16 de novembro de 2008

A vida é uma senhora enigmática. Coisas acontecem e quando a gente menos espera aquela pessoa passa na tua frente e tudo sai do lugar.

Palpitações, frio na barriga, primeiro oi, primeiro beijo, primeiro grande passo juntos e mais uma vez a rotina já era.

E, de repente, dois viram três. E esse menor, mais fraco e mais frágil terceiro passa a comandar a vida daqueles outros dois. Rotina? Já perdeu o significado há muito tempo. Rotina não existe quando se tem uma pessoa crescendo, mudando e te mudando a todo instante.

Agora são dois a cuidar de um e, mais tarde, esse um vai cuidar dos dois - ou de um só, se a vida ou o destino ou o tempo forem mais rápidos.

E essa pequena terceira pessoa de hoje, vai crescer e encontrar uma outra terceira pessoa da vida de outros dois e eles darão continuidade a esse fascinante capricho da vida.

Sim,  a vida é caprichosa quando se trata de amor.

Cada um recebe um tipo de amor: amor bandido, amor para sempre, amor de segundos… E dentre todos eles, o melhor é o amor que te dá paz.

O amor que te completa, que te dá a certeza que é ali mesmo o teu lugar e que não queres sair nunca.

Um amor novo e um antigo. Um amor que vai crescendo lentamente por 9 meses e parece que não cabe dentro de ti e o outro que surge do nada, como uma trombada.

Esses dois amores de sensações tão diferentes e tão iguais na intensidade é que me fazem ter certeza que a vida é muito mais e que eu quero ir com eles, os 3 juntos, até o final,

Este post é dedicado ao casal Maria e José Pasqualotto de Coronel Vivida - PR , avós do Thiago, que há 60 anos celebram o seu amor.

Para o Coró 

E para o marido - espero que cheguemos juntos aos 60!

 

Eubalena.

 

12 de novembro de 2008

Há um tempo, revirando os álbuns de fotografia da minha mãe, descobri umas fotos tiradas em 95, logo que viemos morar em Natal/RN. Compramos uma casa situada em uma rua onde basicamente só residiam velhinhos e velhinhas. Monotonia e solidão? Que nada! Os velhinhos davam de 10 a 0 na gente no quesito animação e, sempre que podiam, davam um jeito de fazer alguma festa bem agitada.

Essas fotos que pararam nas minhas mãos há um tempo foram tiradas em meio a uma animadíssima festa junina, em que todas as velhinhas da rua e suas filhas se vestiram de “matutas” (caipiras). As fotos remetiam à idéia de ingenuidade: aquelas senhoras tão distintas trajando vestidos de chita, com seus cabelinhos repartidos em “pitós” (maria-chiquinha). Uma delas foi além: seus trajes brancos denunciavam que era ela a noiva daquela festa junina tão singular.

Lembrei que eu tinha registrado aquela festa com a filmadora dos meus pais. Como 80% daquelas senhoras já faleceu ao longo desses 13 anos, achei que seria legal “desenterrar” o vídeo, até para presentear seus filhos e netos. Peguei a fita e levei-a a uma loja do shopping onde fazem conversões de vídeos para o formato de DVD.

Quando o DVD ficou pronto, a surpresa: cadê as velhinhas tão meigas e inocentes??? Logo de cara já começa uma maratona de “dança da garrafa”, com as distintas senhoras rebolando acima de uma enorme garrafa pet de refrigerante! A noiva se empolgou de tal forma que acabou derrubando a garrafa no chão e, por pouco, não se estabacou também! Hilário! Quando fui buscar o DVD, a dona da loja já veio me receber rindo, dizendo que tinha se divertido um monte durante a conversão da fita!

A lição que eu tiro desse fato? Sim, precisamos chegar à terceira idade com muito pique e alegria, dançando as músicas mais esdrúxulas que estiverem na moda! Mas não é essa a lição a que me refiro! A lição que eu tirei disso tudo foi bem simples: fotos são boas, mas mil fotos não valem um vídeo! Na foto somente capturamos a estética do momento, mas o vídeo registra a alma, a essência de nossas vidas.

