Porque fazer humor e podcast é uma arte

































Ponto Gê: Ele é novo demais!


Autor: Mafalda ~ 13 de julho de 2010. Categorias: Ponto Gê.

demi moore

Não ligo muito pra idade, sentou no meio fio, encostou o pé no chão, está pronto!
Como diria meu pai, a idade correta de um homem para namorar é aquela em que ele seja capaz de te conquistar!

Bonito isso, não?! Por isso não adianta rir de mim se acho aquele coroa que esta na casa dos 50 ‘O’ cara, ou se estou saindo com um rapaz 3 anos mais novo. Estou aberta a qualquer um que tenha condições de me conquistar!

O fato de estar aberta a relacionamentos, independente da idade, não quer dizer que estou fácil e disposta a ficar com qualquer pirralho que tenha decorado uma cantada num site de relacionamentos, ou com o tiozão recitando as letras da bossa nova no meu ouvido!

Numa noite dessas, eu e uma amiga fomos numa baladinha. O uso do diminutivo refletia no espírito do local no dia: estava cheio de menininhas, garotinhos e grupinhos juvenis. Era um docinho de lugar pra quem acabou de entrar na puberdade!
A falsificação de documento de identidade deve ter rolado solta aquela noite!

Não era nada otimista o ambiente cheio de cocotinhas. Mas como sou do tipo que sai e não quer perder a noite, ficamos por ali e resolvemos nos divertir, nem que fosse rindo das pessoas ao redor!
Como o lugar não estava com a atração muito em alta, resolvi beber um pouco para ficar mais permissiva, mais alegre e solta entre a turminha. Logo veio um bonitinho tentar a sorte dele comigo.

Apesar de estar muito curiosa – ironia – para saber se ele tinha 17 ou 18 anos, não perguntei, mas ele perguntou minha idade, falei que tinha 22, vi uma nuvem de preocupação e excitação pairando sob o seu olhar. Resolvi perguntar a idade dele, que disse também ter 22. Como eu não sou muito boazinha, imediatamente perguntei a data de nascimento dele,  que como imaginava não soube responder qual o ano correspondente à idade que foi arranjada de última hora.

Eu finjo que acredito e fica tudo bem. Fiquei brincando com a cara do garoto com piadas que ele pareceu jovem demais para entender (e depois perguntam por que motivo a mulher geralmente se encanta com homens mais velhos)!

Como não fiz sinal de desaprovação e não dei um fora, ele entendeu como um sinal positivo e foi correndo contar para os amigos… no mínimo foi dizer “vô cata aquela dali!”.

Voltou com um sorrisão e já foi chegando ‘forte’ pra me agarrar. Ui, morri, o garoto não sabia o que estava fazendo!
Era hora de desvencilhar-me da criança, porque de boca fechada parecia quase interessante, mas, como ele resolveu conversar, a coisa ficou complicada. Dei uns cortes nele e achei que seriam suficientes, mas ele ficou ali paradão do meu lado, tal qual um guarda costas -  não fosse o fato dele estar dançando!

A música começou a ficar boa e eu me animei para dançar, quando eu viro e olho para ele, ele estava dançando comigo (O.o), com os botões da camisa abertos e levantando a regata branca que estava por baixo!!!! Pensei em suicídio.
Estava numa situação tão incrivelmente ridícula que não consegui sequer rir, ao contrário da filha de uma santa da minha amiga que ria ‘de-balde’!

Tive que dar um chega pra lá mais reforçado e um esporro bem dado no moleque que era novo, novo até demais, o suficiente para não saber limites mínimos de comportamento social!

Geraldina


O que passou, passou!


Autor: Mafalda ~ 11 de junho de 2010. Categorias: Ponto Gê.

massagem relax

Início de relacionamento tudo é lindo, quando rola a química e o santo dos dois batem, como num passe de mágica nasce um casal apaixonado, o relacionamento é bom e o sexo é o caminho inevitável!

Acontece que isso pode acontecer várias vezes na vida de uma pessoa e no próximo “química + santo = paixão” você não quer nem ver pintado o último romance, ou pelo menos não quer o ‘ex’ te assombrando.

Certo até aqui todo mundo concorda, a não ser os privilegiados que encontraram o par perfeito e estão juntos desde quando a libido se manifestou em sua vida pela primeira vez e que gostam de jogar na cara dos infelizes “a procura” como eu que estamos fazendo tudo errado.

Enfim, estou saindo com um cara, faz algumas semanas.

Já rolou café da manhã, almoço, janta e o feliz estou apaixonada por você, com uma resposta de reciprocidade da parte dele.

