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Sexo na mídia estimula violência contra mulher



Por Mafalda - 10 de janeiro de 2012. Categorias: Mona em Família.

Esta matéria é da BBC .

“Um estudo divulgado nesta sexta-feira afirma que a exposição de crianças e adolescentes a conteúdo sexual na mídia vem reforçando a ideia da mulher como objeto de desejo e alvo de violência doméstica.

O relatório Sexualização dos Jovens, da psicóloga Linda Papadopoulos, encomendado pelo Ministério do Interior britânico, diz que os jovens estão cada vez mais expostos a conteúdo relacionado à sexualidade por meio de revistas, televisão, internet e aparelhos de celular, sem que os pais consigam controlar isso.

para ler o resto da matéria CLIQUE AQUI!

Para mim isso não é nenhuma surpresa. Preocupa-me ainda estes blogs feito pela rapaziada pregando, praticamente como uma obrigação, que uma garota deve saber e fazer os mais variados tipos de sexo que o homem queira, sendo isso sinônimo de  “antenada”, “moderna”. Alguns destes com teor bem machista.

Apesar  do link ser um estudo britânico, a violência contra a mulher é uma realidade brasileira também.

Escute o áudio da senadora Ana Rita, que relata dados de pesquisa sobre a violência contra a mulher, de novembro de 2011: AQUI!

Resumindo o começo do áudio: “A cada 2 minutos, 5 mulheres são espancadas no Brasil, em espaço público ou privado. No Estado do Espírito Santo, 10 mulheres são assassinadas por mês na região metropolitana de Vitória. Mulheres negras entre 17 e 24 anos tem 3x mais chances de serem estupradas que as mulheres brancas.”

Para somar  ao áudio da senadora, um trecho da reportagem do jornal O Estado de São Paulo:

“O estudo traz também dados inéditos sobre o que os homens pensam sobre a violência contra as mulheres. Enquanto 8% admitem já ter batido em uma mulher, 48% dizem ter um amigo ou conhecido que fizeram o mesmo e 25% têm parentes que agridem as companheiras. “Dá para deduzir que o número de homens que admitem agredir está subestimado. Afinal, metade conhece alguém que bate”

Leia a reportagem completa do Estadão – Clicando Aqui!

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER – DENUNCIE, LIGUE 180

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9 Comentários to Sexo na mídia estimula violência contra mulher

  1. Mi

    Essa notícia precisa ser amplamente divulgada, para podermos fazer com que as pessoas entendam e mudem suas atitudes…

    [Responder]

    Mafalda Resposta:

    Concordo totalmente, por isso que fiz este post. São matérias que já saíram em jornais online e impressos ano passado, mas acho que ainda falta uma grande campanha, como fizeram no Chile (se não engano) e conseguiram diminuir bastante a violência contra a mulher lá.
    Bjs, Mi!

    [Responder]

    Mi Resposta:

    @Mafalda, E nós, que operamos nesta área de mídias internéticas, temos esse dever e temos que repetir, repetir e repetir, sem medo!
    Abração!

    [Responder]

  2. Ronald

    Moramos num país de formação patriarcal, talvez não mais nos moldes dos últimos dois séculos, mas ainda sim com uma visão machista do relacionamento familiar. O que é bem estranho, pois hoje já sabemos que boa parte da renda familiar provém da mulher, que dobrou a sua jornada de trabalho para poder se realizar profissionalmente e como mãe/esposa. Em nenhum momento foi dada a mulher a opção entre um e outro, e são poucas que o escolhem assim.
    O problema é que nessa divisão de tarefas ocorreu a masculinização da cultura, onde a mulher “dar” é uma obrigação. Só que agora com o disfarce de que ela tem prazer total ao dar esse prazer ao seu parceiro. É preciso ser malabarista e usar apetrechos para sua satisfação, e nem sempre é isso que ela quer.
    Mas ela lê num blog de uma menina descolada que usar aquilo, de determinada forma, é o que deixa os homens loucos e esse é o objetivo da sua vida. Calma, é preciso saber que a menina descolada descola uns trocados para fazer propaganda do hiper-super-trequinho de colocar, assim como o gel que sem ele o hiper-super-trequinho não entra.
    Sobre o homem, ainda temos uma criação machista. Isso em pleno século 21. Enquanto um apresentador engraçaralho faz suas piadas, um bando de gostosas rebola ao fundo. Adornos? Objetos. Uma ideia para ao invés de procurar alguém bacana, basta colocar uma dessas na sua sala.
    Tenho 30 anos, e nesse tempo não vi mudanças significativas nesse assunto. Na verdade vi alguns sim, como a Lei Maria da Penha, mas o que quero dizer é que não vi mudança cultural. Como tudo no Brasil, só pega se você for preso ou pagar multa. E olhem essa lógica do absurdo, bater em uma mulher é crime. Isso não deveria nem acontecer.

    [Responder]

    Sonado Resposta:

    @Ronald, De fato, as mudanças adquiridas em âmbito sócio-politico tem origem na ascensão justamente das mulheres, que tendo maior peso social e profissional tem representação politica, mas em momento algum isso se desenvolveu culturalmente.
    Temo que a própria mulher faça parte desse ciclo cultural, uma vez que em nossa sociedade atual, o homem lamentavelmente ainda tenha pouca participação na criação dos filhos, ficando no encargo da mãe, o papel de transmitir valores. Claro que a imagem e exemplo do pai nesse quesito ajudam muito, mas a colaboração feminina não ajuda a reverter a situação.
    Como todo processo cultural, mesmo com politicas publicas, ainda vai demorar muito tempo para revertermos esse quadro.

    [Responder]

    Ronald Resposta:

    @Sonado, É estranho a gente (e incluo eu) pensarmos assim. Vemos tantas manifestações femininas (e feministas) e mesmo assim me parece que não é o bastante. Com certeza, porque essas manifestações não são tão difundidas nas novelas quanto o papel das “piriguetes” na sociedade contemporânea. Outro ponto, isso realmente demora pra mudar. Se pensarmos em termos de gerações, 25 anos em média, estamos trabalhando pouco se quisermos um futuro mais justo.

    [Responder]

    Sonado Resposta:

    @Ronald, De fato, estamos a algumas poucas gerações trabalhando isso e trabalhando pouco ainda por cima.
    Creio que vá levar mais algumas boas gerações para haver alguma mudança realmente significativa.

  3. Luciano

    N diria

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    Luciano Resposta:

    N sei tirar o comentario e sem querer postei – , mas o que quiz dizer foi, n acho que o sexo faço as mulheres serem tratadas desta e sim como ele é tratado fazaendo a mulher parecer inferior, é triste tratar a mulher desta forma, mas mais triste é os jovens serem influenciados desta maneira e os pais, aparentemente, n saberem como “desfazer” esta influencia.

    [Responder]

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