Porque fazer humor e podcast é uma arte

































A Possuída (de clichês)


Autor: Mafalda ~ 22 de maio de 2012. Categorias: Sofá da Mona.

Chamo de “confortáveis” alguns filmes que seguem uma fórmula conhecida, com todos os clichês do mundo, porém bem feitinhos na medida do possível. A Possuída (Telecine Premium)  – The New Daughter,  (2009) – é um filme de terror nestes moldes. Poderia ser visto até como um catálogo, um pour porrie do simbolismo e das histórias mais conhecidas no gênero.

Temos de tudo um pouco: garota possuída por um espírito atormentado, túmulo indígena, bonequinho vudú modelo indígena, alçapão, escuridão, cientista, babás e um pai assustado, um casa com uma “história” bizarra no passado… A lista é imensa. E não importa. É um filme confortável.

Se um dia nossa querida Euba quiser se arriscar a um filme de terror (sem fechar os olhos), seria um bom começo. Além do mais, devemos admitir que o senhor Kevin Costner frequentou a Academia Paul Newman de envelhecimento. Está de parabéns, um charme! Roteiro, diálogos, música… tudo bem normalzinho e previsível. Filme para TV, mas tudo bem porque às vezes é o que queremos. Não ter que pensar muito, não ter que se assustar muito. Então é isso: A possuída é terror em tom pastel.

O outro modo de assistir A possuída é encarar como uma visão surrealista e simbólica sobre a adolescência e o conflito entre pais e filhos nesse período. A escuridão em que penetra o jovem é a mesma em que se encontra o pai e a mãe no lidar com este adulto em formação. E muitas vezes somos mesmo tomados, possuídos de sentimentos, desejos, medos, euforia, tristeza… Pobres pais, nem o Google dá conta de suas dúvidas.


Mona Cine: 500 dias com Ela


Autor: Mafalda ~ 26 de agosto de 2010. Categorias: MonaCine.

Em uma primeira análise, 500 Dias Com Ela seria apenas outra comédia romântica, com todos os clichês do gênero: rapaz conhece mocinha, mocinha não acredita no amor, as coisas vão bem e, de repente, desandam.

Mas 500 Dias consegue muito mais que isso. Para começar, ao contar a história de maneira não linear, em formatos de pequenos clipes, o diretor Marc Webb já dá ao filme um formato muito mais interessante. Antes de cada trecho, a legenda informa qual é o “dia” do relacionamento a que ele se refere, e essas idas e vindas do roteiro vão montando um mosaico dos personagens, além de mostrar o que deu certo e errado na relação de Summer e Tom.

O diretor, que veio do mundo dos videoclipes e dirige seu primeiro longa, consegue dar muita agilidade à trama, cada pequeno corte tem seu interesse e consegue nos deixar curiosos para saber mais sobre a história. O ponto alto, para mim, é uma cena em que a tela é dividida em “expectativa” e “realidade”, onde acompanhamos ao mesmo tempo o que o protagonista espera que acontecerá em sua noite e o que realmente acontece. Muito bom.

A trilha sonora não só é incrível, como está totalmente amarrada ao enredo, como na primeira vez que o casal conversa, o que acontece por causa de uma música do The Smiths que Tom está ouvindo. Além disso, ele veste o tempo todo camisetas de bandas de rock, como Joy Division.

E assim, 500 Dias Com Ela vai contando não uma história de amor, mas o contrário, com todos os desencontros possíveis entre um rapaz ligeiramente ingênuo e uma garota que não quer se relacionar com ninguém.

Ah… e Zooey Deschanel é mais que adorável… até quando não quer compromisso.

Podem assistir sem medo.

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