Não estamos pensando em casar e ter filhos, como eu fiz da primeira vez que me apaixonei, ou só de viver pra sempre ao lado dele, como prometi ao meu primeiro amor-dois! Só estou gostando, feliz e na relação apaixonada de dois adultos nada mais comum que o sexo.

Estava eu feliz da vida que o meu apaixonante casinho resolveu passar creme no meu corpo todo, me deliciando com o momento, quando ele solta “meu, quantas vezes fizeram isso pra você?”.

Esse talvez seja o momento em que o cara estava esperando uma resposta hipócrita legal, no melhor estilo mentiras-sinceras-me-interessam, eu pensei por um instante no que ele pretendia que eu respondesse, fiquei atônita.

Ele percebendo o climão engatou uma piadinha que me deixou levemente irritada.

Mas eu fiquei me perguntando o que o cara quer afinal, que eu diga que ele é o meu primeiro amor??

Já tive alguns namoros com sexo, uns casinhos que não deram certo, porém tiveram sexo, e o cara chega com o trem andando e quer ser o motorista???

Como assim quer que eu responda quantas vezes alguém passou creme em mim, quase perguntei se ele estava falando daquele creme especificamente!

Pela relação que tivemos eu pude notar que ele tem suas taras sexuais e se eu perguntasse pra ele se aquela tara surgiu comigo ou ele é sempre assim, será que ele ia gostar?

Não adianta chorar pelo leite derramado não é? Então deixa o passado onde ele fica melhor: no passado!

Geraldina - personagem da nova colaboradora do Ponto Gê


Ponto Gê: As peripécias de viver na noite


Autor: Doduti ~ 23 de junho de 2009. Categorias: Ponto Gê.

Doente de amor, procurei remédio na vida noturna…com a flor da noite em uma boate aqui na zona sul. A dor do amor é com outro amor que a gente cura, vim curar a dor desse mal de amor na Boate Azul.

Está aí, santa Boate Azul curadora dos males do amor, da solidão dos solteiros e dos casados e das famosas dores de corno. Responsável pelo fim e início de muitos relacionamentos é na vida noturna que nos deparamos com situações e pessoas extremamente bizarras. Muito se comenta a fama de uma noitada, mas ninguém enumera os sacrifícios de uma. Vou citar alguns e gostaria que se a memória me falhar, possa contar com as experiências de vocês.

Veja bem, eu adoro uma boa balada e todos esses sacrifícios não reduz em nada a parte boa da vida noturna. Mas vamos lá.

Filas

A fila é a coisa mais chata da balada. Fila para entrar, fila para comprar bebida (essa me irrita demais) e a maldita fila do banheiro. Se você não for amigo do dono da boate, onde recebe um atendimento 100% vip, evitando filas no bar e usando o banheiro reservado (toda boate tem um e pouca gente sabe), você esta findando a perder metade da noite comprando bebida e indo ao banheiro. Sobrando apenas a outra metade para dançar, arrumar uma gatinha ou gatinho e até mesmo comentar os acontecimentos com as amigas. Devo fazer uma ressalva para as mulheres. As filas no banheiro são muito mais penosas para nós, já que mulher faz xixi sentada. Até arrumar um ponto de equilíbrio para não encostar-se ao vaso sanitário, depois de beber horrores, leva muito tempo. Isso sem contar disputas pelo espelho e pelo resto de papel. Na saída o mico de levar no salto um pedaço de papel higiênico preso, não tem preço.

Calor demais

Tem boate que se gaba de ter climatização, mas na hora do vamos ver, nunca está funcionando de maneira adequada. E tudo se acaba. O rosto da mulherada começa a derreter, literalmente; o cabelo lisinho vira um cacho só; se está baixinho começa a criar vida própria e triplica o volume. Toda aquela produção de duas horas acaba ali, em minutos naquele sufoco. Para eles aquele suador. Pizza embaixo do Braço e as despesas com a cerveja gelada triplicam.

Empurra – empurra

Para que meu deus (desculpa pecado), para que colocar mais gente do que cabe. Dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço, não insista. Mas eles socam de gente e daí que pra dançar, só se for show da Banda Eva. “Todo mundo pro lado de lá, todo mundo pro lado de cá”. Baixinhos mesmo, têm que pular pra conseguir pegar um pouco de oxigênio. É nessas horas que os engraçadinhos se aproveitam e a mão boba começa. Minha filha corre para a parede mais próxima.

Os bêbados

Tem bêbado chato nesse mundo. Puta que pariu. Está certo que eu já fiquei bêbada muitas vezes e sempre me acho legal. Mas mesmo achando os bêbados engraçados, me identifico sabe, têm uns que se superam. Bêbado chato é aquele que fica perguntando se está chato o tempo todo. “Se eu tiver chato tu me avisa?”. “Ta”. “Ta avisa?”. “Não, ta chato”. Tem um guri na minha cidade que está sempre bêbado nas baladas, ele tem uma cara de que vai vomitar nas pessoas a qualquer momento. Na balada, esses são os piores. Babam na sua cara, derramam bebida na sua roupa e esbarram a todo o momento.

