR UM POUCO
Falando em desenho animado, Os Simpsons também tocaram no assunto dos concursos de beleza no episódio Lisa, a Rainha da Beleza. Homer inscreve Lisa em um concurso de beleza para meninas de 7 a 9 anos (Little Miss Springfield – em uma paródia ao último filme desta lista) patrocinado por uma marca de cigarros (sim, super politicamente incorreto). Apesar da crise por não se julgar bonita, Lisa resolve participar para agradar ao pai e mergulha num universo perverso e maluco em que vale tudo para ser a menina mais bonita e talentosa da cidade. Uma crítica debochada aos concursos mirins que são uma verdadeira febre nos EUA e ao marketing sem escrúpulos da indústria do cigarro (e outros produtos) que buscam captar novos consumidores. Bart está particularmente engraçado no episódio, ajudando no treinamento da irmã. Referências mil como sempre.

O final do ensino médio nos EUA (o famoso high school) é uma verdadeira prova de fogo para qualquer adolescente fora dos padrão estético imposto pela sociedade. No filme Uma Rainha Diferente (Queen Sized, 2008), Maggie (Nikki Blonsky de Hairspray- o filme) é uma garota obesa e com poucos amigos, constantemente zoada pela turma dos “populares” da escola. Em uma brincadeira maldosa, essa turma a elege Rainha do Baile. Maggie, no entanto, resolve levar a coisa a sério e adiante. Produção para adolescentes feita para TV, que busca levantar algumas questões para reflexão, como a aceitação do diferente, o rígido padrão de beleza imposto e a ilusão que a vaidade alimenta. Embora não se deva esperar interpretações primorosas, a transformação de comportamento da protagonista durante a trama é interessante.

PARA PENSAR (E RIR) MUITO
Pequena Miss Sunshine (dos diretores Jonathan Dayton e Valerie Faris – 2006) foi aclamado no festival Sundance, Meca do cinema independente. Não à toa. Atuações impecáveis e roteiro inteligente. O filme mostra a jornada de uma família norte-americana para levar sua caçulinha a um concurso de beleza infantil (Little Miss Sunshine). A candidata em questão, só é chamada porque a vencedora legítima teve problemas com remédios emagrecedores. Sim, aos 7 anos de idade. Ironicamente, sua sucessora usa grandes óculos, é meio gordinha, ligeiramente desajeitada e tem como “coreógrafo” o avô, que resolveu aproveitar a terceira idade com mulheres e drogas. Juntam-se aos dois um pai que batalha para vencer no mercado da auto-ajuda e motivação, apesar de não ser um exemplo de sucesso, um tio homossexual que tentou o suicídio recentemente, um garoto adolescente em pleno voto de silêncio e uma mãe, à beira de um ataque de nervos, tentando conciliar e unir todos os membros de seu clã. Para conduzi-los na longa viagem ao concurso, uma Kombi velha. As personagens da trama têm algo em comum: a falha, o fracasso em algum objetivo. Estão fora do padrão hegemônico vendido pelo sonho americano, fruto da ditadura do sucesso e da perfeição estética. Não por acaso, encerro essa breve lista com Pequena Miss Sunshine. Sua abordagem sobre o concurso de beleza mirim, diz muito sobre a gênese de seus análogos adultos. É fácil prever (e lamentar) a trajetória de suas vencedoras (?!) e a desesperadora projeção de seus pais “incentivadores”, competidores predadores da infância de seus filhos. Por esse motivo é delicioso curtir a apresentação de nossa candidata fora do padrão, a reação dos presentes e de sua própria família (hilária e comovente). Meninas preparadas e transformadas para tais concursos absorvem a mensagem de que, sendo quem são naturalmente, nunca terão sucesso e não serão “felizes”. Pequena Miss Sunshine expõe o patético de uma sociedade pequeno-burguesa obcecada pelas aparências e pelo conceito materialista e raso de sucesso, que aplaude sorrisos protéticos e apliques de cabelo sintético em crianças erotizadas transformadas em objetos. Mostra uma sociedade em que o vencedor não questiona. Apenas almeja e celebra a alegria burra e superficial fruto da regressão, alienação e idiotização. Seu objetivo é sempre ter o “gramado” melhor que o do vizinho (ou a filha mais “perfeita”, pelo menos aparentemente…).


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Selo peixe Grande 2010


Vamos brincar de ler?


Autor: luizcarlosdacosta ~ 26 de agosto de 2009. Categorias: Mona em Família.

Hoje o post é exclusivamente uma dica para pais de crianças que tem entre 4 a 6 anos e estão começando a ler:O GIBI! Que delícia, penso eu nesse exato momento! Sinto uma nostalgia do tempo que lia, juntava e colecionava os meus gibis que meu pai trouxe com carinho várias e várias vezes.

Eles DEVEM ser utilizados como recurso pedagógico, pois estimulam o aprendizado e fazem a alegria das crianças.

Por várias vezes, na época quando minha filha começou a descobrir as letras, eu parava e pensava em como ajudar ela a aprender a ler e escrever sem fazer qualquer coisa maçante. Juro que até comprei livro de caligrafia para ela. Mas foi em vão. Enquanto era novidade, ela tentou, achou interessate, mas quando percebeu que entrou na repetição, desistiu na hora.

Mas o Gibi, tem um poder mágico! Ele alivia as atividades didáticas em sala da aula com o prazer de ler, a ludicidade, a criatividade e claro, o aprendizado.