Devemos filmar muito, tudo, sempre. As câmeras digitais atuais já são capazes de realizar excelentes vídeos, então não há desculpas para deixarmos de fazer isso. E devemos filmar tudo o que nos cerca, porque “nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia”. Momentos da família, viagens com os amigos, detalhes do dia-a-dia, tudo isso é importante e merece ser registrado. Um dia daremos graças aos céus por termos registrado aqueles momentos dos nossos pais, os primeiros anos dos nossos filhos, aquele almoço casual com amigos em que, do nada, resolvemos deixar a câmera ligada.

Portanto, não fique constrangido em bancar “O MALA” e sair filmando a família e os amigos. Eles vão te odiar na hora, mas depois, pode ter certeza, pedirão uma cópia do vídeo. Experiência própria!

Beijos da Phoebe

P.S.: Ainda estou considerando se darei ou não cópias do DVD para os filhos e netos das senhoras! Será que eles gostariam de vê-las dançando na boquinha da garrafa? :)

10 de novembro de 2008

Depois de ler o maravilhoso texto de minha prima (de maravilha igual) da semana passada, lembrei que vi, há algum (muito) tempo, numa Nova/Cláudia da vida uma matéria ilustrada sobre o tal Kama Sutra. Juro que até passou ligeiramente pela minha cabeça que eu poderia realizar alguma posição daquelas mas olhando minha carteira de trabalho, vi que não consta nenhum registro no Circo Nacional da China, o que só vem provar que não tenho dons de “estica e puxa” então, desisti de tentar tentar. Aliás, D-U-V-I-D-O-E-O-D-O que alguém tenha conseguido passar do nível básico e que não tenha parado no meio com a coluna travada ou uma puta câimbra na batata da perna. Leia o artigo completo »

4 de novembro de 2008

Sim, sou bem mal-humorada, ranzinza e, na grande maioria das vezes, ladro mais do que mordo. E isso é o que me deixa mais puta.

Fico puta com pequenas coisas, como algo que não deveria estar no lugar que está ou com grandes coisas, como saber de uma fraude e não denunciar

Fico puta com gente com cara de boazinha mas que, no final, não passa de uma grande peça de madeira fina e comprida introduzida no ânus alheio.

Enfim, acho que me emputeço com coisas que deixam qualquer um mal-humorado.

Tem coisa mais irritante que gente bem humorada logo pela manhã? Aquele povo que te encontra no elevador, às 7.30 da madrugada e vem puxando papo?

Nos meus tempos de república, nas idas e vindas pela BR 101, eu ia munida de óculos de sol, fone de ouvido e livro aberto na mão e, mesmo assim, tinha sempre alguém para tentar conversar. Perguntar de quem eu era filha. Agora me expliquem, o ônibus (ou carruagem do inferno) que eu costumava viajar não podia ver um trevo que entrava tanto que, para anunciar a viagem, a moça da rodoviária (aquela que avisa o ônibus que ta partindo com voz de quem ta gozando) tomava fôlego e começava:

- Atenção senhores passageiros da empresa Santo Anjo com destino a:

Paulo Lopes, Araçatuba, Imbituba, Laguna, Tubarão, Criciúma, Araranguá, Torres… Porto Alegre (20 horas depois). Embarque no portão…

Com todas essas cidades, pra que a criatura queria saber de quem eu era filha? Pior que isso era quando não sabiam qual dos 83498 homens com o mesmo nome do meu pai era o certo e eu tinha de falar nome do resto da parentagem.

Quando eu estudava, achava que só professores eram capazes de semear mal-humor, mas eu estava errada. Pais de alunos também conseguem. Puta que pariu! Ô, raça!

E menina fresca? Se eu fosse homem morreria solteiro, gay e, na pior das hipóteses, virgem. Ninguém merece ficar ao lado de uma pessoa que não toma Coca-cola porque dá celulite. Se não toma Coca-cola porque pode dar celulite, ela também não vai dar pra ti. Dar pode engravidar, peito pode cair… Ih, esquece, nem!

Uma coisa que também me deixa puta é que eu nunca sei como terminar um texto. Coisa chata isso.

Então, vou terminar  dedicando esse post  a todos os que me aturam, diariamente ou não.

E agradecer, especialmente, a todos os que me deixam ou já deixaram puta por me darem conteúdo para escrever esse texto.

Obrigada.

Eubalena

15 de setembro de 2008

Vocês sabem que sou desenhista e já trabalhei em alguns estúdios de animação?