Cantadas esdrúxulas

Depois de certo tempo e do nível etílico nas alturas, começam as cantadas de quinta. Isso quando o cara não chega tentando te beijar. “Acredita em amor à primeira vista?”, “Vens sempre aqui?”. E por aí vai… Por sorte tem sempre o recurso do banheiro. “Ai, espera ai que eu já volto”… Nunca mais.

Puxões e apertões

Está aí uma das piores coisas que alguém pode fazer numa balada. Olha, dá para suportar as filas, o calor, os empurrões e até os bêbados, mas puxar o cabelo e apertar a cintura: NÃO. Se pega uma na TPM, é morte heim. Só de imaginar já da raiva. Fala comigo, mas não vem pegando.

Depois de tudo isso, você ainda volta para casa fedendo a fumaça, mais defumado que salame.

Nada como uma boa balada.

Beijos a todos,


Ponto Gê Especial: Mulher Moderna sim, e daí?


Autor: Mafalda ~ 8 de junho de 2009. Categorias: Ponto Gê.

Há muito, nós mulheres lutamos pela tão sonhada igualdade dos sexos.

E temos muitos méritos a comemorar. Mas ainda temos muitas barreiras a serem ultrapassadas por nós mesmas.

Já provamos aos homens que, assim como eles, podemos trabalhar fora, podemos ter uma carreira e podemos até dirigir bem. Senão melhor em todas as opções.

Hoje debatemos nossa sexualidade com naturalidade, mas ainda encontramos restrições em assumirmos que temos algumas necessidades muito parecidas com as do sexo oposto.

Uma grande amiga minha trabalha em uma farmácia. Todos os dias ela vende inúmeras camisinhas a garotos na puberdade, a homens de terno solteiros e até para pais de família. Segundo ela, é raro ver mulheres comprando preservativo e quando acontece, a situação parece constrangedora para elas.

Pílula anticoncepcional, a garota só falta colocar um cachecol e um chapéu em pleno verão. Em cidades pequenas como a minha isso literalmente acontece.

Ainda têm mulheres recorrendo aos bairros vizinhos para comprar camisinhas, lubrificantes vaginais, anticoncepcionais, fantasias em sex shops e vibradores.

Ser moderna, mais que isso, é honrar a luta de muitas outras como nós. Admitir que temos também, necessidades como os homens e não apenas direitos. Mulher se toca, tem desejos e sente tesão. Solteiras, casadas, viúvas, jovens ou não, podemos nos satisfazer sozinhas, ou ainda melhor, acompanhadas. Para isso, não só podemos como devemos abusar dos recursos que nos são oferecidos.

Já experimentamos tudo que antes era restrito a eles, hoje, podemos buscar o novo e porque não, mostrar aos homens todas essas novidades, nem tão novas, mas ainda pouco exploradas.

Hoje, você não precisa mais recorrer ao curandeiro da tribo ou aquela sua tia avó para tirar dúvidas sobre sexualidade. Da mesma forma, que os homens não precisam mais recorrer a casas especializadas para ter sua primeira experiência sexual.

Existe no mercado linhas intimas que facilitam e inovam muito a rotina entre quatro paredes de um casal. Um lubrificante, por exemplo, tem muitas utilidades e não é de uso exclusivo homossexual ou muito menos para resolver situações dolorosas. Quebre todos os tabus, ame com mais qualidade. Inove e se renove!

Sair da rotina é sempre uma boa dica. Um pouco clichê, mas sempre funciona. Reviver as velhas chamas. Um passeio no parque, uma sessão de cinema e uma viagem inesperada, podem fazer a diferença e dar uma apimentada em qualquer relação.

E quando se pode unir essas duas coisas? Melhor ainda, não é mesmo. O lubrificante K-Y, da Johnson & Johnson, está dando uma viagem ao Tahiti com tudo pago. Imagina, momentos inesquecíveis naquele paraíso. Vai ser um prazer participar.

Sempre ouço milhares de reclamações sobre machismo, insensibilidade e insatisfação feminina. No entanto, são poucos os que buscam recursos para que as coisas melhorem. Discutimos a relação como ninguém, mas não debatemos sobre o que queremos na cama. Portanto, não queira que seu namorado adivinhe as coisas.

Uma mulher só não pode fazer o que não tem vontade. Retrógrado e antiquado é deixar de fazer as coisas que deseja, por vergonha, status ou ignorância. Ser mulher moderna é fazer o que tem vontade e se não sabe, descobrir.

Beijos,





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