Não havia parado para pensar nisso antes, mas já reparou que o Gibi ensina até a criança que deve haver um tempo para cada personagem falar, conceituando o diálogo?

Quando eu tinha a idade da minha filha, eu nem sabia o que era a letra A. Ela, para orgulho do paizão coruja aqui, já sabe ler com a maior fluência. E claro, enrosca nas palavras desconhecidas, mas nada demais.

Até agora, eu só assinei para ela a revista da turma da Mônica. Mas me lembro das revistinhas do Pato Donald & CIA e também do Recruta Zero.

E você, quais gibis vocês se lembram e quais atuais sugerem para crianças de 4 a 6 anos?

P.S.: o Maurício de Sousa tem Twitter: www.twitter.com/mauriciodesousa Quem seguir ele irá com o tempo, perceber que, existem vários roteristas que trabalham com gibi no twitter também. E não deixem de visitar o site da turma da Mônica, que tem várias histórinhas on-line para matar a saudade de ler um Gibi.


Maurício de Sousa 50 anos de carreira


Autor: Mafalda ~ 10 de agosto de 2009. Categorias: Cantinho das Monas.

Não há ninguém que tenha passado a infância, aqui no Brasil, sem ler um gibi da Turma da Mônica.

E desde bem pequena, eu já via as revistas do Mauricio de Sousa e da Disney (Clássicas).

Torci o nariz com algumas mudanças nas expressões dos personagens, e no estilo do desenho, lá pelos anos 90. Mas eu já era adulta. Fiquei horrorizada quando os personagens começaram a fazer caras e bocas estilo mangá, tipo:  mandaram embora a caracterização dos personagens!? Mas mais uma vez, isso não tem importância para o público leitor das revistinhas da Turma da Mônica. Com certeza, muitas crianças continuam apreciando as historinhas, entre elas: minhas duas filhas!

Como desenhista, minhas influências foram o que eu consumia, o que eu via, e eram os maravilhosos personagens da Turma da Mônica, nos traços dos anos 70- 80, também muito Disney e um pouco dos Animes: A princesa e o Cavaleiro, etc.

Perguntavam, quando me viam desenhar, se não iria trabalhar ou mostrar meus desenhos pro Mauricio de Sousa. Eu dava de ombros, do tipo: como que vou mostrar meus desenhos para o Mauricio de Sousa?

E não é que acabei parando lá, por uma oportunidade da vida? E na área que eu realmente sempre gostei: animação!

Havia o andar dos quadrinhos e o andar da animação. Porém, estávamos em uma época recessiva e não havia muita produção. Fui contratada, junto com mais 2 pessoas, para trabalhar no que seria o filme “Cine-Gibi”, mas que acabou não saindo na época, e mais ou menos 1 ano depois da contratação a Black and White – responsável pela parte de animação da Mauricio de Sousa, foi fechada.

Fazer animação no Brasil sempre foi uma tarefa heróica, e muito dificil! Mauricio de Sousa sabe bem disso! Agora, com os  computadores e programas estilo flash, está mais acessivel. Mas ainda assim, fazer uma série animada ou mesmo um longa metragem, não é tão fácil!

Em 1 ano que estive lá, vi poucas vezes o Mauricio. Somente aparecia quando tinha alguma visita especial  para mostrar a empresa. Uma vez, peguei o elevador junto com ele. Fiquei pensando se falava alguma coisa, mas ele estava com aquele ar sério de chefe, diferente de quando aparece sorridente na tv, e fiquei intimidada. hehe. Ia falar o que: “Oie, eu trabalho pra você!”?? ohohohoh

Meu setor era chefiado pelo marido da Mônica.  A filhinha da Mônica, na época, era uma criança. Devia ter por volta de uns 9 anos, talvez….
Hoje é adulta, e acho que até já tem uma filha ou filho e a Mônica é vovó. :)

O Parque da Mônica estava inaugurando no Shopping Eldorado e os funcionários ganharam convites.

Trabalhar na Mauricio de Sousa, no caso a “extinta Black and White” – que respondia pelas animações, foi uma experiência incrível para mim, uma honra! Pois Maurício de Souza é único no Brasil!

Parabéns Maurício de Sousa pelos 50 anos de carreira e por estes 50 anos de alegrias, diversão, cultura e sonhos que deu às crianças e que continua proporcionando!!

Mafalda

E para ver a exposição em comemoração dos 50 anos de carreira do Maurício de Sousa, visite o MuBE – São Paulo
Terça a Domingo das 10H às 19H
De 18 de julho a 18 de agosto 09.

Monacast 54 – Bate-Papo sobre Animação


Autor: Mafalda ~ 19 de fevereiro de 2009. Categorias: podcasts.

Mafalda e Eubalena trazem a segunda parte do Bate-Papo sobre Animação, que começou falando dos Concorrentes ao Oscar 2009, no monacast 53. Participam desta conversa os convidados anteriores:  o ilustrador e animador Kanton e César Freitas, apresentador do HQ & Cia.

Dê um presente para alguém ou para você mesmo:


Kung Fu Panda – Duplo. Com frete Grátis

Curtas da Pixar/Promoção: de R$116,90 por R$29,90

Quer comentar este podcast? Envie um e-mail para monacast@monalisadepijamas.com.br.

Beijos da Mafalda


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