Pois então, os desenhos animados sempre permeiam meus pensamentos e comparações. Não será diferente aqui, onde estarei escrevendo todas ou quase todas às segundas-feiras e comparando a vida real com um personagem de animação ou quadrinhos.

Então, lembrei-me que a Iracema queria fazer um Monacast sobre Mulheres ao Volante. Pois ela, assim como todas as mulheres que dirigem bem, fica fula da vida com o termo “Mulher ao Volante - Perigo Constante” e piadinhas sobre isso.

Claro que existe os famosos “domingueiros” ou “antas da direção” em ambos os sexos. Há várias categorias de motoristas: medrosas na direção, que param o trânsito porque tem medo de ultrapassar um carro parado entre um determinado espaço; as nervosinhas;  as com mania de perseguição que não deixam ninguém ultrapassar, etc. Assim como também tem uma lista para os homens: os tarados - que sempre colam na traseira; o médico e o monstro - calmo porém no volante xinga todo mundo, o Speedy racer- que corre na Marginal como se estivesse em uma F1, driblando todo mundo.

Mas entre às várias categorias de motoristas, destaco uma de maneira positiva: a Penélope Charmosa.

Lembram do desenho da Corrida Maluca? Ela era a única garota dirigindo com seu carro “feminino” entre a homenzada. E o que levava uma garota Paty como ela a dirigir no meio de homens, a maioria muito feios e esquisitos, a passar maus bocados nas armadilhas do Dick Vigarista, etc?

Acho que a Penélope Charmosa era uma mulher moderna, à frente do seu tempo, que gostava de aventuras e esporte radicais, e sem perder a vaidade . Tá certo que era um pouco exagerada nisso, mas desenho animado é desenho animado.

Mas a Penélope não era uma acomodada e nem se deixava levar pelo estereótipo de Paty. Não era nervosinha, e sim, sempre tranqüila. Tinha um  “que” feminista da época, mas se precisava de uma ajuda masculina, pedia e sempre com charme. E claro, era atendida prontamente, usando do seu poder feminino: a beleza.

Hoje em dia, também temos Penélopes nas corridas reais de automobilismo, como a Bia Figueiredo e a Danica Patrick. A Bia Figueiredo é uma excelente piloto, terminou em 3o lugar no seu primeiro campeonato na Indy Lights e inclusive vencendo algumas corridas. A Danica Patrick é a preferida dos americanos, sendo a  primeira mulher a ganhar uma prova na fórmula Indy.

Aliás, a Danica é charmozérrima. No site ultra moderno e sytile dela, os homens poderão babar nas propagandas com a presença da produzida garota de um pouco mais de  1,50 metros de altura.

Já Valéria Zopello,  a ex-namorada do Mamona Dinho, mantém o site  Mulher ao Volante, que traz dicas para evitar problemas no carro, na estrada, como agir em acidentes entre outras informações.

E para finalizar, uma propaganda que brinca com o termo: “Mulher ao volante perigo constante”.

Veja o vídeo, muito engraçado: http://www.kewego.com.br/video/iLyROoaftInR.html

Beijos da Mafalda

8 de setembro de 2008

“Quando os amigos da minha mãe lhe perguntavam em que eu trabalhava, ela dizia que era em publicidade. Ela queria que eu fosse importante.” (frase da Cartunista Maitena)

Mais uma vez me identifiquei com algo da Maitena, cartunista argentina e autora do livro Mulheres Alteradas. Meus pais queriam que os filhos fizessem Direito, só que nenhum fez direito, todos fizeram errado. :-)

Brincadeira, bem que eu gostaria de ter vocação para Direito. Tudo seria mais fácil. Ou não? Pra que fui teimar com as artes. Agora, uma coisa curiosa: eu atraio amigas advogadas. Curioso, não?

Mas não vou falar de mim, vou falar das mulheres nos quadrinhos e em especial a Maitena: mulher cartunista que desenha sobre as mulheres. E a Maitena é S-E-N-S-A-C-I-O-N-A-L!!! Ela nos traduz perfeitamente. Morro de rir ao ler uma tirinha falando: coisas que só nós Mulheres podemos falar porque se escutamos da boca de um homem, é briga na certa, como por exemplo: “Estou gorda feito uma vaca!”, “Esta comida ficou horrível!”, “Minha mãe é uma bruxa!”, e por aí vai. Leia o artigo completo »

27 de agosto de 2008

Vamos inaugurar o Divã da Mona com as perguntas que nossos ouvintes fizeram na comunidade da Monalisa de Pijamas no Orkut.

