Porque fazer humor e podcast é uma arte

































Um turista idiota


Autor: Mafalda ~ 31 de maio de 2011. Categorias: Sofá da Mona.


Karl (na frente) com os produtores Stephan Merchant e Ricky Gervais

Sabe aquele comentário politicamente incorreto e sarcástico que só temos liberdade de fazer, sei lá, com nosso(a) irmão(ã) ou melhor amigo(a)? Sim, todos carregamos em distintas doses esse humor sombrio. Mas, vivemos em sociedade, convivemos com todo tipo de gente e para o jogo social rolar, é necessário mentir. Então, jamais confie nessas pessoas que batem no peito e declaram que não mentem. Já estão mentindo e sequer percebem. O filósofo dos tempos pós-modernos, Dr. House, já sentenciou: “Everybody lies”.

A mentira e suas circunstâncias, a necessidade (?) da mentira nas relações e questionar a vilania ou santidade da mentira me remeteu a dois trabalhos do ator, comediante, roteirista, diretor e produtor de TV britânico Ricky Gervais (pra quem não sabe, ele era chefe mais boçal ever da versão original do seriado The Office, atualmente interpretado por Steve Carell).

Nos canais de filmes da TV a cabo, assisti ao interessante filme protagonizado pelo ator, que se passado num mundo em que ninguém mentia. Não vou me estender. Não deixe de assistir, vale muito a pena e te faz pensar um pouco (O primeiro mentiroso, 2009 – uma comédia deliciosa, com direção do próprio Ricky).

É produção desse mesmo ator em parceria com Stephan Merchant, a impagável série “Um turista idiota”, no ar no GNT. A ligação com o filme é que o turista em questão parece ter saído daquela sociedade fictícia. A idéia não é original, mas a personalidade de Karl Pilkington segura a atenção e garante diversão. Para mim, ele é um híbrido de George Constanza e Homer Simpson. Interessante notar que todos nós nos identificamos mesmo com as colocações mais idiotas, preconceituosas e toscas dele. Porque as trazemos em nós. Porque temos amigos que nos fazem rir falando as mesmas coisas. Porque o sarcasmo é uma iguaria para paladares acima do bem e do mal.

Um detalhe importante: a rota da série segue as 7 Maravilhas do Mundo (vai, tenta aí de cabeça dizer quais são…rs). Assim, ele virá ao Rio (mal posso esperar para ver este episódio!). Ao ver pela primeira vez na vida (sim, ele é super ignorante) a foto do Cristo Redentor, olhou, olhou, fez um muchocho e deu sua primeira impressão: “Parece um poste”. Apesar dessas e outras, não há agressividade no turista. Ele carrega consigo um sentimento comum, especialmente em moradores de países ricos: a certeza de que sua forma de sociedade e modo de vida é o único certo no planeta (de terça a sexta no GNT, 23:15).


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Conhece a Fernandona?


Autor: Mafalda ~ 14 de dezembro de 2010. Categorias: Sofá da Mona.

Você conhece a Fernandona? Não?! Então está perdendo uma das personagens mais engraçadas da TV brasileira nesse ano. Fernandona virou quase uma febre graças a MTV. E há bons motivos pra isso.

Não é de hoje que a MTV aposta em novos talentos, experimentando também outros formatos menos usuais na TV brasileira. Compreensível. A MTV não tem o alcance de muitos canais abertos e tem um público predominantemente jovem e geralmente aberto ao novo. Ao mesmo tempo, o público jovem está sempre em busca de novidade e a criação constante acaba sendo obrigatória para prender a atenção desse telespectador.

Nesse ano, os programas Comédia MTV e 5ª Categoria foram os responsáveis por muitas de minhas risadas… Não são estréias recentes. Sequer são inéditos em seu formato. Não importa. Esse não é o trunfo dessas atrações. A sacada de ambos é o elenco talentoso e bem preparado tecnicamente, com vivência no improviso e com boa galeria personagens. Nada de risadas gravadas ao fundo (naquela vibe Zorra Total), nada de grandes efeitos especiais. A graça nasce da interpretação e do bom texto. No politicamente incorreto na dose certa, no deboche de si próprio, na metalinguagem.

Quem passou a adolescência vendo TV Pirata e produções nosenses dos anos 80, logo reconhece as referências. Some-se a isso a habilidade musical de Marcelo Adnet, criando sucessos como “O lado bom de ser gay”, “Gaiola das cabeçudas” e “Chupeta é compromisso” (do grupo fictício Conexão Playground – imperdível).

