Porque as mulheres não vem com manual de instruções
























Ponto Gê: As peripécias de viver na noite


Autor: Doduti ~ 23 de junho de 2009. Categorias: Ponto Gê.

Doente de amor, procurei remédio na vida noturna…com a flor da noite em uma boate aqui na zona sul. A dor do amor é com outro amor que a gente cura, vim curar a dor desse mal de amor na Boate Azul.

Está aí, santa Boate Azul curadora dos males do amor, da solidão dos solteiros e dos casados e das famosas dores de corno. Responsável pelo fim e início de muitos relacionamentos é na vida noturna que nos deparamos com situações e pessoas extremamente bizarras. Muito se comenta a fama de uma noitada, mas ninguém enumera os sacrifícios de uma. Vou citar alguns e gostaria que se a memória me falhar, possa contar com as experiências de vocês.

Veja bem, eu adoro uma boa balada e todos esses sacrifícios não reduz em nada a parte boa da vida noturna. Mas vamos lá.

Filas

A fila é a coisa mais chata da balada. Fila para entrar, fila para comprar bebida (essa me irrita demais) e a maldita fila do banheiro. Se você não for amigo do dono da boate, onde recebe um atendimento 100% vip, evitando filas no bar e usando o banheiro reservado (toda boate tem um e pouca gente sabe), você esta findando a perder metade da noite comprando bebida e indo ao banheiro. Sobrando apenas a outra metade para dançar, arrumar uma gatinha ou gatinho e até mesmo comentar os acontecimentos com as amigas. Devo fazer uma ressalva para as mulheres. As filas no banheiro são muito mais penosas para nós, já que mulher faz xixi sentada. Até arrumar um ponto de equilíbrio para não encostar-se ao vaso sanitário, depois de beber horrores, leva muito tempo. Isso sem contar disputas pelo espelho e pelo resto de papel. Na saída o mico de levar no salto um pedaço de papel higiênico preso, não tem preço.

Calor demais

Tem boate que se gaba de ter climatização, mas na hora do vamos ver, nunca está funcionando de maneira adequada. E tudo se acaba. O rosto da mulherada começa a derreter, literalmente; o cabelo lisinho vira um cacho só; se está baixinho começa a criar vida própria e triplica o volume. Toda aquela produção de duas horas acaba ali, em minutos naquele sufoco. Para eles aquele suador. Pizza embaixo do Braço e as despesas com a cerveja gelada triplicam.

Empurra - empurra

Para que meu deus (desculpa pecado), para que colocar mais gente do que cabe. Dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço, não insista. Mas eles socam de gente e daí que pra dançar, só se for show da Banda Eva. “Todo mundo pro lado de lá, todo mundo pro lado de cá”. Baixinhos mesmo, têm que pular pra conseguir pegar um pouco de oxigênio. É nessas horas que os engraçadinhos se aproveitam e a mão boba começa. Minha filha corre para a parede mais próxima.

Os bêbados

Tem bêbado chato nesse mundo. Puta que pariu. Está certo que eu já fiquei bêbada muitas vezes e sempre me acho legal. Mas mesmo achando os bêbados engraçados, me identifico sabe, têm uns que se superam. Bêbado chato é aquele que fica perguntando se está chato o tempo todo. “Se eu tiver chato tu me avisa?”. “Ta”. “Ta avisa?”. “Não, ta chato”. Tem um guri na minha cidade que está sempre bêbado nas baladas, ele tem uma cara de que vai vomitar nas pessoas a qualquer momento. Na balada, esses são os piores. Babam na sua cara, derramam bebida na sua roupa e esbarram a todo o momento.

Cantadas esdrúxulas

Depois de certo tempo e do nível etílico nas alturas, começam as cantadas de quinta. Isso quando o cara não chega tentando te beijar. “Acredita em amor à primeira vista?”, “Vens sempre aqui?”. E por aí vai… Por sorte tem sempre o recurso do banheiro. “Ai, espera ai que eu já volto”… Nunca mais.