Começando pela pergunta do  Kosmidis. :-)

Kosmidis, 25 anos:  Por que vocês sempre desconfiam tanto quando temos amigas?

Divã da Mona: Bom, depende de dois fatores: do quanto a namorada/esposa é ciumenta, e do nível de, digamos, facilidade da amiga em questão.

Há mulheres que têm ciúme de tudo, até do vira-lata do cara (”você dá mais atenção para ele do que para mim”)! Se ela tem ciúme de toda e qualquer amiga que se aproxime de você, então pode ter certeza de que ela se enquadra nessa categoria. Nesse caso, ou você desiste de ter amigas ou desiste de ter namorada (aconselhamos a segunda opção, porque gente ciumenta é um pé no saco).

Mas pode ser que a namorada nem seja tão ciumenta assim e rejeite somente aquela determinada amiga, ou algumas poucas amigas suas. Aí podem ser vários motivos, como insegurança dela, sentimento de rejeição (acha que o cara passa mais tempo com a amiga do que com ela, por mais que isso não seja verdade - e nós, mulheres, somos especialistas em fazer esse tipo de suposição), ou pode ser que ela simplesmente tenha um radar de facilitrometro mais apurado (mulher sente de longe quando a outra faz o gênero “vem nimim que eu tô facim”).

Em todo caso, uma coisa é certa: o comportamento do cara tem uma influência grande para que a mulher aceite ou rejeite as suas amigas. Por exemplo, não dá para aceitar que o namorado/marido largue a gente em casa para sair com uma amiga, ou que os dois conversem trocando carinhos em local público, né? Sem-noção mandou lembrança!

Thiago - da comunidade: Mulheres falam tanta sacanagem qto homens qdo estão sozinhas?

Thiago curioso, sozinhas eu não sei, talvez se elas forem meio loucas, mas em grupo elas falam. Acho que dá para perceber pelo Monacast. Um cara desavisado pode ficar corado se participar de uma conversa de mulheres.

Ronald - Porque as mulheres adoram encher o saco enquanto os homens estão assistindo algum esporte?

Ronald-inho, porque este é o esporte preferida delas.

Se quiser ter suas dúvidas respondidas no Divã da Mona, só mandar sua pergunta para monacast@monalisadepijamas.com.br colocando no subject “Divã da Mona”.  Ou mesmo, participando da nossa comunidade do orkut,  onde há um tópico para o pessoal escrever suas perguntas.

17 de agosto de 2008

Há alguns meses, durante uma singela tertúlia, fui acusada de abusar do meu sagrado direito de achar gente chata.

Eu concordo. Acho muita gente chata. Mas não tiro o direito de ninguém me achar também. Segundo meu pai, eu sou chata e ninguém gosta de mim.
Pensando bem, acho que depois dessa, eu deveria procurar tratamento.

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13 de agosto de 2008

Quem assistiu “O fabuloso destino de Amélie Poulain” concorda que uma das melhores partes do filme é a andança do gnomo do pai de Amélie pelo mundo.

Para incentivar seu pai a sair mais de casa, Amélie rouba o gnomo do seu jardim e o entrega a uma amiga que trabalha como comissária de bordo. O pai da Amélie nota o roubo do gnomo e, em seguida, começa a receber cartinhas com fotos do seu anão em diversos destinos turísticos, o que lhe deixa cada vez mais confuso. Um belo dia, o gnomo simplesmente retorna ao jardim da casa do pai de Amélie, que decide então fazer as malas e sair viajando por aí, seguindo o exemplo do anão.

Pois bem. Algum engraçadinho viu o filme e decidiu pregar uma peça à la Amélie Poulain.
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10 de agosto de 2008

Esse texto eu escrevi no ano passado, logo após o Dia dos Pais. Hoje, um ano depois, pergunto àqueles que ainda têm a sorte de ter os seus pais por perto: você já abraçou o seu pai hoje? Já o beijou e disse, com palavras ou com o olhar, que o ama muito? Esse texto fala sobre isso.
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