Dani Calabresa e Talita Werneck são as figuras femininas do elenco. São tão talentosas e versáteis que bastam. Imitações impagáveis e personagens memoráveis como Fernandona (eu rio sozinha só de lembrar de algumas cenas delas). Muito bom ver atrizes fazendo humor, deslocando-se de papéis e personagens “clichês” e criando esse humor debochado e voltado para todos (não apenas mulheres).
Se você precisa relaxar e ainda não conhece, aí está a dica! E para quem ainda não teve o prazer de conhecer, aqui está um pequeno vídeo da Fernandona.


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Ponto Gê: Coisas mais chatas do mundo – 1ª parte


Autor: Eubalena ~ 27 de maio de 2010. Categorias: Ponto Gê.

Tem coisa que nasceu ou foi criada pra ser chata.

Excluindo aquela sua prima, já que todo mundo, sem exceção, tem uma prima chata, tem coisa que só faz irritar a gente, coisa que tira do sério até o mais calmo e paciente ser do universo. Coisa que irritaria até Dalai Lama.

Estou falando hoje, dela, uma das coisas que mais me irrita no mundo: a FILA.

No banco, no supermercado, na entrada de uma festa, para ir no banheiro, para pagar uma conta na farmácia, para provar uma roupa na Marisa, para se vacinar, para fazer um documento,  seja qual for a situação, uma fila é capaz de acabar com humor até do Sergio Malandro, se aquilo é humor…

Nossa! Agora me veio na cabeça pegar uma fila com o Sérgio Malandro… acho que cometeria um crime.

Uma vez li que quem inventou a fila foram as formigas, desde então mato todas que vejo, sem piedade.

Um belo sábado de sol, daqueles que você entende porque o corpo humano é formado basicamente de água, minha irmã e minha sobrinha foram ao mercado. Era perto do meio dia, para variar minha mãe tinha se esquecido de comprar algo indispensável para o almoço, chegando lá, aquela triste constatação: supermercado lotado. Mas fazer o que?!

Depois de pegar o tal produto, ambas encaminharam-se para a fila. Depois de esperar uma mulher que fazia as compras do mês, elas deram um passo em direção ao tão esperado caixa. Foi quando uma senhora de meia idade colocou seu carrinho de comprar cheio na frente delas. Indignada minha irmã disse: A senhora estava na fila?

Gentilmente a *¨*%&¨%$ respondeu: – Minha lata de milho estava guardando meu lugar.

Ao olhar para o chão, na frente do caixa, estava lá, esquecida, aquela desgraçada daquela lata de milho. Sem conseguir argumentar ou até mesmo respirar, as duas, minha irmã e minha sobrinha, observaram incrédulas a senhora passar suas compras. Acredite se quiser.

Sei que posso compartilhar minha indignação com todos vocês nesse momento. Não é de se morder de raiva?

Desde então aprendi uma importante lição: no amor e na fila vale tudo.

Diante disto quero fazer uma confissão: quando o assunto é fila, sofro de um sério mal, a Bipolaridade.

Quando sou obrigada a pegar uma fila, ninguém, nem a alma mais pura, nem o mais poderoso dos seres, me fará aceitar que entrem na minha frente. Não adianta vir com aquele migué, (mentira, golpe), de que só quer tirar uma dúvida, ou só vai usar o espelho, ou que seu milho está na frente da minha lata de ervilha, nada, nem seu braço caindo fará abrir uma exceção para você.

Agora não se iluda com meu perfil ético nesse caso, porque admito aqui, se eu tiver oportunidade eu passo na sua frente. E se você conseguir me convencer ou me distrair ao ponto de passar na minha, parabéns, não fique com remorso, siga adiante.

Sim, assim como qualquer pessoa eu uso meu pai para pagar minhas contas, só não uso meus avós porque não os tenho mais aqui. Sim, eu finjo que só vou me olhar no espelho ou que estou passando mal. Já cheguei até, em uma fila de show, ir até La na frente e entrar na maior cara de pau.

Podem me criticar, mas eu duvido e não tente me convencer do contrário, que se você tiver uma oportunidade também não faz.

Olha, eu ajudo um deficiente visual a atravessar a rua, me levanto para alguém de mais idade sentar. Meu problema é só com fila.

Tem gente roubando o seu dinheiro nesse exato momento e você não indignado porque as vezes trapaceio na fila.

Não culpe a mim, culpe as formigas. Fila é uma das coisas mais chata do mundo.

Beijos





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