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Gordura animal



Por Rachel Barbosa - 9 de fevereiro de 2009. Categorias: animais.

Todo mundo sabe que obesidade é um problema de saúde pública nos Estados Unidos e está se tornando um problema no Brasil também. O que muita gente não sabe é que esse problema está atingindo os animais domésticos.

Lá no pet shop temos um cliente felino muito gordo (e super pesado!). Outro dia descobrimos a causa do problema. A dona dele queria comprar um pote para comida. Mostrei a ela os potes para gatos. Ela exclamou: “nossa, é muito pequeno!” Eu perguntei que tamanho ela costumava usar. Olhando os comedouros em exposição ela apontou um de cachorro e disse: “daquele ali que eu quero”. Ainda explicou: “eu coloco ração até em cima e ele vai comendo”. O pote era tamanho médio, os comedouros para gatos são tamanho mini!

Como vocês sabem, tenho dois cães e uma gata. Só o Galileu não é comilão. Ele come para viver, não vive para comer. Annita está constantemente de dieta. Se eu deixasse, ela comeria quilos de ração. Bruno está de dieta pela segunda vez na vida. A primeira foi após as férias de 2007/2008 do meu marido. Como ele passava o dia com os cachorros, deixava a ração da manhã à disposição até o início da tarde, e dava biscoitos o dia inteiro. Quando as férias terminaram, Bruno estava com 1 quilo a mais. Isso é muito para um bichinho cujo peso normal é 8 quilos. Nas férias 2008/2009 ele ganhou 1,2 quilos e agora tem um motivo extra para perder peso: descobrimos que tem osteófitos (bico de papagaio) na lombar e o sobrepeso agrava o problema. Ele já perdeu 400 gramas.

Os malefícios que o excesso de peso trás para os animais são basicamente os mesmos que acometem os humanos: colesterol alto, gordura no sangue, problemas cardíacos e ortopédicos, etc.

Algumas raças apresentam maior tendência a engordar, como os labradores, por exemplo. Alguns indivíduos (animais) ganham peso com mais facilidade que outros. Animais castrados e/ou idosos costumam engordar também.

Se você tem um peludo adulto e não sabe ao certo se ele está acima do peso, existem várias formas de descobrir. Verifique a cintura, aquele espaço no tronco entre o fim das costelas e o osso da bacia. Se não houver uma curvinha ali, seu bicho está gordinho. Outra forma é apalpar as costelas. Se você passar a mão e se perguntar “que costelas?”, é sinal de que existe gordura demais. E finalmente, pesquise em sites sobre raças o peso médio da raça do seu bichinho. Se ele estiver muito acima da média, está gordinho.

Descobriu que seu pet está acima do peso? Calma, não se desespere. Não deixe o pobre sem comer a partir de agora. O certo é levá-lo ao veterinário. Existem muitas formas de emagrecer um peludo e, cá pra nós, é muito mais fácil emagrecer um bicho do que um humano! Conforme o caso e as condições físicas do mascote, o veterinário pode indicar exercício adequado, ração dietética ou mesmo uma simples redução na quantidade diária de alimento. O importante é não tomar decisões por conta própria. Se um animal obeso for submetido a um exercício intenso repentinamente pode até morrer!

Vale lembrar que filhotes devem comer à vontade. Procure dar sempre ração de boa qualidade e não abuse dos petiscos. Use-os apenas durante o treinamento. Acostume o filhote a ser ativo e continue depois que ele se tornar adulto. Um animal que nunca sai de casa gasta muito menos energia do que um que sai diariamente para caminhar. Já pensou em praticar algum esporte com seu peludo?

Se quiser acompanhar os progressos do Bruno na dieta, visite http://rachelbarbosa.com.br.

Beijos e até a próxima semana.

Rachel Barbosa

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