Porque fazer humor e podcast é uma arte

































Mona Pop: Regina Spektor


Autor: musicmoon ~ 16 de junho de 2009. Categorias: Mona POP.

Quero contar uma pequena história pra vocês hoje:

Há um tempo atrás, tocava numa novela – que não me lembro qual era – uma música chamada Fidelity (presta atenção que lindo o jogo de cores nesse vídeo, que começa todo em preto e branco!!!), cantada por uma voz feminina suave e um pouco aerosa. A voz não era cristalina, verdade. Era meio sussurrada. Mas a voz, assim como a música, era tão fofa, tão boa de ouvir… Aquelas de colocar no carro e andar por aí num dia feliz, sabe? Mas nem fui atrás de saber quem ela era. Pensei que era uma daquelas cantoras de um sucesso só.

Um dia, então, cheguei na casa do meu irmão e ele me disse, todo empolgado: “Olha só, vem cá, quero que tu ouças essa cantora, ela é fantástica!”. Então fui. Sentei do lado do computador dele meio com medo do que viria. Porque sei lá, gosto não se discute. Vai que eu não gosto da menina que ele diz que é fantástica, como vou dizer isso a ele? Enfim, sempre tem um jeito, eu sei. Mas eu esperava realmente gostar da tal cantora, pra que ele ficasse feliz. Principalmente porque essa situação, de ele me mostrar alguma música, cantor ou etc. só tinha acontecido uma ou duas vezes.

Aí começou a tocar uma música chamada Poor Little Rich Boy (sim, ela toca piano com a mão esquerda e toca percussão – numa cadeira – com a mão direita!!!). Ritmicamente interessante, com uma percussão alternativa… E aquela voz. Não reconheci de primeira, mas sabia que já tinha escutado em algum lugar. Comentei sobre os ritmos quebrados da música, difíceis de fazer por alguém que não tivesse estudado um pouquinho de música… E comentei que tinha a impressão de conhecer aquela voz de algum lugar. Ele disse: “Ah, tu deves ter ouvido essa aqui, que estava tocando na novela”, e colocou Fidelity pra tocar. E eu pensei: “Uou, a menina aquela, que eu achei ótima, não é uma simples cantora pop!”.

Fui então pesquisar sobre ela e descobri que Regina Spektor é russa. Rachmaninoff, Rubinstein, Tchaikovsky, Stravinski, Prokofiev, Shostakovitch e muitos outros russos são reconhecidíssimos na música erudita. Mas não lembro, na música popular, alguém desse país que tenha chamado atenção. Nascida em Moscou, seu nome se escreve Регина Спектор no alfabeto cirílico (bonitinho, não?). Filha de um violinista amador e de uma professora universitária de música, Regina aprendeu a tocar piano ainda criança. Com nove anos sua família deixou o país, e eles passaram pela Áustria e pela Itália antes de se estabelecer no Bronx, em Nova Iorque, onde ela continuou seus estudos musicais. Já falei que sou uma TCK? Então, ela também é.

Misturando música clássica, hip hop, rock, punk ao cenário do Antifolk na cidade de Nova Iorque, chegamos ao som da pianista, cantora e compositora. E as letras… ah, as letras. Regina geralmente canta em inglês, embora algumas vezes inclua palavras ou versos em Latim, Russo, Francês e outras línguas em suas músicas, que falam de amor, morte, religião (particularmente referências bíblicas e Judaicas), vida na cidade (particularmente referências a Nova Iorque) e muitas, muitas referências à literatura.

Pra quem gosta de um som mais alternativo, Regina Spektor é uma ótima pedida. Vai lá e ouve os discos dela. Pricipalmente o Begin to Hope, que é o que tem a música Fidelity. Aquela, da novela, sabe?

Beijos e boa semana!

Luana





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