Puxões e apertões

Está aí uma das piores coisas que alguém pode fazer numa balada. Olha, dá para suportar as filas, o calor, os empurrões e até os bêbados, mas puxar o cabelo e apertar a cintura: NÃO. Se pega uma na TPM, é morte heim. Só de imaginar já da raiva. Fala comigo, mas não vem pegando.

Depois de tudo isso, você ainda volta para casa fedendo a fumaça, mais defumado que salame.

Nada como uma boa balada.

Beijos a todos,


Ponto Gê Especial: Mulher Moderna sim, e daí?


Autor: Mafalda ~ 8 de junho de 2009. Categorias: Ponto Gê.

Há muito, nós mulheres lutamos pela tão sonhada igualdade dos sexos.

E temos muitos méritos a comemorar. Mas ainda temos muitas barreiras a serem ultrapassadas por nós mesmas.

Já provamos aos homens que, assim como eles, podemos trabalhar fora, podemos ter uma carreira e podemos até dirigir bem. Senão melhor em todas as opções.

Hoje debatemos nossa sexualidade com naturalidade, mas ainda encontramos restrições em assumirmos que temos algumas necessidades muito parecidas com as do sexo oposto.

Uma grande amiga minha trabalha em uma farmácia. Todos os dias ela vende inúmeras camisinhas a garotos na puberdade, a homens de terno solteiros e até para pais de família. Segundo ela, é raro ver mulheres comprando preservativo e quando acontece, a situação parece constrangedora para elas.

Pílula anticoncepcional, a garota só falta colocar um cachecol e um chapéu em pleno verão. Em cidades pequenas como a minha isso literalmente acontece.

Ainda têm mulheres recorrendo aos bairros vizinhos para comprar camisinhas, lubrificantes vaginais, anticoncepcionais, fantasias em sex shops e vibradores.

Ser moderna, mais que isso, é honrar a luta de muitas outras como nós. Admitir que temos também, necessidades como os homens e não apenas direitos. Mulher se toca, tem desejos e sente tesão. Solteiras, casadas, viúvas, jovens ou não, podemos nos satisfazer sozinhas, ou ainda melhor, acompanhadas. Para isso, não só podemos como devemos abusar dos recursos que nos são oferecidos.

Já experimentamos tudo que antes era restrito a eles, hoje, podemos buscar o novo e porque não, mostrar aos homens todas essas novidades, nem tão novas, mas ainda pouco exploradas.

Hoje, você não precisa mais recorrer ao curandeiro da tribo ou aquela sua tia avó para tirar dúvidas sobre sexualidade. Da mesma forma, que os homens não precisam mais recorrer a casas especializadas para ter sua primeira experiência sexual.

Existe no mercado linhas intimas que facilitam e inovam muito a rotina entre quatro paredes de um casal. Um lubrificante, por exemplo, tem muitas utilidades e não é de uso exclusivo homossexual ou muito menos para resolver situações dolorosas. Quebre todos os tabus, ame com mais qualidade. Inove e se renove!

Sair da rotina é sempre uma boa dica. Um pouco clichê, mas sempre funciona. Reviver as velhas chamas. Um passeio no parque, uma sessão de cinema e uma viagem inesperada, podem fazer a diferença e dar uma apimentada em qualquer relação.

E quando se pode unir essas duas coisas? Melhor ainda, não é mesmo. O lubrificante K-Y, da Johnson & Johnson, está dando uma viagem ao Tahiti com tudo pago. Imagina, momentos inesquecíveis naquele paraíso. Vai ser um prazer participar.

Sempre ouço milhares de reclamações sobre machismo, insensibilidade e insatisfação feminina. No entanto, são poucos os que buscam recursos para que as coisas melhorem. Discutimos a relação como ninguém, mas não debatemos sobre o que queremos na cama. Portanto, não queira que seu namorado adivinhe as coisas.

Uma mulher só não pode fazer o que não tem vontade. Retrógrado e antiquado é deixar de fazer as coisas que deseja, por vergonha, status ou ignorância. Ser mulher moderna é fazer o que tem vontade e se não sabe, descobrir.

Beijos,





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