Porque fazer humor e podcast é uma arte

































Legendas dO que estou pensando? #63


Autor: Mafalda ~ 10 de outubro de 2011. Categorias: Que estou pensando?.


Batman: Isso… um pouquinho mais para a direita… agora coça com força…
@igor_abreu

Você está usando qual pomada pra assaduras?
@danilloborges

Sabia que eu tenho um colan igual ao seu?
@valfalcao

Ali, depois daquele trailler, perto da árvore, debaixo da pedra quadrada,
tem um bigmac num saquinho, guardei pra mim, mas você pode ficar,
você esta muito magrinha!
@beneportela

Cuidado a mão boba aí atrás.
@GuiRsq

BATMAN : “não olha agora, mas esse cara de listrado me chamou pra sair”
MULHERGATO: “WTF”?
CARADELISTRADO: awn
@chucky_666

E ai gatinha, não vejo a hora de você me fazer miau!!!
@ronaldcurtis

Mulher Gato: -Ai, como eu saí de uma vida de princesa
para lidar com morcegos??? Quero meu palácio de volta!!
@DiasCamila

Viu como essa é a melhor das roupas do batman do cinema?
Eu quase consigo me inclinar um pouquinho.
Evandro

Confesso que AAAMEEEEIIII a sua roupinha, quer trocar?
@arenghi

Vc tem certeza que é a mulher gato? Esta sua fantasia esta mais pra batgirl !!!
@beneportela

A Michelle Pfeiffer que era realmente mulher e gata.
@henry_martins

É silicone sim , mas não conta pra ninguém!!!
@soniapiovezana


A dor indizível


Autor: Mafalda ~ 2 de agosto de 2011. Categorias: Sofá da Mona.

Assisti recentemente  “Por amor” (Personal effects – um título mais adequado- de 2009), protagonizado pela indefectível Michelle Pfeiffer e pelo surpreendente Ashton Kutcher (pela boa atuação dramática). Já aviso: não é um filme para relaxar.

Michelle é uma das atrizes mais bonitas em atividade. Chega a ser intimidante de tão linda, o que se confirma também em HD. Ashton não fica atrás. Nesse filme parece uma estátua grega com um andar charmosamente desajeitado. Mas não é a beleza do elenco a questão. O tema é a perda. Pior: a perda pela violência, quando lhe arrancam alguém que você ama e, junto com a dor da perda e da saudade, pensar no sofrimento passado pelas vítimas é aterrador.

A personagem de Ashton teve a irmã barbaramente assassinada. A imagem do corpo sem vida e violado ao ser encontrado aparece em vários momentos de reflexão do irmão. Parece repetitivo porque é. Quando perdemos alguém, especialmente pela violência, passamos a ser assombrados por cenas, falas e imagens da pessoa que partiu. Parte natural do luto.

Cada qual em sua busca, os protagonistas acabam se conhecendo nos corredores dos tribunais e desenvolvem um laço forte e apertado pela dor comum. Encontrar alguém que entende de fato sua dor, sua perda, é um achado para quem sofre tanto. Grupos de apoio, terapia, etc são importantes espaços para que se possa falar do indizível. O filme mostra a luta de famílias tentando continuar. Da tentativa de seguir adiante de um jeito ou de outro porque não há escolha a não ser continuar vivo (?).

No Brasil, vida real, um jovem promissor andava a pé em uma calçada na noite paulistana. Foi atropelado por um carro de luxo em alta velocidade. Dentro do carro um casal de namorados, com curso superior, supostamente esclarecidos. O jovem foi levado ao Hospital, mas não resistiu e morreu. As investigações têm revelado que trata de mais uma vítima do combo from hell carro + bebida alcoólica. Sua família buscará justiça nos morosos tribunais brasileiros. Mesmo que “vençam”, que condenem os culpados, os familiares e amigos desse rapaz sabem que nunca mais o verão. A dor excruciante, a saudade e a revolta são inevitáveis. A violência que tira uma vida extingue muitas outras. Nada, absolutamente nada, compensará a perda brutal. Não consigo pensar em dor maior que a perda de um filho, de um(a) irmão(ã) especialmente de forma estúpida. Quando penso em tudo isso, sempre me vem à mente uma frase de uma música do Chico Buarque: “A saudade é arrumar o quarto do filho que já morreu”.

Vídeo com trecho legendado do filme


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